sábado, setembro 19, 2020
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Muricy, ex-Flamengo.

Foto: Divulgação

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DO MAURO BETING
: Muricy, sei que você gosta de estar lá dentro de campo. “Ali é
trabalho”. Não aqui fora. Não em casa com a família, ou no sítio com os
amigos. Você é muito família. Mas também é muito trabalho.

Por
mais que o seu trampo na Gávea não tenha conseguido resultados. Você até tentou
botar a bola no chão. Atacar trabalhando bem a pelota. Mas não rolou. Não deu
liga. A falta de zaga cobrou a conta. A pouca paciência para a troca de passes
também. A má fase técnica dos bons jogadores pesou. A má recomposição da turma
de frente. Depois a esquizofrenia tática de um time que não deu pé. Perdeu no
RJ-16. Na Primeira Liga. E na patética eliminação na Copa do Brasil.
Não
deu. Por motivos de força maior, ou menor, a saúde manda. Você sempre disse que
não gostaria de sofrer o que o mestre Telê passou no fim de carreira que virou
o fim de vida. Preferia ficar na sua. Por mais que o ficar longe de campo não
seja a sua vida, melhor preservá-la.
Ficar
em casa um pouco. Curtir a família. Continuar assistindo a muito futebol. Ou a
muito jogo, que necessariamente não é a mesma coisa. Enfim, relaxar para quem
tanta trabalha. E, por mérito próprio, tanto conquistou materialmente por isso.
Mas,
Muricy, muito mais importante é o que você fez dentro de campo, como
meia-atacante que só não foi além pelos joelhos comprometidos. E ainda assim
foi muito bem. Muito mais importante é o que você fez com os reservas dos
reservas tricolores em 1994, campeões da Conmebol. O que você ajudou Telê e o
São Paulo nos últimos anos de carreira. O que fez ao arrumar a casa do Náutico
na virada do século. O competente trabalho no Figueirense em 2002. A
reconstrução colorada que quase deu em título brasileiro em 2005. O paulista
pelo São Caetano em 2004. O tricampeonato brasileiro pelo São Paulo. O
Brasileiro de 2010 pelo Fluminense, depois de quase dar jeito na Seleção. O
paulista e a Libertadores pelo Santos. A recuperação tricolor em 2013. O vice
nacional em 2014 pelo São Paulo.
Tanta
coisa. E ainda é pouco por tudo que você fez. Melhor ainda o legado pessoal que
deixou. Não há quem não o reconheça pela pessoa que é. Até onde não foi feliz
deixou laços. Foi assim no Palmeiras de 2009-10. Será assim sempre onde você
estiver. A pessoa Muricy vai golear sempre o treinador questionado como muitos
pela escolhas e modos. Mas poucos com os resultados que você teve. E ainda
menos com o moral que você tem.
Muricy,
agora, aí é descanso.

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