sábado, setembro 19, 2020
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Muricy já não é mais unanimidade no Flamengo.

Foto: Gilvan de Souza / CR Flamengo 

GOAL: Por
Bruno Guedes

Depois
de uma queda assombrosa do time, começaram as desculpas sobre o que levou o
Flamengo ao nível tão baixo de futebol apresentado. Surgiu o famoso “está
começando a temporada” e agora o “cansaço”. Mas as
justificativas não esconderam o trabalho, que não é bom, e já começa a ecoar
nas internas no clube. Segundo a coluna apurou, Muricy, antes unânime entre a
cúpula, já não é mais.
Entre
a diretoria, reina ainda a total confiança no trabalho do Muricy Ramalho, mas
já não de forma tão unânime. Segundo fontes de dentro do clube, alguns
dirigentes se dizem decepcionados com a pouca evolução tática do time nesses
três meses de trabalho e às vésperas de um Campeonato Brasileiro.
A
reclamação passa, principalmente, pela indefinição tática do Flamengo no ano.
Nesse período a equipe já teve diferentes posturas e nenhuma delas conseguiu
praticar o que Muricy Ramalho queria antes de assumir. Começou com um modelo
que tentava, ainda que timidamente, reproduzir a saída de bola do Barcelona. Um
volante entrava entre os zagueiros e começava o jogo, que priorizava a troca de
passes e a posse de bola. Com time tecnicamente limitado, ele foi alterado aos
poucos.
Depois
alternou para as jogadas em velocidade pelos lados, buscando os pontas. Em
muito lembrava o que Luxemburgo tentava ao final de 2014. De novo priorizando a
posse de bola. Teve algum sucesso, mas depois caiu novamente, principalmente
com a saída do Mancuello.
Atualmente,
nenhuma dessas práticas estão em campo. O time nas últimas partidas não
conseguiu mostrar uma postura tática definida, por vezes até sem preenchimento
do lado esquerdo com a entrada do Éderson, que sobrecarregou o Jorge. Entre as
desculpas estiveram o cansaço, que foi rebatida pelo Rodrigo Caetano.
Outro
problema que desagradou e vem causando dúvidas até mesmo entre a torcida é a
questão do rodízio do time. O técnico usou times alternativos em diversos jogos
e titulares em outros, mas justamente na reta final da Primeira Liga,
campeonato que o Flamengo brigou pela realização, a equipe principal não entrou
em campo. No Cariocão, onde o Rubro-Negro trava uma briga política, foi a força
máxima. Qual seria a prioridade?
Quinto
no Campeonato Carioca, derrotado pelo Confiança na Copa do Brasil, fora da
final da Liga e um time que não está em formação. O técnico Muricy Ramalho
precisará remar novamente até o Brasileirão e não se desgastar com a torcida. E
como todos esperam, achar uma equipe capaz de apresentar um futebol à altura do
Flamengo.

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