domingo, setembro 20, 2020
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Luiz Flávio ajudou o Corinthians mas prejudicou o Flamengo.

Cosme
Rimoli – “Por mim, sairíamos de campo. E deixava o Corinthians bater o
pênalti com o gol vazio. Não aceito o que o juiz fez com o Sport. O Corinthians
mais uma vez foi beneficiado. Parabéns para quem fez a escala desse jogo.
Estava claro que haveria confusão.”
A
indignação era de Diego Souza, revoltado com a derrota do Sport. E muito mais
com a atuação do árbitro Luiz Flávio de Oliveira.
O
meia estava mais do que certo. Qualquer lance duvidoso causaria muito alvoroço.
A CBF estragou toda a beleza do confronto entre Corinthians e Sport. O jogo
maravilhoso, empolgante taticamente. Com lances de muita técnica, talento
ficará esquecido.
Na
vitória corintiana por 4 a 3, como já era esperado, o Luiz Flávio de Oliveira
roubou a cena, ao marcar um pênalti que decidiu o jogo. A favor do Corinthians.
Eram
41 minutos do segundo tempo. A sensacional partida estava empatada em 3 a 3.
Guilherme Arana foi até a linha de fundo e cruzou forte para a área. Rithely
deu um carrinho tentando cortar o lance. A bola bateu no seu braço que estava
levantado. Pênalti marcado. Jadson cobrou e marcou.
O
lance é interpretativo. E já causaria enorme discussão. Ritheli teve ou não a
intenção de cortar a bola com a mão? A ira pernambucana já seria imensa.

que tudo ganha uma proporção ainda maior. Porque na quinta rodada do
Brasileiro, na quarta-feira, dia 3 de junho, Cruzeiro e Flamengo jogavam no
Mineirão. Alecsandro ainda defendia o Flamengo. Ele desceu pela linha de fundo
e cruzou. O cruzeirense Pará deu o carrinho com o braço levantado. A bola tocou
no braço. O pênalti não foi marcado. Quem era o árbitro? Luiz Flávio de
Oliveira.
O
mesmo lance. Critérios absolutamente diferentes. Favorecendo sempre o time da
casa.
Mas
ainda tudo fica pior, inaceitável.
Mancha
o Brasileiro de 2015.
Porque
Luiz Flávio de Oliveira é paulista. E sua decisão ajudou o paulista Corinthians
a se tornar líder do Brasileiro. Prejudicando não só os pernambucanos. Mas
todos os 19 concorrentes do Campeonato Nacional.
“Essa
situação me deu náuseas e vontade de vomitar. O que vimos aqui foi uma
aberração. Foi um caso anunciado. Se sabia desse risco. Falamos antes sobre
isso (fato do jogo ser apitado por um árbitro paulista) com a comissão de
arbitragem. Não adiantou.
“Poderia
perder se fosse licitamente. Não dessa forma. Os jogadores lutaram e foram
guerreiros. Mas sabemos o quanto é difícil fazer futebol no Nordeste. É muito
difícil lutar contra determinadas forças. Temos que nos superar e sabemos que a
tarefa é gigantesca. Não é fácil derrubar determinadas forças. Me causa nojo o
que vi aqui.”
A
reclamação desesperada foi do vice presidente do Sport, Arnaldo Barros. O clube
pernambucano deverá entrar com um protesto formal na CBF contra o juiz. Não
aceita que ele apite mais seus jogos no Brasileiro.
“Eu
não vi o lance. Tudo o que eu falar vai ser incoerente. Vou falar como falei do
lance contra o São Paulo. Estou em uma idade em que me permito falar do que
vejo. Não queria estar na pele da arbitragem. Tudo que fizesse seria
questionado”, disse Tite.
O
treinador corintiano foi coerente. Na terça-feira ele não poderia ter sido mais
claro. Mostrou sua revolta pela escalação do árbitro paulista em tão importante
confronto.
“É
uma insensibilidade de quem comanda. Há uma série de árbitros importantes de
outros estados. Isso só gera pressão. Tem de cuidar do espetáculo. O
Corinthians não precisa de outros artifícios para ganhar. Não precisa ser
malandro. Foi campeão da Libertadores e do Mundo assim.”
Tite
antecipou o óbvio. Em outras palavras. Se o Corinthians vencesse a partida, não
aceitaria questionamentos. Não queria que o mérito fosse do juiz paulista
apitando uma partida de uma equipe paulista contra outra pernambucana.
Mas
foi exatamente o que aconteceu. A vitória que colocou seu time na liderança do
Brasileiro é questionada no país todo. Graças à absurda escalação de Luiz
Flávio de Oliveira.
Ontem
foi a primeira vez na história que a arbitragem fez um protesto nacional. Foi
contra o veto da presidente Dilma, que vetou o direito de arena aos juízes, na
medida provisória 671. Eles entraram com pulseiras pretas, atrasaram por um
minutos os jogos e mostraram os números zero e cinco. Os tais 0,5% das
transmissões reivindicados, que gerariam R$ 9 milhões por ano ao sindicato dos
árbitros.
Mas
o protesto só virou motivo de revolta no Itaquerão. Os árbitros perderam toda a
solidariedade com o estranho critério da marcação do pênalti de Luiz Flávio.
Por que ele não marcou pênalti para o Flamengo? E resolveu marcar a favor do
Corinthians?
“Cosme,
nós confiamos muito no Luiz Flávio. Ele é um dos grandes árbitros deste país.
Vou explicar. A ideia é do doutor Marco Polo. Ele acredita que já passou da
hora de essa desconfiança toda. Não é porque um árbitro nasceu no mesmo estado
do time que está jogando, que ele favorecerá esta equipe. Ou você acha que o
Luiz Flávio foi escalado para ajudar o Corinthians? Não tem nem cabimento. Foi
um voto de confiança da CBF na qualidade dos nossos árbitros.”
A
explicação foi dada ao blog na terça-feira, um dia antes do jogo de ontem. O
coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem de São Paulo,
detalhava que a ideia era do presidente da CBF, Marco Polo del Nero.
Esse
‘voto de confiança da CBF na qualidade dos nossos árbitros’ provocou um estrago
histórico. O lance que determinou a vitória do Corinthians contra o Sport não
será esquecido. Não há como duvidar da honestidade de Luiz Flávio. Apenas
questionar sua incoerência inexplicável. Ele é um árbitro Fifa. Precisa ter uma
linha de raciocínio imutável. Não foi o que aconteceu em dois jogos que
trabalhou.
Para
deixar tudo mais constrangedor. Leandro Vuaden não marcou um pênalti absurdo
contra o Corinthians no último lance do clássico contra o São Paulo. Wesley
chutou e Uendel defendeu a bola com o braço. A própria Comissão de Arbitragem
da CBF apontou o grave erro.
Nos
dois últimos jogos, pênaltis deram ao Corinthians três pontos. Dois a mais com
a vitória e não o empate ontem. E o não marcado no domingo, garantiu mais um.

nestas duas rodadas, a tabela de classificação estaria alterada. O líder seria
o Atlético Mineiro com seus 36 pontos. O Corinthians passaria a ser segundo,
com 34. E o São Paulo, seguiria em terceiro, com 33 e não apenas 31.
Não
é o que acontece. Graças a critérios de Luiz Flávio e de Vuaden, o Corinthians
amanhece primeiro colocado com 37 pontos. O Atlético tem 36 e o São Paulo, 31.
Esses pontos poderão fazer muita diferença na definição do título, da
classificação para a Libertadores…
Pior
do que a atingir a credibilidade do torneio, houve a exposição desnecessária de
Luiz Flávio. Um árbitro com reputação inquestionável, honesto.
Mas
como impedir o raciocínio rasteiro de que um juiz paulista favoreceu um time
paulista e prejudicou um pernambucano? Ainda mais diante do que o próprio
árbitro fez em Minas Gerais, quando agiu de maneira completamente diferente, em
um lance igual…

resta torcer que a CBF tenha o mínimo de bom senso. E perceba a estupidez da
‘experiência’. Confrontos entre clube de dois estados diferentes exigem a
escalação de um juiz de um terceiro estado.
As
consequências de um jogo empolgante foram lastimáveis.
A
incrível vitória do Corinthians é motivo de dúvida.
O
Sport revoltado.
Luiz
Flávio questionado.
A
desconfiança domina o próprio Campeonato Brasileiro.
A
troco do que?

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