Mais do mesmo em mais um empate do Flamengo.

Réver e Gustavo Scarpa durante Flamengo x Fluminense – Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images

FALANDO DE FLAMENGO: Por Henrique Dias

Empatar
pela quinta vez em oito partidas, numa competição equilibrada como o
Brasileirão, onde o número de vitórias é o primeiro critério de desempate,
definitivamente, não é bom negócio.
Levando
em consideração que três desses empates foram contra equipes que ocupam as
últimas posições da tabela, pior ainda.
O
campeonato é longo, eu sei, e muita coisa ainda vai acontecer, mas para quem
quer brigar na parte de cima, esses pontos perdidos no início, quase sempre,
fazem falta no final.
E
mesmo, tendo empatado (2 a 2), diante do Fluminense, com um gol aos 49 minutos
do segundo tempo, considero que o Flamengo perdeu dois pontos, neste domingo
(18), no Maracanã.
Meu
principal argumento para justificar esse pensamento, se baseia na própria
declaração do técnico tricolor, Abel Braga, após o jogo. Disse ele: “Tiveram
domínio, mas não chances no segundo tempo”. Ou seja, dominamos, sem ameaçar.
É
chato ficar batendo na mesma tecla, mas de que adianta ter mais finalizações,
mais posse de bola, controlar as ações dentro de campo, e não transformar esse
“domínio” em resultados positivos.
Nessa
rodada, tínhamos a chance de cortar a diferença para o líder, Corinthians, mas
deixamos a desejar. Nada que abale a confiança e o ânimo do nosso treinador Zé
Ricardo, que afirmou, em entrevista ao final do Fla-Flu, que o Mais Querido vai
entrar no trilho de novo. Será? Na próxima quinta-feira (22), contra a Chapecoense,
às 21 horas, na Ilha do Urubu, a gente descobre.
DEFESA
Se
diante da Ponte Preta, o setor defensivo se portou bem e quase não foi exigido,
contra o Fluminense voltou a falhar, sobretudo nos dois gols sofridos. Se sobra
experiência para o nosso zagueiro Juan, falta velocidade, já tinha sido assim
contra o Avaí e voltou a acontecer no lance do pênalti a favor do tricolor. Já
que não dá para confiar no Rafael Vaz, a esperança é que o Rhodolpho supra essa
carência, mesmo tendo atuado muito pouco pelo Besiktas, da Turquia, na
temporada passada. Vale lembrar que o Réver estava encostado no Internacional,
e quando chegou ao Flamengo superou as expectativas.
GUERRERO
De
volta da seleção peruana, onde fez um golaço de falta contra o Paraguai, o
atacante decepcionou no Fla-Flu. Foi mais notado em campo pelas faltas
cometidas, dez no total, do que pelas jogadas e finalizações. Se no início do
ano apostava em, pelo menos, 30 gols dele na temporada, já começo a repensar
esse prognóstico.
CONCA
Não
era para o argentino ter entrado no clássico. Se a ideia, do ZR era tentar a
virada naquele momento do jogo, que entrassem o Damião ou o Vizeu, mas não ele.
Entrou totalmente perdido, com as vaias e xingamentos da torcida do seu
ex-time, e poderia, até, ter sido expulso pela falta que cometeu no equatoriano
Orejuela. Ainda acho que ele vai ser útil ao Flamengo, mas o técnico precisa
avaliar melhor o momento de colocá-lo em campo.

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