quinta-feira, outubro 1, 2020
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Márcio Araújo se vê fazendo 200, 300 jogos pelo Flamengo.

GLOBO
ESPORTE – Márcio Araújo chegou ao Flamengo cercado de desconfiança. Foi
contratado em fevereiro do ano passado, pouco depois de a direção desistir de
Elias, que se tornara o principal jogador rubro-negro em 2013, quando, por
empréstimo, atuou pelo clube. Márcio não mostrou estilo de jogar semelhante ao
de Elias nem tampouco virou ídolo dos flamenguistas. Mas ganhou espaço.
Primeiro porque, em dois meses de Gávea, fez gol em final contra o Vasco que
garantiu o 33º título Carioca ao Rubro-Negro. Além disso, tornou-se titular
absoluto e conquistou o respeito da torcida.
Atleta
que mais entrou em campo pelo Flamengo na atual temporada (52 vezes), o
maranhense de 31 anos viverá um domingo especial, contra a Desportiva, em
Cariacica (ES). Lá, fará seu 100º jogo vestindo as cores que o acompanham desde
pequeno. E vai além: pautado em suas passagens por Atlético-MG (224 partidas) e
Palmeiras (252), acredita numa longa trajetória no Ninho do Urubu.
– Para
mim, praticamente foi sempre assim. No Flamengo foi algo novo por ter feito
contrato de um ano só (em 2014) e depois ter renovado. Por Palmeiras e Atlético
sempre fiz de quatro (anos) para cima. Hoje em dia, mais experiente, a gente
vive o dia a dia, não dá para pensar daqui dois ou três anos. Tenho que pensar
nos próximos dois ou três meses, esperar até o ano que vem. Se puder
permanecer, vou ficar muito feliz – torce o camisa 8 do Flamengo, cujo contrato
com o clube se encerra em dezembro.
A
marca de 100 jogos será alcançada em um amistoso, mas o fato de o confronto com
a Desportiva não valer três pontos é incapaz de tirar o peso da conquista,
garante Márcio.

Vestir a camisa do Flamengo é muito especial. Para quem um dia sonhou ser
atleta e viu o sonho de jogar num grande time distante, fazer o 100º jogo num
amistoso ou não para mim vai ter o mesmo gostinho. Para qualquer jogador é
muito importante fazer 100 jogos, mas só o fato de fazer parte do clube já é
importante demais. Fico feliz pela regularidade que tenho tido e por aproveitar
as chances que as pessoas têm me dado.
Irmão
do vascaíno Paulinho, Márcio Araújo escolheu o Flamengo para chamar de seu por
identificação e pelos muitos jogos do Rubro-Negro que eram transmitidos em São
Luís, capital maranhense. A lembrança mais especial dele é compartilhada por
flamenguistas da mesma geração: o gol de Pet que deu ao Fla o quatro
tricampeonato de sua história, em 2001.

Aquela final contra o Vasco, do gol do Pet nos últimos minutos. Tinha até já
saído de casa, porque estava perdendo, e meu irmão me zoando. Acabei saindo de
casa. Quando ouvi o grito, corri pra casa do vizinho pra dar uma olhada, vi que
era gol do Flamengo e fiquei muito feliz. Meu irmão me atentava demais (risos),
me zoava demais. Marcou muito não só porque foi bonita demais a cobrança de
falta do Pet, mas por esse lance de ser zoado. Eu, por ser irmão mais novo, não
aguentava muito a zoação e acabava apelando. Aí ouvi o grito, dei uma olhada na
casa do vizinho e vi que era o gol – recorda.
Confira
outros temas abordados por Márcio:
Todo mundo sabe, mas não custa perguntar:
qual seu jogo mais especial pelo Flamengo? E qual o mais difícil de engolir?
O mais
difícil foi a eliminação esse ano no Carioca (para o Vasco), em que a gente
acabou tendo vacilo numa única jogada, e eles acabaram fazendo o gol. E o
melhor foi a final do Carioca (de 2014) pelas circunstâncias, não só por ter
feito o gol, mas por ter conquistado o título.
Sua saída do Palmeiras foi pontuada por
muita chateação por parte de torcedores. Alguns chegaram a fazer site com
contagem regressiva pela sua saída. Isso mudou no Fla?
Chateação
até certo ponto. Os caras botam o que querem. Ninguém que me apoiava fez nada.
E se fizesse não teria valor algum. Infelizmente aqui no Brasil a notícia ruim
vende muito mais. Isso que fizeram não vai apagar o que eu fiz pelo Palmeiras,
a titularidade que mantive nos anos que passei. Acho que só aconteceu aquilo
também porque eu não quis renovar, o Palmeiras queria que eu renovasse. Acabei
optando por jogar em outro clube e viver outros ares. Isso é parte do passado e
aquilo não influenciaria na minha vida. Aqui no Flamengo, não. Totalmente
diferente. Sou muito feliz aqui, claro que existe contestação, como existiu em
toda a minha carreira, mas isso não me atrapalha em nada.
O Flamengo é diferente?
Joguei
por Atlético e Palmeiras, mas a dimensão do Flamengo é muito maior. Pessoas que
não via há muito tempo se reconectaram, me ligaram e me deram parabéns pela
minha vinda. Todo mundo ficou feliz, porque sabia que eu torcia pelo Flamengo.

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