sábado, setembro 26, 2020
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Maracanã elétrico faz a diferença para o Flamengo.

Torcida do Flamengo fazendo coreografia no Maracanã: “Que torcida é essa?” – Foto: Gilvan de Souza

ANDRÉ
ROCHA:
Torcida não ganha jogo sem resposta do time em campo. Mas a atmosfera
criada pela massa rubro-negra no Maracanã lotado por mais de sessenta mil
pagantes, desde o mosaico simulando o gol de Zico na final da Libertadores em
1981, nitidamente desestabilizou o Atlético Paranaense no início da partida.

O
Flamengo sentiu a ausência de Everton e Mancuello nem tanto pela improvisação
no meio-campo de Trauco pela esquerda no 4-2-3-1. O peruano cumpriu bem a
missão pelo lado e fechando o meio e encaixou lindo lançamento para Guerrero ir
às redes logo aos seis minutos e subir ainda mais o tom das arquibancadas.
O
problema era Renê na lateral esquerda, claramente sentindo o peso do jogo e
sofrendo ora com Nikão, ora com Douglas Coutinho em uma equipe paranaense
igualmente desfalcada, sem Otávio e Felipe Gedoz no meio-campo, mas compensando
com bom desempenho com Matheus Rossetto.
Instintivamente
o Fla buscava mais o lado direito, mas Gabriel não conseguia dar o melhor
acabamento às jogadas. Mas quando Arão infiltrou no tempo certo, o cruzamento,
mesmo com desvios, encontrou Diego para a finalização perfeita do segundo gol.
Aos 15 minutos, para deixar o adversário ainda mais zonzo. O camisa dez ainda
acertou o travessão e um bom passe vertical para Guerrero.
Por
isso aumenta a preocupação com sua lesão no joelho. Sem ele e com Matheus
Sávio, a equipe penou para acertar as transições ofensivas em velocidade na
segunda etapa e surpreendentemente encontrou em Marcelo Cirino, substituto de
Gabriel, uma válvula de escape para cima do frágil Sidcley.

Paulo
Autuori tentou dar agilidade na frente com Grafite e João Paulo e volume no
meio com Luiz Otávio. Faltou contundência ao time que teve 54% de posse, porém
finalizou apenas três vezes, duas no alvo. Incluindo o gol de Nikão,
completando, impedindo, jogada pela direita que iniciou com falha de Renê na
saída de bola.
O Fla
foi eficiente, acertou na direção da meta de Weverton sete das dez conclusões.
Nos minutos finais, incluindo cinco de acréscimo, a calma para tocar a bola
mesmo com a improvisação de Márcio Araújo no lugar do lesionado Pará, que deu
lugar a Cuéllar e deixou o time ainda mais desfigurado.
A
torcida jogou junto e o apito final foi celebrado com alívio e do tamanho da
importância da vitória que alça o time à liderança do Grupo 4 com o empate
entre Universidad Católica e San Lorenzo.
Em
disputa tão parelha no jogo e no grupo, o Maracanã elétrico de Libertadores fez
a diferença para o Flamengo.

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