Mauro Cezar sugere 100 reforços do futebol sul-americano.

Por: Fla hoje

Beausejour, ex-Grêmio, ganhou a Copa América em 2015 e 2016 com o Chile

MAURO
CEZAR PEREIRA
: Tornou-se comum as visitas de clubes brasileiros aos mercados de
futebol da América do Sul. Alguns erros ainda são praticados, como avaliações
superficiais, valorização de perfis caros, populares e de jogadores em
decadência, em final de carreira ou já “aposentados”, sem que certos
cartolas o saibam. Inútil festejarmos que oito grandes clubes do Brasil
entraram na especulação por Farfán, quando nem mesmo o seu clube do coração, no
Peru, o quisera contratar: útil é pensarmos o que isto significa.

Nada
contra empresários (alguns são excelentes profissionais), mas tudo contra
dirigentes que trocam uma lista de jogadores por uma lista de empresários. No
mínimo, a ordem está equivocada, pois somente após a aprovação de um jogador,
pela equipe de avaliação do clube, que seu representante deveria receber a
consulta.
Aqueles
que se interessam por reflexões sobre o processo de fabricação de jogadores nas
“canteras” da América do Sul e a relação de nossos clubes com o
assunto, indico que procurem no Google, nosso texto: “Mercado da bola:
Black Friday na América Latina”. O fato é que mesmo que em cadeiras de
rodas, estamos no caminho certo. Então, vamos à lista.
LATERAIS
Pobre
de nosso futebol, se precisar ir atrás de goleiros. Daí que os dispensamos da
lista. Futebol atual exige do lateral um nível de polivalência como nunca visto
antes. Há de marcar e apoiar com a mesma qualidade. Importa pouco se um lateral
torna-se o melhor jogador de um campeonato sul-americano; importa mais é se ele
sabe também defender. Leitura de jogada é vital, daí que convém ao lateral
dispor da sensibilidade que o leve a perceber que em tal situação, ao recompor,
melhor que se juntar à primeira linha mais vale recuar até o grande círculo,
compondo uma tripleta de volantes no centro. Algumas canteras estão atentas,
mas alguns veteranos também.
Marcelo Saracchi, 18
anos, Danúbio. Jovem com a cara da cantera do Danubio, ou seja, polivalente.
Atua como lateral, mas também como volante interior (que parte do centro para o
lado do campo) ou como extremo. Ficará pouco tempo em “la Franja”.
Questão é saber se o deixaremos partir à Europa ou a outro clube da América do
Sul.
Ezequiel Bonifácio, 22
anos, Giminasia y Esgrima de La Plata. Lateral de grande potencial do Lobo do
Bosque. Ataca e defende bem e na mesma proporção. Mas tem demonstrado a
necessidade de maturação para corrigir sua instabilidade. Como segue em
evolução, valeria a aposta.
Nico Tripichio, 21
anos, Vélez Sarsfield. Lateral com profundo senso de marcação. Rápido no bote e
na cobertura. Também atua como primeiro volante; excelente como o primeiro
homem à frente da zaga, no 4-1-4-1.
Jean Beausejour, 32
anos. Universidad de Chile. Com vasta experiência no mundo do futebol, pode-se
afirmar que Beausejour finalmente corresponde às gigantescas expectativas
depositadas em seu futebol desde a base de La U. Qualquer equipe que hoje
queira se remontar deveria procurar pelos serviços deste jogador. Em campo,
“el Bose” pode atuar como lateral pela esquerda, mas também como
extremo e até como segundo volante. Nas três posições, atua com a mesma
qualidade. Com 32 anos, dá aula de fôlego e entrega a jovens de 20 anos. Para
quem busca títulos grandes.
Christian Mafla, 19
anos, Atlético Bucaramanga. Excelente lateral de “los Amarillos”, um
dos destaques da equipe que fez grande campanha na sua volta à elite
colombiana. Trata-se de um lateral com grande qualidade no apoio. É muito
rápido e seu cruzamento beira a perfeição.
Alexis Soto,
Banfield. 23 anos. Lateral esquerdo que sobra no Banfield e que pede uma vaga
tanto em um clube grande da Argentina como do Brasil.
Agustín Sant’Anna, 19
anos, Cerro Largo. Lateral-direito. Embora atue quase como um atacante,
destaca-se mais pela recomposição defensiva. Também faz o lado esquerdo.
Luis Segóvia, 19
anos, El Nacional. Tido como umas das revelações equatorianas na posição de
lateral. Atua pela direita e não deve ficar muito tempo no time de Quito.
Juan Pablo Segóvia, 27
anos, Deportivo Cuenca/ Del Valle. Destaque do campeonato equatoriano, Segóvia
vive o seu melhor momento na carreira. Ataca e defendo com a mesma qualidade,
atua pelo setor esquerdo.
Kevin Mac Allister, 19
anos, Argentinos Juniors. Figura de destaque da famosa cantera do
“Bicho”, a mesma que revelou craques como Riquelme e Maradona. O
talentoso lateral direito apresenta todos os bons fundamentos defensivos e de
apoio ao ataque. Ainda bem barato para o talento que possui.
Gilberto “Alcatraz” Garcia, 29
anos, Atlético Nacional. Lateral direito pouco badalado do campeão da América.
Defende e ataca com vigor e velocidade. Tem muita personalidade em campo e
seria a solução definitiva para clubes brasileiros que ainda procuram um bom
jogador para a posição.
José Luís Rodriguez, 20
anos (março), Danúbio. Lateral pela direita. Atua como um veterano na
cobertura, mas ainda apresenta certa instabilidade natural para a idade. Só que
vale a aposta, pois sua evolução tem sido constante. Muito bom no apoio.
Diego Soto, 18
anos, Universidad Concepción. Lateral direito de forte apoio. Uma oportunidade
para clubes médios e grandes do futebol brasileiro.
DEFENSORES
Ideal
é que o primeiro zagueiro (ou zagueiro central) jogue também de segundo (ou
quarto zagueiro). Zagueiros canhotos têm aparecido por aí, mas ainda são raros.
Este tipo se adapta melhor como zagueiro central do que este como quarto
zagueiro. Necessário cuidar das exigências a tais jogadores. Não raro aparece
um que seja veloz, excelente no bote, no jogo aéreo, na cobertura e tenha quase
dois metros de altura: Piqué fez escola para Mina. Mas duas verdades no caso:
primeiro que esses sujeitos quase não existem. Segundo que zagueiros
excepcionais, ao longo da história, nem sempre possuíam o conjunto em questão.
Para zagueiro vale a dica de que nem todo “escolhido” é perfeito. E a
caminho da compreensão de que o esquema defensivo se sobressai ao indivíduo
está o entendimento de que até Piqué, Ramos ou Marquinhos podem virar cabeças-de-bagre
num esquema qualquer. Resumo dos escolhidos abaixo.
Danilo Ortiz, 24
anos, Cerro Porteño/Racing. Contrato vai só até junho de 2018. Zagueiro canhoto
que pertence ao Cerro, mas que atual emprestado ao Racing. Um lutador em campo;
zagueiro de muita raça e entrega para a equipe.
Diego Braghieri, 29
anos, Lanús. É difícil que o Granate libere esse jogador. Mas o defensor tem
jogado uma bola tão redonda que valeria a pena uma consulta. Além do mais, o
Lanús é um clube surpreendente neste quesito. Sempre tem um ou dois nomes na
canteira e na sua lista de contratações oportunas. Então, quando todos imaginam
que o clube não liberaria certo jogador, a surpresa acontece e surge negócio.
Braghieri é ambidestro e joga de primeiro ou segundo zagueiro.
Francisco Sierralta, 19
anos, Palestino. Zagueiro destro que também atua pela esquerda. O talentoso
defensor é da boa cantera da Universidad Católica e está emprestado até junho
ao Palestino. Embora seja enorme, é rápido no bote e na cobertura. Também sabe
sair jogando com a bola no chão. Em seus primeiros jogos como profissional,
mostrava-se assustado diante dos atacantes rivais. O problema tem sido
corrigido de forma satisfatória, embora ainda apareça em algumas situações.
Questão de tempo.
Nestor Moiraghi, 32 anos,
Newell’s. Zagueiro canhoto que também atua como lateral-defensor pela esquerda.
Voluntarioso e aguerrido, Moiraghi é do tipo de sai de campo com alguns
quilinhos a menos devido à sua entrega incessante à equipe. Não é zagueiro com
primor técnico, mas poucos se lembram disso, quando o veem dentro de campo.
Sebastián Vegas, 20
anos. Zagueiraço canhoto que promete ser uma sensação chilena em pouco tempo.
Pertence ao Audax Italiano, mas está emprestado ao Monarcas, do México.
Empréstimo vai até junho de 2017, mas sem passe prefixado.
Roberto Chen, 22
anos. San Francisco FC. Zagueiro que marca firme, sério e focado, o panamenho
Chen pode atuar tanto como primeiro zagueiro quanto como segundo. Também faz o
básico pela lateral direita, sem comprometer. Atua pela seleção panamenha de
futebol.
Diego Díaz Ahumada, 30
anos, Deportes Temuco. Zagueiro de baixa estatura, mas de bom impulso e com
excelente cobertura. Perfil para equipes do segundo escalão do campeonato
brasileiro.
Lisandro Martínez, 19
anos, Newell´s Old Boys. Zagueiro pela esquerda com alto nível de habilidade,
além de boa cobertura e bote no momento certo. Promissor.
Francisco Meza, 25
anos, zagueiro do Tigres. Juntamente com Mina, do Palmeiras, formou a dupla de
zaga ideal da Sul-Americana/2015, conquistada pelo Santa Fe. Embora esteja no
México, Meza sofre a concorrência com muitos defensores na equipe felina.
Valeria uma sondagem, pois defende tão bem quanto Mina e faz gols na mesma
proporção.
Emiliano Amor, 21
anos, Vélez Sarsfield. Zagueiraço da base do Fortín, o que é garantia de que
todos os fundamentos de Amor estão bem trabalhados. Atua nas duas posições de
zagueiro. Este jovem foi treinado para aguentar pressão dos rivais, para sair
jogando com a bola no chão. Faz boa cobertura dos laterais.
Rolando Garcia Guerreño, 26
anos, zagueiro paraguaio do Unión Santa Fe. Atua nas duas posições de
zagueiros, embora se saia melhor como primeiro. Bom no corte e na cobertura.
Hora de desembarcar numa Ponte Preta, mas não seria ideia ruim se algum clube
grande, desde que não fosse de massa como Corinthians, Flamengo, São Paulo, o
contratasse. Demonstra que ainda tem evolução de seu futebol chegando por aí.
Dica importante: contrato vai até junho de 2017.
Hardy Cavero, 20
anos, chileno, San Marcos de Arica. Um raro central canhoto, que também atua
pela direita. A ser descoberto.
Érick Godoy, 23
anos, Tigre. Zagueiro inteligente, discreto e sempre sério. Faz o básico com
eficiência e não costuma falhar. Às vezes, poucos o veem em campo, mas nessas
horas poucas coisas acontecem pelo setor onde ele joga.
Victor Cuesta, 17
anos, Atlético Nacional. Cuesta tem muito a evoluir, mas no momento já é um
grande defensor. Seu tempo de bola aérea ainda não tem o mesmo nível do bote
pelo centro da área. Mas suas habilidades impressionam e o jovem atleta tem
futuro certo na seleção maior de seu país.
Edwim Peraza, 23
anos zagueiro do Zamora. Mais um jovem zagueiro que tem futuro garantido na
Vinotinto. Atua como primeiro zagueiro (zagueiro central). Muito rápido e
preciso no bote.
Jonathan Schunke, 29
anos, Estudiantes de La Plata. Zagueiro que não para de evoluir, desde que
deixou o Ferro Carril, anos atrás. Toque refinado na bola e ótimo no jogo
aéreo. Titular no Pincha, titular por aqui, em nossos melhores clubes.
VOLANTES
Muitos
alegam que o volante é hoje o jogador mais importante do futebol. Outros
discordam. Fato é que este jogador é quem recebe a maior atenção nas canteras
da América Latina. Em alguns estádios, tão logo a pelota chega aos seus pés e
todos se atentam. Mas, no momento, para o bem ou para o mal. Ou seja, depende
do volante. E diga-se que na maior parte dos casos é o pânico que toma conta do
público. Não é à toa, pois em regra o que mais encontramos é brucutu. Ideal é
que o primeiro volante soubesse não apenas fazer o corte, mas dar o passe com
perfeição, o passe longo certeiro e tal; ou seja, que soubesse armar a equipe
mesmo antes do grande círculo. Melhor ainda se não houvesse nem primeiro nem segundo,
mas apenas um volante, capaz de fazer as duas funções com perfeição. Exemplo
clássico, e recente, foi a dupla Sebástian Pérez e Alex Mejía, do Atlético
Nacional, na Libertadores. Eis os indicados.
Daniel Mancini, 20
anos, Newell´s Old Boys. Mancini é um segundo volante muito criativo e de forte
personalidade dentro da cancha. Chega muito bem ao ataque, mas embora goste de
fazer gols, prefere assistir a seus companheiros, quando está próximo da grande
área.
Iván Marcone, 26
anos, Lanús. Noção absoluta de marcação, cobertura, além de ter uma primeira
bola com certa qualidade. Se esse jogador não mandar Márcio Araújo para o
banco, esquece: ou é macumba ou é problema do Zé Ricardo com estrangeiros.
Lucio Compagnucci, 20
anos, Huracán. Primeiro volante do tipo que se desdobra na marcação. Tido por
alguns como excessivamente violento, Compagnucci demonstra que tem muito a
evoluir neste quesito, mas já foi bem pior. No momento, está emprestado pelo
Vélez ao Huracán. Muito em conta, no momento.
Ramiro Carrera, 23
anos, Gimnasia y Esgrima de La Plata. Joga como volante aberto pelos dois lados
do campo, mas possui livre trânsito por vários setores do meio-campo. Em alguns
casos, atua como meia avançado. Já estagiou em demasia no Lobo e já está na
hora de desembarcar por aqui.
Santiago Ascacibar,
Estudiantes. Talvez o melhor volante surgido na base da Argentina após
Mascherano e Kranevitter. É um talento puro, com todos os fundamentos e com
leitura das jogadas raríssima para sua idade. Hoje, um jogador caro, pois se
valorizou. Mas ainda barato perto do que joga e do investimento futuro para
quem o contratar. Seria o dono da camisa em qualquer clube grande do Brasil.
Gustavo Colmán, 31
anos, Rosário Central. Bom que chegue para um clube com bom departamento
médico, pois a maior parte dos problemas do “Colmandante” vem das
lesões. Mas é tão bom jogador que valeria a pena o investimento e risco.
Segundo volante organizador. Contrato só até junho de 2017.
Emmanuel Ojeda, 19
anos, Rosário Central. Pode atuar como primeiro ou segundo volante. Um lutador
em campo, ótimo em cobertura pelos dois lados do campo. Tem bom passe e grande
futuro no futebol.
Esteban Pavez, 26
anos, Colo Colo. O melhor jogador do Cacique chileno é também o mais amado pela
torcida. Jogador que deixa tudo em campo. Há um ano Pavez já era maduro, mas
não possuía metade da maturidade atual. Porém, Pavez engana bem àqueles que o
veem só como um primeiro volante guerreiro. Ele pode atuar mais à frente, além
disso, tem boa saída de bola no meio campo e à frente da linha defensiva.
Mario Rizotto, 32
anos, Independiente del Valle. Atua como primeiro ou segundo volante. O
uruguaio vive o melhor momento de sua carreira. Certeza de bom passe no início
das jogadas, no centro do campo.
Guzmán Pereira,
Peñarol, 25 anos. Marcador. Um touro, mas não espere dele muita coisa além
disso, mas não entrega a bola fácil como alguns que conhecemos. Barato.
Gerson Torres, 19
anos, Club Herediano. Volante canhoto que pode atuar centralizado, à frente da
defesa, num esquema 4-1-4-1, como segundo volante ou como lateral. Tem uma
ótima condução de bola e um passe estupendo. Não ficará muito tempo no futebol
da Costa Rica; se algum clube brasileiro não o buscar rapidamente, Torres
desembarcará na Europa ou possivelmente no México.
Mateus Uribe e Juan Pablo Nieto, 25 anos e 23 anos,
Atlético Nacional. Uribe é segundo volante de excelente qualidade no passe.
Possui visão periférica do campo e costuma e posicionar-se nos lugares certos
para defender ou contribuir para o ataque. Além disso, Uribe tem uma
polivalência bem natural, que o faz atuar em outros setores sem perder
qualidade. Nieto é um talentoso segundo volante que pode atuar também como
enganche. Sua visão de jogo é primorosa. Quando sua armação do jogo obtiver
perto da área a mesma qualidade que possui, no círculo central, se tornará uma
estrela do futebol colombiano.
Kevin Balanta, 19
anos, Deportivo Cali. Apesar da idade, rumo dele é a seleção colombiana em
pouco tempo. Talento puro. Desdobra-se em campo e tem boa saída de bola. Possui
todos os fundamentos bem trabalhados na base, o que significa que dificilmente
na marcação ou no passe.
Gabriel Marques, 28
anos. Brasileiro xodó da torcida do Barcelona de Guayaquil. De regularidade
assustadora, Marques explica muito da incompetência de nossos dirigentes, que
não conseguem recrutar nem mesmo um brasileiro que atua bem na América do Sul,
mas que está longe dos holofotes por aqui. Um líder em campo, atua como
primeiro volante, em geral à frente da zaga. Ensinaria Marcio Araújo a correr,
a dar o bote perfeito, sem sobras, e a passar a pelota para o jogador correto,
ou seja, para o jogador de seu próprio time, após recuperá-la.
Luiz Pavez, 21
anos. Colo Colo. Tido como um dos maiores talentos da “cantera” do
Cacique, teve seu desenvolvimento prejudicado pela presença de veteranos nas
posições em que joga. Além de primeiro volante, pode atuar como lateral pela
esquerda. Uma boa aposta.
Maurício Martínez,
Rosário Central, 23 anos. Marcador nato; se desdobra como poucos do meio-campo
para trás, tem noção de cobertura não só de ambos os laterais como dos próprios
zagueiros, dos dois. Na prática é o tipo de jogador que alguns técnicos
brasileiros apreciam, pois Martínez é quase um terceiro zagueiro. Atuando à
frente da zaga deixa quase tudo intransponível.
Iván Rossi e Joaquín Azurra, 23 anos, ambos, River.
O clube tem dois jogadores excelentes para a mesma posição. Azurra parece ter a
preferência de Gallardo, mas a meu ver o Rossi é ainda melhor. Ambos marcam
muito, mas sabem sair jogando.
Brahian Alemán, 27
anos, LDU. Alemán é um segundo volante experiente e de forte doação à equipe.
Por ele, muitos jogam e aparecem. Mas ele mesmo, Alemán costuma chegar à frente
da área para arrematar com considerável nível de precisão. Não foi tão bem na
última temporada pelo Liga de Quito, mas seu histórico o credencia para uma
transferência aos grandes e médios do Brasil.
Daniel Imperiale, 28
anos, Gimnasia y Esgrima de LP. Imperiale pode atuar como segundo volante ou aberto
pelo lado direito. Tem evoluído constantemente na carreira e tem muito a
contribuir para elencos já montados. Deixa a alma em campo. Altamente indicado
para clubes medianos do Brasileirão e para compor elenco dos grandes. Se isto
acontecer, não se surpreendam se ele tomar a vaga de titular: questão passa
pelo calibre das expectativas.
Yangel Herrera, 18
anos, Atlético de Venezuela. Talentosíssimo volante venezuelano que rapidamente
sairá do país. Pode atuar como primeiro e segundo volante, mas também como
zagueiro pela esquerda e direita. Muito rápido e técnico, Herrera tem perfil de
craque. Seria uma aposta com pouco custo financeiro para os clubes do Brasil.
MEIO-CAMPISTAS
Prioridade
é para o enganche e o salve é para o Clube Atlético Rosário Central por ter
iniciado em 2013 um projeto de revelação desses seres cada vez mais raros.
Porém, o próprio enganche, em muitos aspectos, precisa se modernizar. No
Independiente Santa Fe, Omar Pérez passa a batuta para Jonathan Gómez. E não é
só pela idade, mas pela forma como cada um deles entende o futebol moderno e
suas necessidades. Natural que o melhor espaço para Gómez é o centro do campo,
entre o segundo e o terceiro terço, mas é admirável como ele consegue armar a
equipe de quaisquer lugares dentro da cancha. Enganche ou não, do meio-campista
exige-se que ele tenha leitura de jogo, boa marcação, capacidade de
deslocamento para os lados etc. Algumas canteras fazem bem esse trabalho. E
como muitas das nossas não estão nessa lista possível que aumente cada vez
mais, por aqui, a procura por meias nos nossos rivais sul-americanos.
Joaquín Pereyra, 18
anos, Rosário Central. O próximo Lo Celso, podem apostar. O Rosário Central é
hoje um dos poucos clubes argentinos que fabrica enganches clássicos. Pereyra
tem uma condução de bola excepcional. Em alguns aspectos, lembra Danilo,
ex-Corinthians, pela lucidez e tranquilidade dentro de campo. Em outros, lembra
Ganso e o próprio Lo Celso, pelo aspecto clássico com o que se apresenta em
campo. Sua leitura de jogo é primorosa. Por enquanto, uns R$ 400 mil reais o
tirariam do Central. Mas nossas ofertas só chegarão quando ele custar milhões.
Yeferson Soteldo, 19
anos. Enganche clássico do Huachipato, do Chile. Mais um venezuelano que pede
passagem. Possível que se torne o mais talentoso meio-campista surgido na
Venezuela em vários anos. Sabe tudo de bola. Lembra Cazares, pela capacidade de
armar a equipe em velocidade. Também atua pelos lados do campo, sobretudo pelo
direito. Nome para qualquer grande clube do país.
Damián Díaz, 30
anos, argentino do Barcelona de Guayaquil: assim como Gabriel Marques e Jonatan
Alvez, Díaz foi um dos destaques não apenas do Barça, mas de todo o campeonato.
Enganche maduro e que vive o melhor momento de sua carreira. Letal próximo da
área, mas se destaca ainda mais pelo passe final para o gol. Sobrando no
Equador; ótimo nome para Cruzeiro, Grêmio, Corinthians, Vasco, São Paulo e
outros. Jogador com perfil para conquistar o coração de seus torcedores.
Juan Pablo “el Índio” Ramírez, 19
anos, Atlético Nacional. Ao vermos Ramírez jogar, logo nos lembramos daqueles
meias clássicos. Lembra Ganso pelo refino, mas dribla melhor e chega à frente
da área como o atual jogador do Sevilla mostra dificuldades em fazê-lo. Chega a
ser inacreditável que ainda não esteja em algum clube europeu. Um dos mais
talentosos jogadores desta lista. Brevemente, um dos grandes destaques da
seleção colombiana. Contratação para ontem.
Mathias Santos, 22
anos. Montevideo Wanderers. Um dos grandes nomes do enrascado Bohemio charrua.
Joga como segundo volante e enganche. Tem muita fluidez do segundo para o
terceiro terço do campo. Todavia, se algum clube desejar tê-lo eis uma boa e
uma má notícia: seu contrato vai somente até junho de 2017. Contudo, é preciso
busca-lo rápido, antes que grandes ofertas cheguem do exterior.
Daniel Camacho, 18
anos, Bolívar. Jogador brilhante da cantera de um dos gigantes bolivianos.
Camisa 10 arrojado, com alta qualidade no drible, no último passe, na bola
parada e na conclusão de jogadas. Impressiona que ainda não tenha sido
contratado por um clube europeu, ainda na base do clube boliviano. Há de ser
contratado e tratado como alguém que precisa de tempo para se adaptar. Ainda
revela dependência extrema do pé direito, o que significa que não seria ruim se
ficasse um tempo na base do clube que o contratar. Porém, seria estúpido que
nossos clubes deixem esse jogador ser anunciado pelos europeus.
Josué Colmán, 18
anos, Cerro Porteño. Enganche da base do Cerro Porteño, Colmán pode atuar ainda
em todas as posições do ataque. Rápido, driblador e inteligente, o garoto é a
nova aposta do Cerro Porteño, talvez a maior delas, após Sergio Diaz e Cecílio
Domínguez.
Cristóbal Jorquera, 28
anos, chileno Bursaspor. Não está bem no clube turco e como é desconhecido
também na Europa, o Bursaspor facilitaria a repatriação por algum candidato da
América do Sul. Valeria a pena? Possível que sim. Jorquera sabe que se não for
bem atuando novamente por um clube sul-americano, perderia mercado
definitivamente na Europa. Além disso, dentro de campo, apresenta todos os
fundamentos de um bom enganche.
Leonardo Valencia, 25
anos, Palestino. Por que nenhum clube brasileiro foi buscar esse meia? Jogador
protagonista, que chama a responsabilidade e não sossega enquanto não tira sua
equipe de alguma enrascada. Valencia tem um arremate certeiro de fora da área;
além disso é driblador, ótimo assistente e bom finalizador no interior da área.
Há um ano, Valencia era só um bom jogador. Neste início de 2017, é um grande
destaque sul-americano. Isto acontece pois seu ganho de maturidade em um ano
foi excepcional e lapidou vários de seus pontos fortes, mas que eram instáveis
no início de 2016.
Tomas Pochettino, 20
anos, Defensa y Justicia. Garoto de grande destaque no Defensa, mas pertencente
ao Boca Juniors. Empréstimo vai até junho. Cantera do Boca soltou tantos
garotos de potencial, e na mesma posição, que o clube não colocaria
dificuldades para vender Pochettino.
Pablo Garcia, 17
anos, Liverpool do Uruguai. Habilidoso jogador que pode atuar como
meio-campista aberto pela direita ou mais centralizado. Está na mira de
Chelsea, Valencia e Sporting. Portanto, bom correr para contratá-lo.
Kevin Salazar e Jonathan Gómez, 20 e 27 anos,
Independiente Santa Fe. Estamos falando de dois belíssimos enganches. Gómez
vive aos 27 anos o seu amadurecimento como jogador de futebol. Enganche
moderno, que arma o jogo em quaisquer setores do campo. É veloz, tem ótima bola
parada e arremate de longas distâncias. Além disso, é inteligente, se posiciona
como poucos e se sacrifica muito na marcação. Se fosse brasileiro, seria
seleção fácil. Salazar é uma joia a ser lapidada; teve ótima formação de base e
apresenta quase todos os bons fundamentos de um enganche. Se há algo a melhorar
é quanto à qualificação de sua chegada ao ataque, pois ainda faz pouquíssimos
gols. Mas tem em Gómez e Omar Pérez dois dos melhores professores. Questão de
tempo para esse jovem atleta desembarcar em gramados europeus.
Matías Palavecino, 19
anos (março), Rosário Central. Excelente enganche da cantera
“canalla”. Estilo clássico, que assiste com perfeição e fica
esperando para ver no que vai dar. Cobra faltas com perfeição rara, fazendo
muitos gols. Outro nome para ser observado. Boa ideia seria contratá-lo e
deixa-lo amadurecendo no clube de Rosário.
Jacobo Kouffati, 23
anos, venezuelano que atua pelo Club Delfín. Na linha da nova geração de ótimos
meio-campistas da Venezuela. Acreditem, não é por acaso. Kouffati pode atuar
como enganche, como segundo atacante ou como segundo volante. Bom passador;
joga com a cabeça erguida. Valeria a aposta de um clube grande brasileiro, mas
caberia também nos médios de outras séries do Brasileirão, como Ceará, Santa
Cruz, Goiás etc.
Gianlucca Fatecha, 18
anos. Olímpia. Trata-se da nova joia do futebol paraguaio, ainda não descoberta
pelos clubes europeus. Joga de meio-campista ofensivo, centralizado ou caindo
um pouco pelos lados. Em um ou dois anos, valerá milhões de dólares.
ATACANTES EXTREMOS
Vocabulário
modifica-se constantemente, mas se há uma evolução é na concepção de extremo.
Em geral, ele é tido como um jogador capaz de fazer o meio-campo, de recompor
pelo lado e mesmo de voltar e se juntar aos dois volantes, compondo uma linha
de três de proteção à defesa. Exige-se muito desse jogador, mas a pergunta que
fica é se de fato ele recebe uma formação ideal nas canteiras. E de novo a
mesma resposta: em algumas, sim, em outras, não. A lista descarta novamente
alguns jogadores que empresários tentam colocar nos clubes brasileiros, mas sem
que o jogador tenha feito o suficiente para tal merecimento. Vamos a eles.
Carlos Auzqui, 25
anos, Estudiantes de La Plata. Dificilmente o Pincha liberaria um jogador como
Auzqui, exceto por uma boa grana. Jogador valorizou demais e graças à sua
temporada estupenda na Argentina. Auzqui pode atuar em várias posições do
meio-campo para frente. Prefiro ele como extremo direito. Jogador de altíssimo
nível; mesmo que saia caro do Pincha certamente cobriria o prejuízo em pouco
tempo. E daria um baita lucro financeiro com uma transferência para gramados
europeus.
Adolfo Muñoz, 20
anos, El Nacional. Meio-campista que joga como extremo pelo lado direito.
Notabiliza-se pela rapidez na solução das jogadas. Perfil para investimento.
Para ser contratado por um grande e emprestado para um clube pequeno ou médio
do futebol brasileiro.
Emanuel Cecchini, 20
anos, Banfield. Garoto muito bom de bola do Taladro. Pode atuar como extremo
esquerdo e também como volante aberto pelo mesmo lado. Seu amadurecimento ainda
acontece, mas não tem por que ele não acontecer por aqui, em algum clube grande
do país.
José Rojas, 28
anos, Cerro Porteño. Pode atuar centralizado ou como extremo pela direita. Bom
assistente, Rojas joga cada partida como se fosse uma decisão. Jogador
experiente e que somaria para qualquer grande equipe do futebol brasileiro.
Anderson Plata, 26
anos, Independiente Santa Fe. Um dos destaques de “los Cardenales” na
conquista do Colombiano. Corre por todos os espaços do campo. Joga com as meias
arreadas, olho firme na bola e no deslocamento de seus companheiros. Um
driblador que sempre procura resolver, quando a marcação rival fecha para cima
de seus companheiros.
Mario Briceño, 20
anos, Universidad de Chile. Talento da base de “los Azules”, Briceño
atua preferencialmente como extremo pelo lado direito do campo; fica devendo
pouco pelo outro lado e absolutamente nada como centroavante.
Sebastián Palácios, 24
anos, Talleres de Córdoba. Um trator potente e veloz, apesar de ter somente
1,69 m. Atua como extremo pela direita, mas se infiltra à área em diagonal e em
alta velocidade. Também pode atuar como camisa 9. Jogador desagradável para
qualquer sistema defensivo.
Cristian Guanca, 23
anos, argentino do Emelec. Trata-se daqueles casos que ninguém entende por que
não foi aproveitado nem mesmo no seu país. Atua como extremo pelos dois lados
do campo, mas preferencialmente pelo esquerdo. É muito rápido e faz bem a
diagonal, penetrando na área e arrematando com bom nível de precisão. Caberia
em qualquer clube grande do Brasil. Também atua como enganche, armando o jogo
com notável categoria. Na temporada do Equatoriano, anotou 21 gols em 43
partidas.
Jaime Carreño, 20
anos, Universidad Católica. Meio-campista que atua centralizado ou pelo lado
direit, como extremo. Seu jogo é vertical e a personalidade de gente grande.
Marca de forma assustadora; pudera, seu ídolo é “Pitbull” Medel. Vale
a aposta.
Maximiliano Núñez, 30
anos, Millonarios. Maxi Núñez vive sua plena forma como jogador de futebol. Um
extremo direito de muita velocidade, habilidade e capacidade de assistir a seus
companheiros ou de fazer os gols necessários para sua equipe. Foi um dos poucos
que se salvou no arremedo de time que foi o gigante colombiano, em 2015. Esse jogador
caberia em qualquer grande clube do Brasil; qualquer um. Custo-benefício
excelente.
Gastón Lezcano, 30
anos, O’Higgins de Rancágua. Belíssimo jogador que pela segunda temporada
seguida é eleito um dos melhores do campeonato chileno. Notabiliza-se por sua
velocidade e por sua destemida entrada na área para concluir para o gol. Para
médios e alguns grandes de nosso futebol.
José Alberti, 19
anos. Juventud de Las Piedas. Atua preferencialmente como extremo, mas conhece
bem o meio-campo, onde tem se destacado pelo pequeno clube uruguaio. É daqueles
que ninguém sabe de onde veio e de repente aparece num clube europeu.
Lucas Janson, 22
anos, Tigre. Atacante habilidoso que atua em todos os setores do ataque. Em
geral, como centroavante, mas pode jogar de extremo pelos dois lados do campo,
ou como meia que encosta no centroavante. Tigre foi o forno que o amadureceu
para clubes grandes da Argentina ou do Brasil.
Sebastián Driussi,
River Plate e Cristián Pavón, Boca Juniors; ambos com 20 anos. Ideia é sempre fugir
dos nomes mais conhecidos e caros. Mas em ambos os casos, a excelência dos
indicados e a concorrência que têm nos seus elencos justificam que estejam por
aqui. Driussi é canhoto e embora atue pelo outro lado, seu melhor desempenho é
como extremo esquerdo. Caso do Pavón é justamente o contrário. No caso de
Driussi, ele pode atuar ainda como centroavante; no de Pavón, como
meio-campista mais centralizado. Estamos falando de cruzamentos perfeitos; de
jogadores arrojados e inteligentes. Seriam contratações poderosas e feitas por
cartolas que costumam estufar o peito, quando visita o mercado sul-americano.
Andrés Roa e Jown Cardona, 23 anos e 21 anos,
Deportivo Cali. Roa esteve na lista de um clube do Brasil, em 2015, mas o
negócio não avançou. Uma pena; trata-se de excelente jogador, com amplo
conhecimento do campo de ataque. Jogador que aprofunda o jogo da equipe, tem
ótimo cruzamento e boa recomposição defensiva. Além disso, pode atuar pelo
meio-campo, como enganche. Uma pérola. Cardona retorna agora ao Cali, clube em
cuja cantera seu talento foi lapidado. Atua como extremo pelo lado direito do
campo, mas pode circular por outras posições do ataque. Pelo Cortuluá, jogou
também como enganche e se mostrou como excelente opção para o setor.
Sergio Riffo, 20
anos (em março), Celaya FC. Chileno que atua na segunda divisão do futebol
mexicano. Um pequeno notável; muito veloz e habilidoso. Atua em todos os
setores do ataque, até como centroavante, embora tenha somente 1,69 m. Foi
convocado novamente para a Sub-20 de La Roja. Jogador para ser recepcionado por
um clube que tenha condição de trata-lo com carinho e que aposte na sua
adaptação com calma.
CENTROAVANTES
Nada
como um camisa 9 como Fred, Ricardo Oliveira ou Lucas Pratto. Todo mundo quer um
9, embora muitos clubes desprezem aqueles que saem de suas próprias canteras.
Corinthians que o diga. Flamengo também…São Paulo, Grêmio, Inter, Vasco,
enfim, quase todos. Eis alguns candidatos.
Joaquín Ardaiz, 17
anos, Danúbio. “el Pájaro” Ardaiz é umas das maiores revelações
recentes das canteiras uruguaias. Não dá para esperar que ele complete 18 anos
e estoure para fazer uma oferta; pode ser tarde demais. Tem todos os
fundamentos necessários para um goleador. Atualmente faz parte da Sub-20 do Uruguai,
logo estará na principal. Também pode ser recuado para trabalhar como enganche.
Lucas Albertengo, 25
anos, Independiente. Um monstro de jogador, mas que conviveu com lesões quando
chegou ao Independiente. Na Argentina, o Rojo é tido como um clube com péssima
enfermaria. Vantagem disso é que seu preço caiu. Recuperado e em plena forma, é
nome para o ataque de qualquer gigante do futebol brasileiro.
Dário Rodríguez, 21
anos. Fortaleza FC, da Colômbia. Esteve emprestado para o Atlético Bucaramanga
e foi um dos goleadores do campeonato colombiano. Centroavante promissor. Fosse
eu diretor de uma Ponte Preta, o contrataria ontem.
Ronaldo Chacón, 19
anos (fevereiro), Deportivo Táchira. Um dos melhores talentos surgidos da
renovada “cantera” do clube venezuelano. Centroavante canhoto de
movimentação e muito letal no interior da grande área.
Maximiliano Gomez, 20
anos, Defensor Sporting. Terror da área, atuando pelo Viola charrua. Seu perfil
está na mesa dos cartolas dos Lanús. Portanto, se algum clube por aqui desejar
contratá-lo, precisa ser rápido.
Raúl Becerra, 29
anos. Destacou-se pelo Deportivo Cuenca. Fez 19 gols em 38 partidas. Vive seu
melhor momento, mas nem sempre foi assim. Sua carreira foi de altos e baixos.
Contudo, sua vasta experiência por clubes pequenos e médios do acesso argentino
o habilita para uma aposta por um de nível médio do futebol brasileiro.
Lautaro Martínez, 19
anos, Racing. Centroavante de altíssima movimentação fora e dentro da área.
Sairia com facilidade, pois estaria atrás de Mansilla, na preferência da
comissão técnica. Seria um investimento certeiro.
Tobías Figueroa, 24
anos, Guillermo Brown. Centroavante de área pertencente a uma das melhores
equipes do acesso argentino. Tem presença de área e sabe concluir bem em
espaços curtos. Inicialmente recomendado para clubes pequenos e médios do
futebol brasileiro. Porém, como é jogador em plena evolução, não seria um
problema se um clube grande o adquirisse e o emprestasse para um clube menor.
Adrián Ugarriza, 20
anos, Universitário do Peru. Garoto da base de do San Martín local, chegou para
reforçar a La U peruana, mas não teve muitas oportunidades devido ao bom
momento de Hernán Rengifo, veterano e titular absoluto da posição. Seu preço
caiu bem, mas pode subir novamente a depender de seu desempenho no
Sul-Americano do Equador. Trata-se de um camisa 9 que se locomove bem na grande
área. Cairia bem em clubes médios do futebol brasileiro.
Jonatán Álvez, 28
anos, Barcelona de Guayaquil. Centroavante goleador do Equatoriano. O uruguaio
sempre esteve cercado de expectativas, mas nem sempre as correspondeu
inteiramente. Contudo, parece ter alcançado enfim o seu amadurecimento; vive o
melhor momento. Não para um minuto de se doar à equipe; tem boa movimentação
fora da área e ótima conclusão para gol, dentro dela.
Rubillo Castillo, 25
anos, Montagua de Tecucigalpa. Castillo faz parte da seleção de Honduras. Na
temporada, anotou nove gols em 17 partidas pelo campeonato local. Isto porque
ficou fora dos campos por sete jogos, graças às expulsões. Ou seja, um
cabeça-mole. O fato é que sempre esteve em situações nas quais ele era o
jogador principal. Mas o fato é que se trata de um belíssimo camisa 9: tem faro
de gols, boa leitura das jogadas e muita mobilidade no entorno da grande área.
Perfil para clubes pequenos e médios do Brasileirão. Ao menos enquanto se
adapta ao futebol brasileiro.
Tomas Conechny, 19
anos (março), San Lorenzo. Pequena joia das canteras argentinas, o jovem
centroavante do Ciclón promete ser um dos destaques do país em gramados
europeus. Talento raro, faro de gol dos grandes finalizadores; astúcia e
inteligência em campo encontram em Conechny o seu melhor porta-voz. Jogador
para grandes centros futebolísticos, para grandes competições e para times
grandes. Craque.
Braian Mansilla, 19
anos, Racing. Assim como Lautaro, Mansilla não tem espaço na Academia de
Avellaneda, pois jogadores como Bou e Licha López estão logicamente na
preferência dos treinadores racinguistas. Joga também pela Sub-20 da Argentina.
Técnico, rápido e com bom entendimento das jogadas. Seria mais caro do que
Lautaro, porém dispõe de um currículo melhor, o que garantiria uma boa revenda,
no futuro.
Nícolas Orellana, 21
anos, chileno, Everton de Vinã del Mar. Contrato até junho de 2017.
Inicialmente recomendado para uma equipe com bom nível de ajustes. Pela idade e
perfil do garoto, entraria bem nessa equipe, mas teria dificuldades para
assumir a responsabilidade de recomeçar a montagem do time que o contratasse.
Augustín Conobbio, 18
anos, Club Fênix. Brincadeira o que joga esse garoto. Com 1,75 m, se locomove
como um veterano no entorno da grande área. Em seu interior, sabe concluir como
poucos; fora dela, assiste com bons passes curtos ou com cruzamentos.
Jaime Ayoví, 28
anos, Godoy Cruz. Centroavante de (pequena) área, onde faz gols como poucos.
Não dispõe de boa movimentação fora da grande área, mas compensa bem com seu
desempenho frontal diante do goleiro. Ler o posicionamento e deslocação dos
zagueiros e se posiciona no lugar certo para guardar a redonda no arco rival.
Aconselhável para clubes medianos e para alguns grandes também.
* Joza
Novalis, autor deste texto, escreve no site Futebol Portenho

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