sexta-feira, setembro 25, 2020
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Mauro Cezar escancara favorecimentos ao Vasco.

Mauro
Cezar Pereira – O tradicional campeonato carioca já teve momentos terríveis.
Como em 1998, quando times se recusavam a disputar partidas nas condições
estipuladas à época. O certame foi um festival de jogos definidos no
“WO”, com equipes simplesmente não aparecendo e entregando os pontos
sem constrangimento.
Houve
também o de quatro anos depois, que de tão ruim ficou popularmente conhecido
como “Caixão 2002”. Acabou com erros absurdos de arbitragem e numa
espécie de semi-anonimato, ignorado pela torcida e até pela mídia, mais atenta
ao torneio Rio-São Paulo e à Copa do Mundo, que se aproximava.
Esse
disputado em 2015 é de jogar a tolha. Novamente marcado por arbitragens
tétricas, decisões de bastidores e tribunais que interferiram diretamente no
andamento da competição. Difícil esperar que o torcedor leve esse negócio a
sério. Como falar do que se passa nas quatro linhas ignorando o entorno?
Nas
semifinais o Fluminense foi a maior vítima. Primeiro com a mudança do segundo
jogo com o Botafogo para o Engenhão, o que seria aceitável caso tal decisão não
fosse tomada entre as duas partidas, numa canetada. Depois veio a absurda
suspensão de Fred por declarações naturais em qualquer ambiente democrático.
Para
completar, o Botafogo venceu por 2 a 1 com o primeiro gol numa jogada
irregular. O impedimento foi ignorado pela arbitragem. Na segunda etapa, com os
alvinegros se arrastando em campo, os tricolores perderam a chance de vencer.
Foram incapazes, é óbvio. Mas o que aconteceria se Fred estivesse em campo?
Jamais
saberemos, mas podemos imaginar. Como é de se imaginar num ponto do Rio de
Janeiro alguém celebrando com euforia a presença de dois aliados em sua
festinha particular. O futebol carioca virou mero feudo de alguns. A
administração no caos é sempre conveniente para certos personagens.
Flamengo
x Vasco. Primeiro vamos deixar claro que esta é a análise dos confrontos
decisivos de 2015. Erros do passado, como os que beneficiaram os rubro-negros
em 2014 e outros momentos, citamos antes. É só navegar aqui pelo blog para
reler. Olhando para os dois últimos jogos, o prejuízo é dos flamenguistas.
Na
primeira partida Jonas deveria ter sido expulso. Não foi. Como no segundo o
vascaíno Christiano, ao enfiar a chuteira nas costas de Anderson Pico. Gilberto
idem, por comemorar o gol lá na torcida, o que deveria lhe custar o segundo
cartão amarelo. Discordo de tal recomendação, mas ela existe, logo, deveria ser
seguida.
E tudo
depois do pênalti absurdamente marcado e que definiu o clássico. É claro que a
falha do apito no segundo jogo foi maior e mais decisiva do que a do primeiro
duelo. Fica com jeito de “Lei da compensação”. Nada surpreendente.
“Erraram contra o Vasco, então se agora foi a favor, qual o
problema?”, perguntam alguns.
Infelizmente
o torcedor, que na absoluta e massacrante maioria não freqüenta os estádios,
ignora isso. Reflexos de nossa sociedade, onde levar vantagem é visto como
virtude em muitos casos. No futebol então, poucos ligam para um triunfo
conseguido de forma irregular. O importante é vencer, não são poucos os que
seguem tal lema.
Há até
quem endosse as palavras de Felipe, ex-goleiro do Flamengo. No ano passado ele
disse que “roubado é mais gostoso”. Foi logo após ganhar o título
sobre o Vasco graças a um gol em impedimento de Márcio Araújo. Situações assim,
mais comuns do que gostaríamos, proporcionam a proliferação de personagens
nocivos ao futebol.
E eles
são os maiores vencedores desse campeonato pífio e patético.
***
Vanderlei
Luxemburgo não fez o Flamengo jogar uma vez sequer de maneira realmente convincente
em 2015. Nem nos 3 a 0 sobre o Fluminense, facilitados pela injusta expulsão de
Fred. Na coletiva após perder para o Vasco, dividiu a responsabilidade com o
clube inteiro, do presidente ao porteiro. Mas o maior culpado é ele, que
inexplicavelmente se valorizou com o interesse do São Paulo, algo que nos ajuda
a entender o atual mau momento do time paulista.
Mas a
vida de Luxemburgo poderia ser um pouco mais complicada se os repórteres
fizessem perguntas mais ligadas ao trabalho dele, aos seus erros e acertos. O
técnico ainda se safa com as velhas muletas, desviando do assunto central e
levando a conversa para outro lado. Ele é esperto. Cabe aos cartolas serem mais
inteligentes. Alguém vai cobrar o treinador? Não pela eliminação, mas devido ao
futebol fraco do Flamengo no ano até aqui. Inclusive nos dois jogos ante o
Vasco, que fora o pênalti, jogou melhor.
***
Em
apenas 17 jogos disputados no Carioca 2015, o Vasco teve oito pênaltis a seu
favor, média de quase um a cada duas partidas. O número, altíssimo, é idêntico
à quantidade de penalidades máximas assinaladas para os vascaínos nas 38
rodadas da Série B 2014, quando só a Ponte Preta teve mais (nove). E igual ao
número de penais dados a Fluminense e São Paulo, os que mais tiveram esse tipo
de infração a favor nas 38 partidas que disputaram na Série A do ano passado. O
que você acha disso?

Dos
oito penais, dois foram indiscutivelmente bem marcados: o último dos três
assinalados contra o Friburguense, que Gilberto desperdiçou; e o diante do Nova
Iguaçu, que abriu o placar. Outros dois são discutíveis, na vitória sobre o
Fluminense, com o agarra-agarra na área ao ser cobrado um escanteio e que os
árbitros eventualmente resolvem apontar, sem muito critério; e o do duelo com o
Boavista. Na ocasião, Thales caiu numa jogada na qual a imagem da televisão não
deixa claro se realmente ele é tocado por Vitor Faísca. Bem polêmico, mas o
árbitro foi muito convicto. Aos 46 minutos do segundo tempo!
A
penalidade máxima apontada para os vascaínos diante de Bonsucesso, aos 47 da
etapa final, foi absurda, como sem sentido as duas primeiras no jogo com o
Friburguense e finalmente o da partida com o Flamengo. Detalhe, dos oito
pênaltis dados para o Vasco, quatro proporcionaram vitórias ao time, contra o
Fluminense, Flamengo, Boavista e Bonsucesso, os dois últimos nos acréscimos do
segundo tempo de partida. Os vascaínos venceram cinco dos seis jogos nos quais
tiveram penalidades assinaladas ao seu favor. Somados no campeonato carioca
deste ano, Botafogo, Flamengo e Fluminense têm sete penais contra os oito do
Vasco da Gama.

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