Menos exageros, Flamengo está no caminho certo.

Foto: Divulgação

BOTECO
DO FLA
: Por Mercio Querido

Claro,
a gente queria prorrogar a série invicta, que já vinha desde outubro, por toda
a eternidade. Em um mundo ideal e paradisíaco, como diz um texto histórico
sobre o Flamengo escrito por um torcedor do América-RJ, nosso time não poderia
perder nunca… Ok… Convenhamos que essa seria uma existência um tanto quanto
chata e desmotivadora, mas parece que é o projeto de vida e não delírios
utópicos de boa parte da torcida e de analistas do Planeta Bola.
Se nos
limitarmos só ao mundo real, um dia teria que acontecer um tropeço. Confirma,
produção? E ele veio. Chegou de um jeito que parece gerar mais inconformismo
ainda em muitos que parecem confundir as verdadeiras atribuições dos termos
“torcedor” e “comemorador”, ou então dos termos “invicto” e “invencível”, posto
que jogamos melhor e tivemos bem mais chances claras de gol que nossos
adversários. Mesmo sabendo que quase gol não ganha jogo, e que bola na rede é o
objetivo do esporte em questão.
Perdemos
por um gol de diferença, jogando melhor, fora de casa na Libertadores, contra
uma equipe que sai de campo derrotada poucas vezes quando atua em seus
domínios. Mas não tem jeito. É festa de gala no país das cornetas e o “Bloco do
Tá Tudo Errado” pede passagem procurando um culpado. Pode ter sido sorte ou
mérito do outro time? Pode ter sido aquele pequeno detalhe que fez com que
nenhuma das chances criadas pelo Flamengo parasse dentro da rede? Pode ser que
simplesmente foi o nosso dia de coletar a letra “D” e não a “V” ou a “E” nos
três possíveis resultados em uma partida de futebol? Pra muitos não. Se o
Flamengo (ou qualquer outra equipe) perdeu, tem que procurar algum culpado, tal
qual tivesse ocorrido um crime qualquer e a busca por um ou mais réus fosse a única
coisa esperada.
Tudo
bem que a Era Smurf, de tanta competência fora das quatro linhas, ainda tá
devendo aquela habitual voltinha olímpica marota ano sim e ano também com a
qual a Nação tanto está acostumada, e isso torna parte do povo meio amargo ao
menor sinal de que algo pode não dar 110 % certo. Tudo bem que esse texto
(tirando a parte do “dominamos o jogo”) poderia muito bem ter sido publicado no
dia seguinte ao último Fla-flu. Mas de qualquer forma, o que todo mundo queria?
Uma Libertadores mamão com açúcar, com as mesmas goleadas aplicadas no
Carioqueta e aproveitamento total em toda a fase de grupos? Se sim, desiste.
Não vai rolar e pode até desistir de acompanhar. Assim como também não há de
rolar tal oásis no Brasileirão também.
Ninguém
é dono da verdade e todo mundo tem o direito de questionar se o Zé Ricardo
deveria ter optado pela formação A ou pela B, mas o fato é que foi uma boa
apresentação, recheada de algumas infelicidades. A bola que beija a trave, o
chute que sai um pouquinho da trajetória e não alcança a rede e todos os outros
caprichos naturais que acontecem em uma partida de futebol.
Precisamos
e muito somar pontos, para garantir a classificação para a fase decisiva da
Liberta sem muito sofrimento e sufoco, mas precisamos também saber que não dá
pra continuar com esse mimimi histérico toda vez que o Flamengo tropeçar.
Sério. No twitter ontem se fizesse um exame acho que ia encontrar DNA de
botafoguense em vários depoimentos chorosos e revoltados, tal qual aconteceu
após a Final da Taça Guanabara. Torno a bater na mesma tecla. Demonstrar-se
revoltado em exagero não é nenhum sinal de amor à Instituição Flamengo.
Sobre
o jogo em si… Dominamos, não foi uma apresentação de gala, e voltamos a
apresentar uma ou outra falha no sistema defensivo. Sem motivos para desespero.
Assim como se o resultado tivesse sido um a zero pra nós, também não seria
garantia nenhuma de que já dava pra comprar passagem pra Dubai. Menos exageros,
mais certeza de que estamos no caminho certo.
Segue
o jogo.
Por: FlaHoje

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