sábado, setembro 26, 2020
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Meia Pablo Escobar revela ter recusado o Flamengo.

LANCENET
– Não, a reportagem do LANCE! não encontrou métodos alternativos para
entrevistar o famoso traficante colombiano, protagonista da série Narcos. Mas
falamos com seu homônimo do mundo da bola.
Atualmente
no The Strongest (BOL), Pablo Daniel Escobar Olivetti nasceu no Paraguai em
1978, quando o “verdadeiro” Pablo Escobar já operava o esquema para
tráfico de cocaína, porém ainda não era tão conhecido. Naturalizado boliviano,
o meia, apelidado de “Ibrahimovic Narigón” no país que o acolheu,
ouviu brincadeiras durante toda carreira – além de passar alguns apuros – por
causa de seu nome. Porém, arranhando bem no português, Pablo Escobar garante
que não carrega em seu RG uma homenagem ao colombiano.

Sempre perguntaram se tinha acontecido algo. Não tem nada a ver. Meu pai era
Escobar e ele botou Pablo para mim. Pronto. Meu pai nesse momento não tinha
visto o tema do nome – jura o meia, em descontraída entrevista ao LANCE!.

O
jogador Pablo Escobar atuou no Brasil por cinco anos e até fez certo sucesso em
sua passagem por aqui. O boliviano desembarcou em Minas Gerais em 2008 para
atuar pelo Ipatinga. O meia foi contratado pelo Santo André em 2009 e brilhou
no Paulistão, no qual marcou sete gols e foi um dos melhores jogadores da competição.
As boas atuações chamaram a atenção do Flamengo, porém Pablo renegou ao clube
carioca por uma promessa que nunca foi concretizada. Como negociador, o meia,
literalmente, era um ótimo jogador.
– A
diretoria do Flamengo comunicou com o Taveira (empresário de Pablo) e eles
fizeram proposta para eu ir para lá. Eu estava muito bem e feliz no Santo
André. A gente tinha que tomar a decisão. Flamengo tinha feito proposta para o
Brasileirão. O presidente do Santo André fez proposta para eu ficar por três
anos. A gente tomou a decisão de assinar o contrato com o Santo André, porque
no Flamengo era seis meses de contrato. Eu, por ser estrangeiro, tinha que ter
a segurança de trabalhar por mais tempo. Acabou o ano, Santo André caiu no
Brasileirão, o Flamengo foi campeão e não tinham registrado meu contrato na
CBF. Foi uma sacanagem comigo. Meu contrato original com o Santo André era até
dezembro. Eles falaram que não poderiam cumprir as condições do outro que seria
antes. Falei: “Não, sacanagem assim, não” – conta Pablo, que também
atuou por Mirassol, Ponte Preta e Botafogo de Ribeirão Preto.
Pablo
ficou no Santo André até o final do Brasileirão de 2009. Se as promessas de
contrato ficarem engavetadas, ao menos, fez grandes “parceiros”, como
Pablo chama os amigos, no clube, como Marcelinho Carioca. E, claro, é evidente
que os brasileiros não pouparam o boliviano da “resenha”.
–  Todo mundo dava risada de mim pelo
“portunhol”. Eu não entendia muita coisa. Quando eu perdi a vergonha
para falar, falava muita muita besteira, como dizem aí. Os caras davam risada
do gringo. Muitos brincavam comigo por causa do meu nome. Para eles, era muito
engraçado. Falavam que eu tinha maconha no bolso, eu respondia: “Está
maluco para falar isso?” (risos). 
Me chamavam de gringo maconheiro, começava a ficar bravo, dizia para
parar. Se alguém ouvir, o que vai pensar de mim? – lembra Pablo, que afirma, de
pé junto, que nunca fez uso de substâncias ilícitas.
Mas o
homônimo do traficante colombiano não deu somente risadas por causa de seu
nome, o boliviano também passou apuros por ser chamar Pablo Escobar. Em 2006,
quando jogava pelo Cerro Porteño (PAR), foi disputar uma partida pela Copa
Libertadores contra o Atlético Nacional, da Colômbia, em Medellín, cidade onde
ficava a sede do cartel de drogas do famoso traficante. Na chegada ao país,
Pablo Escobar – o jogador – foi barrado na alfândega.

Quando cheguei na Colômbia, começaram a falar: “Pablo Escobar voltou a
Medellín”. Quando fui passar pela migração e viram meu passaporte, os
caras olharam e falaram: “Fique aqui um pouquinho”. Eu não entendi
nada. Toda delegação do Cerro passou. A diretoria do Cerro perguntou o que
estava acontecendo, a migração disse que precisava fazer perguntas, como onde
eu morava, se tinha parentes colombianos. Ele já tinha sido morto, agora ele
voltou – relembra, aos risos, o “Patrão do Gol”.
BATE-BOLA COM PABLO ESCOBAR
LANCE!: O que você acha de ter o mesmo
nome que o Pablo Escobar?
Pablo
Escobar: Para mim, eu dou risada. Tem uma série chamada o “Patrón do
Mal”. Teve muita repercussão. Aqui na Bolívia tem alguns jornalistas que
falam o “Patrão do Gol”, o “Patrão do The Strongest”. Eu só
dou risada. Não tenho nada a ver com aquele cara.
Você conhece a história do Pablo Escobar?
Lógico,
eu vi toda a série. Acabei de ler o livro do filho do Pablo. Fiquei lendo toda
a história dele. Aí me dou conta que eu não tenho nada a ver com aquele cara.
Fiquei sabendo que tem a série Narcos, mas eu ainda não vi. O cara tem uma
história impressionante. Ele dava bicho para jogador, era torcedor do Nacional.
Na série, a gente pode ver que ele tinha relação com jogadores. Ele gostava de
futebol, mas foi ficando maluco.
Você não tem nenhuma relação com o
tráfico, né?
Eu não
tenho e nem vou ter. Eu só gosto de fazer gol (risos).
Como te trouxeram ao Brasil?
Eu
enviei um DVD de um jogo para um parceiro meu, o Edu. Ele estava aqui com um
parceiro na Bolívia. Dei o DVD, foi parar nas mãos de Luiz Taveira. Ele agora
tem um rolo aí no Santos. Ele fez muita coisa por mim. Ele viu meu DVD e
gostou. Ligou, perguntou se eu gostaria de jogar no Brasil. Ipatinga estava em
posição muito ruim. Fez contato com o Ipatinga, chegou a proposta do time, fui
emprestado para lá.
Como foi sua adaptação ao Brasil?
Não
foi fácil. Eu não falava português, mas conheci muita gente boa que ajudou a
gente. Diretoria do Ipatinga não se comportou muito bem nessa época. Em 2008,
não consegui pegar salário. Foi ruim por esse lado econômico. Joguei o
Brasileirão na Série A, fiz meu primeiro jogo no Maracanã, fiz uns gols aí
também. Botei na Fifa uma demanda no Ipatinga, mas o Ipatinga mudou a sede, o
nome, deu um rolo, fiquei complicado. Eu vou ficar sem três salários, três ou
quatro, que botei na Fifa, mas aí eles mudaram de nome. Joguei de graça no
Ipatinga. Hoje dou risada. Graças a que eu joguei, outros times olharam para
mim.
Você gostou de jogar aqui?
Gostei
muito. Eu e a minha família, do tempo que a gente morou lá, a gente gostou
muito do Brasil. Além do futebol, a gente gostou muito de morar lá. Conheci
muita gente boa, fui muito bem recebido. A gente gosta muito do Brasil, teve
muita amizade feita. A gente vai voltar para ver os parceiros.
Você teve propostas para voltar ao país?
Tive
sim. Duas propostas depois que voltei para a Bolívia. Tinha meu contrato aqui
com o The Strongest, não me liberaram, mas sou muito feliz aqui. Nesse tempo,
não liberaram, fiquei aqui para jogar a Libertadores. Tive proposta do Santa
Cruz, com o treinador Sergio Guedes, que tinha me dirigido no Santo André. O
outro time era da Série B, mas eu não lembro, mas era do Nordeste.

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