sábado, setembro 19, 2020
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Mercio Querido: “Equilíbrio”

“Quando chegar em casa a gente conversa”.
Uma das frases-ameaça mais temidas do mundo serve de alento após a equilibrada partida em Buenos Aires.
Se o Flamengo não fez aquela Partidaça Sublime, fator que a gente nem espera muito dado o nosso histórico na temporada, soube chegar na casa do adversário e apresentar a tal “La Intensidad” que o Profe sempre pede. Se a derrota de virada acabou acontecendo, foi por conta de algumas falhas recorrentes, que também aconteceram em jogos nos quais saímos com os três pontos.
E nem adianta dar faniquito por conta disso. Todo mundo já tá mais careca que eu de saber: O Everton Ribeiro vem tendo desempenho bem abaixo do esperado e vai seguir titular (a esperança de lampejos decisivos é a última que morre); nossa dupla de zaga é boa, mas nosso sistema defensivo, principalmente pelos lados do campo, deixa a desejar; falta um pouco mais de poder ofensivo na hora do arremate final; e (isso aqui bem que podia mudar logo) Vinícius Jr. pode entrar bem e mudar o cenário dos jogos a nosso favor quantas vezes quiser, que a tendência é não entrar de começo ou (vá lá) ao menos já voltar do vestiário para o campo de jogo após o intervalo.
Ontem teve Réver abrindo o placar em mais uma cabeçada lá no terceiro andar e o Juan quase escorando pra dentro da rede adversária bem no começo do jogo. Claro que no mundo real a gente não vai ficar escolhendo hora pra balançar rede, mas é inevitável concluir que o gol muito cedo chamou pra dentro do nosso campo os hermanos e tivemos que suportar (e acabamos não conseguindo) por mais tempo a pressão.
O lado positivo é que após a virada a maionese não desandou. PARECE, PARECE, mas ainda não tivemos mostras suficientes para comemorar, que o problema da instabilidade emocional após levar gols está melhorando. Poucos meses atrás (ou até mesmo semanas), levar uma virada de argentinos jogando em Buenos Aires poderia desencadear uma verdadeira catástrofe em campo, resultando em um placar adverso elástico e totalmente danoso para as pretensões no jogo de volta.
Claro que após a derrota o fator cansaço iria ser apontado como uma das causas, dada a maratona de 84 jogos na temporada. Pero… Pero… Isso aí não tem jeito. Não tem como escapar e ano que vem será igual. A única forma de resolver isso eu não tenho esperança de ver acontecer ainda em vida, já que exterminar ou pelo menos reduzir drasticamente a agenda dos estaduais não parece ser uma probabilidade, dado o imenso retorno financeiro e desportivo de tais competiç… Epa… Espera.
A derrota pelo placar mínimo, apesar de ter gerado certa euforia do lado de lá, traz a decisão limpa para o Maracanã. Afinal, se o Flamengo vai jogar no Rio e com casa cheia ninguém espera menos que uma vitória.
Fácil não vai ser… Mas nem tão pouco será difícil. Os caras não se deixarão intimidar por pressão de torcida e a tendência é que tenhamos outra vez uma partida equilibrada. Se o adversário é rápido e tem bom toque de bola, nós temos talentos individuais capazes de fazer a balança pender a nosso favor. Hmmmm… Ok… Talvez alguns desses talentos individuais precisem aparecer um pouco mais por sua própria conta, ou então por escolhas do Profe. Mas isso aí AINDA é lá com ele.
A última palavra em Caps Lock aí aparece por conta do assédio feito pelo Deportivo Cali e por declarações do próprio Rueda que deixam em dúvida a sua permanência para a próxima temporada. E, caso aconteça, lá vamos nós recomeçar tudo do zero outra vez.
Mas isso aí é um assunto para o dia 15. É fazer valer a combinação mística “Maracanã + Flamengo” no dia 13, comemorar dia 14, para aí sim iniciar oficialmente os preparativos para 2018.
Bora torcer.
Isso aqui é Flamengo.
Petiscos
. EXPLICADO. O Vinícius Jr em campo sem a presença do Diego fica, como muito bem definiu algum comentarista, “uma flecha sem o arco”. Cabe a explicação do Profe, que se mostrou preocupado por conta do cartão amarelo do nosso 10.
 . REFORÇO DE PESO. Antigamente não tinha esse treco de “transição”. Departamento Médico liberou, liberou. Mas não há como remar contra as tendências do tal Futebol Moderno. Everton é um bom reforço para a partida da volta. Ele e Vinícius Jr mudaram o panorama do jogo. Uma pena saber que só um deles será titular na semana que vem.
. INVEJA. Nunca mais ninguém falou em terreno e essas coisas… Mas bem que poderiam incluir no cardápio, quando voltarem a tratar disso, a possibilidade de um Estádio Raiz que nem esse de ontem.
. VISITA. Assim… Sem querer me meter no serviço alheio, mas será que não era um bom momento para os nossos responsáveis do futebol darem uma olhadinha no elenco do fluminenCe, Botafogo e Vasco para conferir o que tem de bom e barato? O povo tá de pires na mão e fazendo saldão de fim de ano. E como a Smurfada já declarou que a grana está curta…
. REFORMA POR CIMA. Por falar em fluminenCe, as mudanças para a próxima temporada começaram pelo lugar certo. Pra começo de conversa ver quem na DIREÇÃO não está tendo desempenho a altura do esperado. Duvido muito que isso venha a ser replicado na Aldeia Azul.
. É ASSIM. Muita revolta nas redes sociais porque ingressos são comercializados por um site de vendas coletivas para a Final da próxima semana, após serem esgotados no site dos STs. Não procede o desconforto. O tal site é parceiro comercial do Flamengo e tem direito, por contrato, a uma cota dos ingressos.
Mesa da Arcoirizada
. TORCER CONTRA E A FAVOR. Entendemos os sentimentos conflitantes de vascaínos que sabem que o título do Flamengo interessa… Mas se empolgaram a cada ataque dos hermanos. A força do hábito é maior. Passamos por isso nos jogos do Grêmio na Final da Libertadores.
. QUERER NÃO É PODER. O Botafogo declarou que quer “nomes de peso” envolvidos nas negociações dos interessados em levar o Bruno Silva. Aparentemente vai ficar só na vontade.
. FIM DE NOVELA. Abel fica. Se a questão era saber como será a vida em 2018, já que a grana está curta, Pedro Abad anda declarando melhorias no elenco como parte do planejamento. Ainda não explicou de onde vem o dinheiro.
Fonte: Boteco do Fla/globoesporte.com

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