segunda-feira, setembro 28, 2020
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Messi, mais um craque com problemas na Justiça.

VEJA –
Lionel Messi foi informado nesta quinta-feira que ele e seu pai, Jorge, serão
julgados na Espanha por possíveis delitos de fraude fiscal. Os dois são
acusados de fraudar 4,16 milhões de euros (cerca de 18 milhões de reais),
procedentes do uso de imagem do jogador do Barcelona, entre 2007 e 2009. Se
condenado, Lionel Messi poderá pegar 22 meses de prisão. Antes dele, outros
esportistas também tiveram graves problemas com a Justiça. A maioria deles não
foi condenada ou conseguiu responder em liberdade, mas há casos, como o do
zagueiro Breno, que retornou este ano ao São Paulo, de atletas que terminaram
atrás das grades.
ESPORTISTAS COM PROBLEMAS NA JUSTIÇA
Lionel Messi
O
craque argentino e seu pai, Jorge Messi, foram acusados pelo Tribunal de
Justiça de Barcelona de terem sonegado 4,1 milhões de euros (cerca de18 milhões
de reais) referentes a direitos de imagem, entre 2007 e 2009. Messi fez um
pagamento de mais de 5 milhões de euros em agosto de 2013 para quitar impostos
atrasados, acrescidos de juros. No entanto, a Justiça espanhola advertiu que o
dinheiro não o isentava de eventual crime cometido anteriormente. Se condenado,
Messi pode pegar 22 meses de prisão. Já seu pai, apontado como mentor do
esquema, poderia pegar 18 anos de detenção. Os dois também são investigados
pela suspeita de ligação com traficantes na realização de amistosos
beneficentes.
Neymar
Por
causa da sua tumultuada transferência do Santos para o Barcelona, Neymar
enfrenta problemas com a Justiça do Brasil e da Espanha. A Procuradoria da
Fazenda Nacional bloqueou 188,8 milhões de reais do jogador, de sua família e
de empresas ligadas a ele, por contesta a forma como o atacante declarou seus
salários no Santos entre 2011 e 2013 e seu acordo feito com o Barcelona. Neymar
alega que 90% de seu salário provinha de direitos de imagem, mas toda essa
parcela ia para a conta de uma das empresas de seu pai e, assim, recebia uma
tributação menor. O caso mais grave, no entanto, se refere à venda de Neymar
para a Espanha. A Receita constatou que Neymar recebeu 10 milhões de euros para
dar a preferência ao Barcelona, ainda em 2011 – negociação admitida pelo clube
e pelo pai do atleta. Os dois são acusados de simular um empréstimo, já que o
pagamento também foi feito diretamente à empresa da família, sem cobrança de
juros nem exigências de garantias, quando ele ainda tinha contrato com o
Santos. Pelo mesmo motivo, Neymar e o Barcelona estão sendo investigados pela
Justiça da Espanha.
Edilson
Pentacampeão
com a seleção brasileira e ex-jogador de grandes clubes como Corinthians,
Palmeiras e Flamengo, Edilson “Capetinha” é um dos alvos da Operação Desventura
da Polícia Federal, que investiga fraudes e um desvio de 60 milhões de reais
das lotéricas da Caixa Econômica Federal. Edilson era um dos correntistas do
banco que movimentavam grandes quantias em dinheiro e que tinham o papel de
desviar uma parte dos prêmios de loteria. Em 2014, o ex-jogador chegou a ser
preso por não pagar a pensão alimentícia, mas foi liberado dois dias depois ao
quitar a dívida de 102.000 reais.
Breno
O
zagueiro foi preso em setembro de 2011 depois de atear fogo em sua própria
casa, na Alemanha, quando jogava no Bayern de Munique, Depois de cumprir pena
de três anos e nove meses, voltou ao São Paulo e tem atuado normalmente na
equipe.
Viola
Em
2006, o ex-atacante foi detido por porte ilegal de armas na casa de sua
ex-mulher e chegou a ficar três dias na prisão. Em 2012, ele foi novamente
detido pelo mesmo motivo – além de “desobediência judicial” – após se
negar a liberar seu filho para deixar sua residência junto com a esposa, que
pedia o divórcio. Ele passou cinco dias atrás das grades por este incidente.
Floyd Mayweather
Em
2012, o atleta mais bem pago do mundo foi acusado de agredir sua ex-esposa na
frente de dois dos seus filhos. Ele confessou e foi condenado a noventa dias na
prisão. O campeão foi liberado em agosto do mesmo ano, depois de ter a pena
reduzida por bom comportamento entre os detentos. Ele voltou aos ringues em
2013 e venceu Robert Guerrero e Saul Canelo, mantendo o seu cartel invicto no
boxe.
Diego Armando Maradona
O
ex-craque argentino sofre problemas com a justiça italiana. Ele é acusado de
evasão fiscal na época em que defendeu o Napoli, de 1984 a 1991, em cerca de 40
milhões de euros. Maradona vive negando a culpa e afirma que quem deveria ser
indiciado são os dirigentes do clube italiano, que não o avisaram das questões
contratuais. Nos últimos anos, Maradona teve objetos apreendidos sempre que
visitou o país – dois relógios Rolex, um brinco de diamante e um cachê de 3
milhões de euros pela participação em um programa de televisão.
Emerson Sheik
O
atacante corintiano foi acusado de lavagem de dinheiro e contrabando num
negócio envolvendo a compra e venda de automóveis. O jogador comprou dois
carros de uma empresa exportadora americana, mas os veículos foram importados
através de uma brasileira, que emtitiu uma nota fiscal com valor abaxo do valor
de mercado. Depois, Emerson os revendeu para seu ex-companheiro de Fluminense,
Diguinho. Ele foi absolvido das acusações, mas o processo ainda corre na
justiça. Em 2007, o atacante também foi condenado à prestação de serviços
comunitários por falsidade ideológica. Ele alterou sua idade e seu nome antes
de se profissionalizar para disputar categorias entre os mais jovens.
Tiger Woods
O
americano protagonizou um dos maiores escândalos de traição no mundo de
esporte. Tiger Woods admitiu que era infiel à sua ex-esposa, a ex-modelo sueca
Elin Nordegren, e que a havia traído com várias outras mulheres – incluindo
outras modelos, apresentadoras e até atrizes pornô. Segundo a imprensa
americana, o divórcio acabou custando algo em torno de 100 milhões de dólares
(283 milhões de reais). Woods passou quase cinco meses afastado do esporte e
voltou em 2010.
Helio Castroneves
O
piloto de Fórmula Indy foi acusado de evasão fiscal e sonegação de impostos nos
Estados Unidos, em 2008. Segundo o fisco americano, Castroneves devia cerca de
cinco milhões de dólares. O esquema envolvia uma operação onde o brasileiro
receberia o salário em uma empresa fora do país, para evitar o pagamento de
taxas. Ele chegou a ser algemado e preso, mas foi liberado em outubro de 2009,
após pagar uma fiança de 10 milhões de dólares. Em abril do mesmo ano,
Castroneves foi inocentado de todas as acusações e no mês seguinte voltou a
correr pela Indy, categoria que disputa até hoje.
Mike Tyson
Dentre
as inúmeras passagens policiais da carrera de Mike Tyson, a maior foi em 1992:
ele foi preso por estuprar uma garota de 18 anos. O ex-boxeador foi setenciado
a dez anos, sendo seis na prisão e quatro de liberdade condicional. Tyson foi
liberado em 1995 por bom comportamento, após ter cumprido metade da pena. Em
1999, ficou preso durante nove meses por brigar no trânsito. Em 2009, foi
novamente para a cadeia – sendo liberado pouco depois -, desta vez por agredir
um fotógrafo. Recentemente, o ex-pugilista admitiu ser viciado em álcool,
drogas e sexo e disse que precisa de ajuda para sobreviver.
Edmundo
O ex-jogador
foi acusado por homicídio culposo – onde não há a intenção de matar – e lesão
corporal, em 1999, após se envolver em um acidente de carro, quatro anos antes,
que resultou na morte de três pessoas. Ele foi condenado a quatro anos e seis
meses de prisão, em regime semiaberto, mas respondia em liberdade. Em 2011, ele
chegou a ser preso e passou mais de doze horas na cadeia. No mesmo ano, o
processo contra Edmundo foi extinto pelo Superior Tribunal de Justiça.
Freddy Rincón
O
ex-jogador colombiano ficou preso durante 123 dias, em 2007, no Brasil, acusado
pela justiça do Panamá por envolvimento com o narcotráfico do país e lavagem de
dinheiro. Rincón foi preso por ter investido numa empresa panamenha de lanchas
com envolvimento no tráfico de drogas. Seu nome foi ligado ao do traficante
Pablo Rayo Montaño, preso no Brasil desde 2006. Depois de liberado, Rincón
voltou a jogar futebol e disputou, inclusive, a Copa do Mundo de 1998. Em
janeiro de 2013, o ex-jogador chegou a participar de um amistoso pelo América
de Cali, da Colômbia. Em agosto, sofreu um acidente de carro em seu país natal,
mas se recuperou.
Edinho
O
ex-goleiro do Santos, filho de Pelé, foi preso em junho de 2005, acusado de
envolvimento no tráfico de drogas. Edinho ficou preso durante seis meses. Em
fevereiro de 2006, voltou para a prisão, após ter seus crimes ligados à lavagem
de dinheiro. Em dezembro do mesmo ano, o ex-goleiro foi solto novamente.
Marcelinho Paraíba
O
ex-jogador do São Paulo, Marcelinho Paraíba, foi acusado de estuprar uma mulher,
em 2011, ao lado de dois amigos, durante uma festa que comemorava o acesso do
Sport à Série A. Mais tarde, o caso foi arquivado sem pena para os envolvidos.
O jogador também foi acusado de agredir sua ex-esposa, que foi cobrar atrasos
na pensão alimentícia no sítio de Marcelinho e de dirigir embriagado, sem
carteira e sem documento do carro em Minas Gerais. Atualmente, ele defende o
Joinville, da Série A.
Renato Gaúcho
Em
1996, ex-jogador ficou preso por cinco horas por não pagar a pensão de sua
filha, Carolina Portaluppi, à época com cinco anos, com a jornalista Carla
Cavalcanti. Renato só foi liberado após seu advogado quitar todos os meses
atrasados.
Jobson
O
currículo do atacante soma mais indisciplinas do que títulos. Além dos
problemas com drogas, Jobson foi preso em 2014 quando atuava pelo São Caetano,
acusado de agredir sua esposa. O jogador foi liberado após prestar depoimento
aos policiais. Em 2010, ele foi acusado de mostrar os orgãos genitais para os
torcedores do Botafogo, time que defendia na época, depois do empate com o
Avaí. O supervisor da equipe carioca, Anderson Barros, foi à delegacia para
prestar esclarecimentos e livrou o jogador de uma punição. Mesmo assim, Jóbson
voltou para o Botafogo – mas foi novamente punido pela Fifa por seu envolvimento
com doping e está proibido de atuar.
Vanderlei Luxemburgo
O
treinador Vanderlei Luxemburgo, atualmente no Fluminense, já teve inúmeros
processor em sua vida. Luxa brigou na justiça com jogadores e árbitros que
comandou ou enfrentou. Em 2008, ele foi flagrado com documentos falsos em
Tocantins, tentando transferir seu título eleitoral para lá. No entanto, o
crime foi descoberto como sendo uma manobra para concorrer a um cargo político
no futuro. Ele foi condenado a um ano e seis meses de prisão, que foram
revertidos a um pagamento de 100 salários mínimos mais a prestação de serviços
comunitários.
Luiz Felipe Scolari
O
treinador Luiz Felipe Scolari aceitou pagar uma multa de 3 milhões de euros
(cerca de 13,8 milhões de reais) para encerrar um inquérito do Ministério
Público de Portugal que o acusava de fraude fiscal. Segundo a investigação,
Felipão sonegou dinheiro de contratos de direitos de uso de imagem entre 2003 e
2007, período em que o treinador gaúcho treinou a seleção portuguesa e manteve
residência no país. Pelo acordo proposto, Scolari aceitou pagar “impostos
em dívida”, acrescidos de juros e de uma injunção.
Javier Mascherano
Assim
como os companheiros de Barcelona, o argentino Javier Mascherano é acusado de
sonegação. O volante não teria declarado 1,5 milhão de euros (cerca de 6,3
milhõe de reais) referentes a direitos de imagem recebidos em 2011 e 2012.
Mascherano ainda foi acusado de sonegar impostos referentes à abertura de
empresas na llha da Madeira e em Miami. Orientado por seus advogados, o jogador
já teria devolvido o valor à Justiça, mas será alvo de investigação judicial de
qualquer forma.
Iker Casillas
O
goleiro espanhol Iker Casillas, do Porto, teve de fazer um acordo com a Justiça
espanhola em maio de 2014. A Receita encontrou “discrepâncias na interpretação
das normas”, mas, como considerou que o goleiro não agiu de má fé, cobrou
apenas uma multa de 2 milhões de euros (pouco mais de 8,9 milhões de reais)
para regular a situação de Casillas.
Bruno
O
ex-goleiro do Flamengo está preso desde 2010 por homicídio triplamente
qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado da modelo Eliza
Samudio, sua ex-amante. Ele cumpre pena de 22 anos e três meses de reclusão
pela morte de Eliza

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