terça-feira, setembro 29, 2020
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Mais uma vez, entregamos de bandeja.

Notícias
Rubro-Negras – Já cansou essa história do Flamengo ficar entregando jogos
fáceis, que estão na mão, principalmente em casa.
Mais
uma vez, terminamos o primeiro tempo ganhando do Santos, por 2 x 0, em pleno
Maracanã e deixamos os caras empatarem, no segundo tempo.
Uma
decepção para mais de sessenta mil pessoas que lotaram o estádio, fora os quase
quarenta milhões de rubro-negros espalhado por esse Brasilsão afora.
Entregamos
o jogo de bandeja.
Isso é
inadmissível!
No
primeiro tempo o Flamengo dominou, martelou e só foi fazer o primeiro gol aos
40 minutos, com uma bomba que o Alan Patrick soltou de fora da área, no ângulo
da meta adversária.
Um
minuto depois, um lançamento de mestre do Canteros para o Emerson Sheik ganhar
da zaga santista na corrida (que velocidade, aos 36 anos!) e chutar na saída do
goleiro.
Tudo
muito bem, tudo muito bom…
Intervalo
e, aos 6 minutos do segundo tempo, córner para o Peixe. Bola na pequena área e
Ricardo Oliveira, sozinho, sem nenhum zagueiro do Flamengo a marcá-lo fez de
cabeça.
Some-se
à falta de marcação a falha bizarra do Paulo Victor. Bola na pequena área tem
que ser do goleiro, ainda mais numa situação daquelas.
Aí vêm
os defensores do grande (sem ironia de minha parte) goleiro: “Pô, o cara
quebrou a perna, ficou quarenta dias sem jogar e está sem ritmo de jogo”.
Não
justifica, pois a jogada foi muito infantil.
Repito:
na cobrança de escanteio bola na pequena área é do goleiro.
Depois,
aos 27 minutos, Lucas Lima deu um belo chute de fora da área, muito bem
colocado e empatou a partida.
Mais
uma vez, Paulo Victor falhou. Ele estava bem no lance, em cima da bola e só
raspou a mão nela deixando que entrasse.
O
chute foi ótimo, mas a bola era defensável. O próprio goleiro rubro-negro
provou isso com o seu erro.
Depois
disso, bateu o desespero, o Santos amarrou o jogo, perdemos alguns gols e dois
pontos fáceis.
Existem
culpados?
Podemos
dizer que sim…

falamos do Paulo Victor.
Podemos
também falar do técnico Cristóvão Borges, que insiste em escalar o Márcio
Araújo, deixando o Cáceres no banco.
Já fiz
a pergunta aqui e repito aos senhores estatísticos: quantas vezes o Flamengo
perdeu com o paraguaio em campo? Quando ele joga, é difícil isso acontecer. Ele
dá segurança à defesa e não é nenhum estabanado, como esse tal de Márcio
Araújo.
Cáceres
é um guerreiro incansável e nosso técnico não percebe isso. Só nossos
adversários.
Mais
uma do Cristóvão: tirou o Alan Patrick, que estava num bom momento para colocar
o Gabriel.
O
menino baiano tem bola, mas é esquisito. A impressão que dá é que só joga
quando está a fim.
Gabriel
deve ter levado alguma bronca de “maínha” ou de “paínho” e
estava triste. Não jogou nada, estava apagadinho e deixou o Flamengo com outro
a menos.
Eu
disse outro a menos porque o Guerrero não jogou absolutamente nada.
Não
estou dizendo que ele não se esforçou, não se deslocou, mas não jogou porra
nenhuma.
Na
única boa jogada que fez, quase marcou o gol. E foi só.
Se
tivesse marcado, bastaria.
Não
precisava ter jogado bem mesmo. Ninguém (nem eu) iria falar que ele não jogou
nada.
Afinal,
Guerrero está em campo é para fazer gols.
O
Guerrero é um jogador que sabe se colocar, tem velocidade, raça, inteligência,
segura bem a bola na frente, finaliza como poucos, sabe dar bons passes aos
companheiros, mas tem um defeito que o prejudica: ele não sabe driblar.
Vamos
admitir que ele não é perfeito, apesar de estar bem acima da média de quase a
totalidade de nosso elenco.
Basta
o zagueiro ser malandro, encostar nele, pressionar, que o Guerrero vai tentar o
drible e vai ser desarmado, até com certa facilidade.
Vimos
este filme neste e em outros jogos. Só que nos outros jogos, ou ele marcou ou
deu o passe para o gol de um companheiro.
O
Cristóvão precisa armar o time de maneira que a defesa adversária fique mais
espalhada, para que o Guerrero possa ter espaço para se movimentar e receber o
passe em boas condições de finalizar.
Hoje,
infelizmente, o peruano foi um desastre.
Outro
que foi mal foi o lateral-esquerdo Jorge, que vinha se destacando nas partidas
passadas.
Quem
se salvou?
Pra
variar, Emerson e Everton, além de Alan Patrick e Canteros.
O
resto… Foi o resto…
O
Cristóvão deixou o campo xingado pela galera.
Paschoal
Ambrósio Filho

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