domingo, setembro 27, 2020
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Muito além do nada.

Foto: Divulgação

REPÚBLICA PAZ E AMOR: Desde a hora em que o jogo acabou já
tentei começar a escrever algo sobre o desimportante Flamengo x Resende de
domingo umas quatro vezes e não consegui digitar sequer uma palavra. E me sinto
bem idiota por isso. Imagina se o roteirista de Seinfeld, que durante 9
temporadas teve que escrever episódios de 25 minutos versando sobre o nada
podia se dar a esses luxos. Aliás, que maravilhas Larry David seria capaz de
fazer se abordasse o tema Campeonato Carioca. Porque o nosso pobre rural, há
muito tempo acusado de não valer nada, acabou por tornar-se a própria
representação do nada, como aquele edificio idiota no Seinfeld. Ao menos Larry
David saberia fazer desse campeonato uma piada engraçada.

A rigor, após um 5 x 0, seja lá contra quem for, não cabem
críticas, apenas congratulações. O problema de cincoazeros aplicados em
amiguinhos de menor investimento no carioqueta não é seu pequeno valor de
mercado. Quem acompanha nosso rural sabe que é campeonato merreca. O problema é
seu alto potencial de intoxicação. Depois de uma sacola de gols tanto
torcedores quanto jogadores, comissão técnica, cartolas e imprensa podem ter
ideias. E todos nós sabemos que ideias, sejam boas ou ruins, geralmente acabam
provocando confusão.
Na real, enfiar meia dezena de bolas nas redes do Resende
não leva ao Flamengo a lugar nenhum. Nem à Tokio e nem ao Camp Nou, continuamos
condenados à esses campinhos do estadual. A garantia de classificação à fase
decisiva do Carioca é uma conquista de tamanha insignificância que as boas
maneiras recomendam que nem se comente com muita empolgação o previsível
resultado. A serventia do campeonato é nos irritar com jogos sem graça e
machucar nossos valores. Ontem Mancuello e Everton saíram do Estádio da
Cidadania ligeiramente dodóis. Que prejuízo.
Não foram os primeiros jogadores importantes do Flamengo a
se machucar em um jogo sem importância. Isso todo ano acontece e enquanto
continuarmos a manter essa anacrônica tradição futebolística, apenas para
ajudar a manutenção de nossa dispendiosa federação, isso vai continuar
acontecendo. É frase feita, mas a cada dia fica mais verdadeira: ou o Flamengo
acaba com o Carioca ou o Carioca acaba com o Flamengo. Em pleno século XXI não
dá mais pro Flamengo manter essas extravagancias.
Talvez a Primeira Liga seja a nossa saída. Se os clubes
começarem a ver quanto dinheiro podem ganhar se libertando das amarras do
sistema federativo, que está caindo pelas tabelas, há uma esperança de redenção
para o futebol profissional brasileiro. Mas tem que haver união. Sozinhos,
lutando contra o mundo, são enormes as chances de nos darmos mal. O Flamengo
precisa abrir seus braços e os não-Flamengo precisam perder o medo de bater de
frente com os mão-grande.
Mengão Sempre
Arthur Muhlenberg

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