quinta-feira, setembro 24, 2020
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Mansur e Ralf Itzel criticam média de público no Brasil.

SporTV
– Nos quatro primeiros meses de 2015, o Atlético-MG tem a maior média de
ocupação do futebol brasileiro, com 69%. Corinthians e Palmeiras perdem por
pouco: ambos estão empatados com 66%. Dos clubes da Série A do Campeonato
Brasileiro, apenas esses três estão acima dos 40%, que é o percentual do Santos.
Clube de maior torcida do país, o Flamengo possui apenas 27%.
Para o
jornalista Carlos Eduardo Mansur, são alguns os fatores que podem explicar esse
problema que, afirma Mansur, vem da cultura de querer ver o time ganhar, e não
ver o time fielmente “na saúde e na doença”. O jornalista ainda
criticou a falta de promoção do evento, a segurança e o serviço.

Ainda não conseguiram criar a cultura de fazer o torcedor ver o seu time no
lugar de ele ver o seu time ganhar. É uma diferença sutil, mas importante.
Óbvio que existe o torcedor fiel ao seu time que vai em qualquer circunstância.
Mas no grosso, o torcedor vai ver seu time ganhar. Não vai fielmente na saúde e
na doença. Porque não promovemos o evento direito, não oferecemos segurança,
não oferecemos serviço. Fazemos a pessoa acreditar que ela faz um favor, de
fazer o sacrifício de passar por todos os obstáculos até chegar ao estádio de
futebol – argumentou Mansur.
Jornalista
alemão a serviço no Brasil, Ralf Itzel trouxe à tona o cenário do seu país.
Ralf explicou que o público na Alemanha não vai ao estádio apenas para ver seu
time ganhar, mas para fazer parte do espetáculo, para ver os grandes jogadores.
O jornalista explicou que em 2006 houve uma grande reforma nos estádios e que
existe uma preocupação que as arquibancadas estejam sempre cheias até para que
se vendam os direitos de retransmissão.
– Em
2006 foram reformados os estádios, tem umas renovações que sempre se faz. O
produto é bom, o futebol é bom, está bem transmitido na televisão. E dá gosto
ver um jogo no sábado às 15h30. Tem um monte de mulheres, um monte de crianças
nos estádios. E os ingressos não são tão caros. São mais baratos que na
Inglaterra, na Espanha e também por comparação bem menos caros que no Brasil.
Na Alemanha valorizam mais o público. Também é preciso de boas imagens, com
estádios cheios para depois vender os direitos de retransmissão para os outros
– explicou Ralf Itzel.
Mansur
chamou atenção para o encarecimento dos ingressos no Brasil após a construção
das arenas que sediaram os jogos da Copa do Mundo de 2014. O jornalista de
“O Globo” ainda perguntou como vão “fechar a conta”.

– Essa
questão das arenas que nós estamos falando, parte dessa conta foi empurrada
para o torcedor. Reflete no preço do ingresso. Tentou-se empurrar para o
torcedor parte da manutenção desses estádios. Só que o histórico desse produto
já era de mais lugares vazios do que cheios ao longo do ano. Então jogam para o
alto o preço de um produto que a demanda já não era tão alta. Como vai fechar a
conta? – indagou Mansur.

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