terça-feira, setembro 29, 2020
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Márvio dos Anjos: “O torcedor pequeno de time grande e o mal que fez ao Flamengo”.

Um ano depois do espetáculo de humanidade promovido em Medellín em memória da Chapecoense, a final da Copa Sul-Americana mergulha na barbárie. As cenas patéticas de grosseria e canalhice, em busca da vitória-a-qualquer-custo, são tudo que esta final entre Flamengo e Independiente não merecia.

Nem mesmo cabe a justificativa de que aquilo teria sido um troco por tudo que aconteceu na partida de ida, em Avellaneda: injúrias raciais, tensão e chá de cadeira. Tudo baixo e fruto de uma cultura esportiva mesquinha que estimula hostilidade. O problema é quando, em vez de mostrar superioridade, os rivais se igualam, com a desculpa de “dar um troco”. Gente que nem estava lá justifica assim — e aplaude — o que ocorreu na Barra.
A grosseria de Avellaneda só seria retribuída na mesma moeda por torcedores pequenos de time grande, aqueles que volta e meia fazem com que o clube seja punido de uma forma ou de outra. Os torcedores de classe têm mais o que fazer em vez de soltar fogos na madrugada. Os torcedores pequenos vibram como se o incidente da Barra fosse a coisa certa a ser feita. Eles são muitos nas redes.
Torcedores pequenos de time grande arranjam qualquer desculpa para derramar sua vontade de violência e autoritarismo, “em nome de uma causa maior”, que seria o clube. Eles tiram mandos de campo, eles mataram o menino Kevin Espada na Bolívia, num jogo do Corinthians, e eles se engalfinham a troco de nada com outros torcedores pequenos.
Isso exige que o clube se posicione, que seu presidente venha a público em entrevista coletiva e corajosamente condene o que é real violência. Seu silêncio será entendido como anuência, sob pena de a instituição ser vista como conivente com esse tipo de ato.
Se cair na conversa mesquinha de que os argentinos e os vizinhos do hotel “mereceram” a balbúrdia contida pelo Batalhão de Choque, Eduardo Bandeira de Mello será um presidente pequeno e apequenará também o Flamengo. Não é de sua natureza: o presidente foi cavalheiro ao receber o Sport em seu CT na reta final do Brasileiro, mesmo tendo sido vítima de demagogos de plantão nas redes sociais. A vida é assim mesmo hoje em dia: é preciso coragem para dizer o que é necessário.
E o necessário é dizer aos torcedores mesquinhos e pequenos que o Flamengo é grande demais para ver também sua final nas páginas de polícia, como já tem visto suas vendas de ingressos.
FONTE: O Globo

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