domingo, setembro 20, 2020
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Na essência, o vislumbre.

MULAMBO
VIP – Salve Mulambada,
Venho
dizer que não me importa se domingo teremos um jogo de meio de campeonato,
quando nos encontramos no meio da tabela, atravessando o meio de uma incerteza
quanto ao nosso caminho.
E que
também não interessa se a campanha é irregular, muito menos que já tenhamos
sofrido umas três ou quatro baldadas de água fria quando ousamos nos acalmar.
Dane-se
a zaga insegura e desentrosada. Dane-se o goleiro voltando sem ritmo. Dane-se o
lateral com sola de goma de mascar, dane-se seu reserva antes inaceitável e
agora solução.
Dane-se
o comandante e seus três volantes.
Eu
estarei no Maraca. Do mesmo jeito que lá estaria se estivéssemos em último, sem
Guerrero ou qualquer outro incentivo para estádio vazio. Sou teimoso, sou
Flamengo.
Mas
desta vez, vou sonhando.
Não
faço questão de saber de onde surge tanta empolgação após duas vitórias
simples. Mas faço toda questão de mergulhar neste mundo imaginário que nos
encarregamos de planejar mesmo após conseguir tão pouco.
Porque
ser Flamengo é espancar a sensatez. É rir da cara de quem pensa racionalmente,
é criar teorias sem fundamento para explicar o paraíso que supostamente
viveremos em qualquer domingo que se aproxime.
Fomos
pressionados, massacrados pelo fraco time do Goiás, há uma semana. Lembra?
E daí?
Achamos três pontos no meio dos escombros e transformamos uma partida horrenda
em uma atuação brilhante.
Pronto,
é o suficiente para transformarmos o jogo de domingo em decisão e já sairmos de
casa delirando, nos deliciando em pensar sobre G4 e tropeços dos líderes.
Do
nada, transformamos uma equipe limitada em um time para brigar lá em cima.
E por
que não?
Os
rivais que me perdoem, mas deve ser muito chato ganhar três, quatro jogos
seguidos e continuar com estádio às moscas, sem qualquer vestígio de
expectativa daqueles que os acompanham. Se tocar com a realidade mesmo quando
os resultados mentem deve ser um tédio.
Nunca,
de jeito algum, vamos nos estacionar mentalmente numa situação vivida. Basta
uma passagem barata, numa companhia mequetrefe, e dali extraímos uma viagem
extensa e sem escala.
Ser
Flamengo é delirar, é lutar contra qualquer sugestão da lógica. É suportar sem
qualquer remorso um inimigo tirando sarro de nossas viagens.
Sim,
viajamos. Mas no fundo, lá no fundo, há um destino. E quando a aterrizagem é
bem sucedida, cabe a eles apenas nos aturar.
Vou
pro Maraca, viajando. Vivendo esta rota, mas saboreando aquela doce imaginação
de seu destino final.
Ser
Flamengo é transformar a esperança em certeza. É ter no “Isso aqui é
Flamengo” o argumento mais forte e autoexplicativo desde que a bola foi
criada.
É
buscar – e achar – alguma forma de provar que o delírio faz sentido.
E qual
o sentido de tanta viagem, seu louco?
Isso
aqui é Flamengo.
Sinceramente,
não faço a menor ideia sobre onde este time pode chegar.
Mas
sei muito bem até onde posso sonhar.
Por
enquanto, basta.
Domingo
é dia. Pra cima deles, Mengão!
Saudações,
@_LeoLealC

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