terça-feira, setembro 22, 2020
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Mais um golaço do Gaúcho de cabeça!

BUTECO
DO FLAMENGO
: Eu nasci em 1974, vi pouco a geração de ouro dos anos 80 e minha
memória guardou pouco mais do que a noite em que eu dormi no quarto dos meus
pais para assistir a final do Mundial. Em 87, eu era um adolescente numa época
em que adolescentes não eram tão independentes quanto hoje. Mesmo morando
perto, fui ao Maracanã em poucas partidas além da semifinal e da grande
decisão.
Já o
início da década de 90 foi efetivamente quando eu comecei a viver o Flamengo
mais intensamente. Jogos na Gávea, me lembro de um em especial contra o
Americano, uma chuva torrencial cai sobre o Rio de Janeiro e me deixa ilhado na
Zona Sul. Vencemos por 2 a 1 com gol do Gaúcho, que nos deixou na noite de
quinta, vítima de um maldito câncer na próstata.
Gaúcho
foi o melhor centroavante que eu vi no Flamengo depois do Nunes mesmo sem ser o
melhor. Explico: ele era aquilo que chamam de “limitado tecnicamente”
mas um exímio finalizador. Romário era muito mais jogador, óbvio, mas nos
entregou muito menos. E ainda deu início a uma fase de bagunça no Flamengo que
insiste em perdurar até hoje. Gaúcho foi campeão carioca, brasileiro e da Copa
do Brasil, marcou 98 gols em 200 partidas. Fez gol em time pequeno, fez gol em
clássico, fez gols fundamentais para a conquista de três títulos.
92 não
foi um ano tão bom quanto os dois anteriores, Gaúcho sofreu com lesões mas
voltou a tempo de ajudar na reta final da fase de classificação do Brasileiro.
Aquele campeonato foi, talvez, o que eu mais acompanhei “in loco”.
Perdi três jogos apenas no Maraca e, na fase final, sofri junto com o nosso
artilheiro aquele jejum de gols que durou seis partidas. Na última rodada,
Flamengo precisava derrotar o Santos no Maracanã enquanto o Vasco tinha que vencer
o São Paulo em São Januário, o famoso jogo do “entrega”. Nosso vice
favorito fez sua parte e nós vencíamos bem no Maraca. Mas o Santos resolveu
engrossar. Gilmar pegou pênalti cobrado pelo Paulinho McLaren. Marcelo Passos
diminuiu e, se o Peixe empatasse, a vaga na final seria do Vasco. Então, aos 45
do segundo tempo, Nélio avançou num contra-ataque pela esquerda e cruzou para a
entrada da área. Gaúcho escorregou mas conseguiu dominar a bola, se
reequilibrou e disparou um petardo de esquerda no ângulo. Um chute com a força
de suas cabeçadas, marca registrada do artilheiro. Acho que comemorei mais esse
gol do que os seguintes na decisão contra o Botafogo.


Além
disso, Gaúcho era um fanfarrão. As comemorações de gol imitando “seu
Boneco”, a aposta com o Renato paga com churrasco no dia seguinte ao
primeiro jogo da decisão de 92, as entrevistas. Ídolo, muito ídolo!
Descanse
em paz, artilheiro!
Bruno
Trinkenreich

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