sexta-feira, setembro 25, 2020
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Maracanã SA quer cortar 70% das obras prometidas.

UOL – A
concessionária Maracanã SA já fez a conta do que será necessário fazer para que
a empresa, enfim, passe a lucrar com a administração do estádio. Em crise, a
companhia controlada pela Odebrecht quer cortar cerca de 70% do investimento
que comprometeu-se a fazer no Maracanã e seu entorno quando assinou o contrato
para administrar os espaços.

Ao
assumir o controle do Maracanã, em 2013, a empresa assumiu também o compromisso
de investir R$ 594 milhões em obras indicadas pelo governo. Hoje, a
concessionária negocia com o Estado a possibilidade de reduzir esse compromisso
a menos de R$ 180 milhões –ou seja, menos de um terço do inicialmente acordado.
O
valor foi revelado pelo secretário estadual da Casa Civil, Leonardo Espíndola.
Ele coordena o trabalho de reavaliação da concessão do maior estádio do Rio. O
trabalho começou no início do ano, quando a Maracanã SA informou ao governo que
a operação do complexo esportivo estava tornando-se inviável financeiramente.
Em
janeiro, a empresa encaminhou ao Estado um estudo mostrando que os ganhos que
ela tem com o Maracanã são inferiores aos planejados na concessão. A empresa
atribui os maus resultados a mudanças que o próprio governo fez no contrato
firmado com a companhia devido protestos deflagrados na época da privatização
da administração do estádio.
Em
2013, quando o governo assinou o contrato de concessão, estava prevista a
demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Julio
Delamare, entre outras mudanças no entorno do Maracanã. Os dois espaços dariam
lugar a lojas e estacionamentos, os quais gerariam receitas para a
concessionária Maracanã SA.
Acontece
que a possibilidade de demolição dos equipamentos gerou manifestações. Por
causa delas, o então governador Sergio Cabral foi a público e anunciou o
cancelamento das derrubadas. O que a Maracanã SA pretendia investir na
construção das lojas e o estacionamento, então, passou a ser obrigada a aplicar
na reforma dos dois espaços.
Sem as
lojas e o estacionamento, entretanto, a empresa amarga dois anos de prejuízos
com a administração do Maracanã. A perda até era esperada no plano de negócios
da companhia, porém, preocupa. Só em dois anos, ela atingiu R$ 125 milhões e
fontes da concessionária não acreditam em grande recuperação sem a exploração
comercial do entorno do estádio.
Isso
já foi comunicado ao governo. É com base nesse argumento que baseia-se o pedido
de redução dos investimentos prometidos na concessão.
O
secretário Espíndola já declarou que concorda com os fundamentos para um
reequilíbrio da concessão do Maracanã. Disse que o Estado só está avaliando o
que deve ser cortado das obrigações para que o acordo seja repactuado.
A
decisão deve sair em maio. A data é considerada limite porque o Julio Delamare
e o Maracanãzinho precisam de reformas para a Olimpíada de 2016. Pelo contrato
de concessão, quem executará as obras é a Maracanã SA. Enquanto o reequilíbrio
da contratual é discutido, porém, nenhuma pedra foi movida.
Segundo
o governo e a concessionária, há prazo suficiente para execução das obras
olímpicas. A expectativa é que elas sejam mesmo feitas pela Maracanã SA. A
grande dúvida é sobre o pagamento da reforma do Célio de Barros, destruído
durante a reforma do Maracanã para a Copa de 2014 e fechado deste então.
Em
abril, o secretário estadual de Esporte e Lazer, Marcos Antônio Cabral (filho
de Sergio Cabral), chegou a indicar que o governo assumiria o gasto com a
reforma. No mesmo dia, porém, a Secretaria da Casa Civil negou a informação
dizendo que o assunto ainda está em avaliação pelo governo do Estado.
Procurada,
a Maracanã SA não revelou detalhes sobre sua proposta para o futuro da
concessão do estádio da final da Copa. Ratificou seu interesse em permanecer no
controle do espaço. Informou ainda que “está confiante em chegar
rapidamente a uma solução com o Poder Concedente [o Estado do Rio de
Janeiro]”.
Leia o posicionamento da Maracanã SA
abaixo:
“A
concessionária que administra o Maracanã reafirma seu interesse em manter o
contrato de concessão e está confiante em chegar rapidamente a uma solução com
o Poder Concedente, que já se mostrou sensível e está em fase final de
avaliação do impacto gerado pela alteração unilateral com a não demolição do
Célio de Barros, da Escola Municipal Friendenreich e do Parque Aquático Julio
Delamare, e a consequentemente redução da área de contraprestação
pública.”

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