Mogi x Flamengo: Tyrone é suspenso após pisão em Marcelinho.

Por: Fla hoje

Irmão de Marcelinho, Ricardo Machado também foi
punido pela confusão (Foto: Cairo Oliveira)

GLOBO
ESPORTE
: O ala-pivô Tyrone, do Mogi das Cruzes, foi suspenso por dois jogos
devido à confusão em que se envolveu com o ala Marcelinho, do Flamengo, no
duelo entre as equipes pelo NBB, no dia 17 de janeiro. Os dois atletas foram
julgados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na noite desta
terça-feira, em São Paulo, e o americano pegou gancho de duas partidas, o que,
a princípio, o libera para o novo confronto do Mogi com o Rubro-Negro, previsto
para 14 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Por outro lado, Marcelinho foi
absolvido.

Na
ocasião, Marcelinho acusou Tyrone de ter sido maldoso em um lance logo no
início do terceiro quarto do jogo, vencido pelo Flamengo por 83 a 57, em Mogi
das Cruzes (confira a jogada no vídeo acima). A arbitragem optou por não marcar
falta. Logo após a partida, o jogador do Flamengo criticou Tyrone, dizendo que
o ala-pivô era “sujo” e foi “desleal” no lance. O americano se defendeu,
alegando que “joga duro” e sugerindo a aposentadoria de quem não concordasse.
Nesta
terça, Tyrone foi julgado por duas condutas no artigo 250 do Código Brasileiro
de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê suspensão de um a três jogos para quem
“praticar ato desleal ou hostil durante a partida”. Em uma delas, o ala-pivô
recebeu pena de advertência. Na outra, levou a suspensão de dois jogos, que o
tiraria das partidas contra Caxias do Sul, na quinta-feira, e Vasco da Gama, no
sábado, ambas em Mogi.

Marcelinho também foi julgado pelo artigo 250 do CBJD, mas acabou absolvido.
Seu irmão, Ricardo Machado, que é fisioterapeuta do Flamengo, foi julgado em
dois artigos devido à reclamação excessiva pelo lance, que lhe rendeu a
desqualificação na partida. Pelo artigo 258-B, que trata de invasão de quadra,
ele foi suspenso por um jogo. Ricardo ainda recebeu uma advertência pelo artigo
258, que fala em “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética
desportiva não tipificada pelas demais regras do Código”.
O Mogi
das Cruzes também foi julgado nesta terça, pelo artigo 431 do regulamento do
NBB, que prevê punição de R$ 2 mil a R$ 7 mil para as “arenas que não
apresentarem condições para atendimento emergencial aos torcedores ou jogadores
e comissões técnicas, com maca e equipamentos de primeiros socorros e não
providenciar, em todos os jogos em que for mandante, um médico e dois
enfermeiros com nível superior”. O clube ainda poderia ser multado de R$
100 a R$ 100 mil por deixar de cumprir o regulamento da competição, conforme
prevê o artigo 191, em seu inciso III do CBJD. Porém, o Mogi acabou punido com
uma multa de R$ 1 mil, reduzida para esse valor por se tratar do primeiro caso
envolvendo o clube.

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