terça-feira, setembro 29, 2020
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Não basta seguir uma receita de bolo.

Foto: Divulgação

FLAMENGO
RJ
: Doze colheres de sopa de farinha de trigo, uma de fermento em pó, duas de
manteiga, duas xícaras de açúcar e uma de leite – além de margarina e farinha
para untar. Joga-se essa porra toda no liquidificador, deixa-se batendo por 10
minutos e despeja-se tudo naquela forma com um buraco no meio. Depois disso,
coloca-se no forno por meia hora e, se o forno ficar bem fechadinho, o bolo não
sola e sai perfeito.

Infelizmente,
montar um TIME de futebol competitivo não é tão simples. Não basta seguir a
risca uma receita de bolo.
Lida-se
com jovens de idades diferentes, salários diferentes, objetivos diferentes,
personalidades diferentes, habilidades diferentes, capacidades físicas
diferentes, vaidades diferentes, opções religiosas diferentes e nacionalidades
diferentes.
O
responsável precisa ser psicólogo, pai, padrasto, irmão, e patrão; além disso,
necessita manter a vara curta com mais de trinta jovens milionários, a
esmagadora maioria deles vinda de situação de quase miséria, e sonhando ir
jogar na Europa.
Definitivamente,
não é uma tarefa das mais simples!
Talvez,
isso justifique o fato de UM MONTE de gente ter passado as últimas semanas
pedindo a cabeça do nosso treinador, mesmo sendo ele reconhecidamente de ponta
e tendo sido sonho de consumo de grande parte da nossa torcida por ANOS. Bastou
apenas cinco meses para ele se tornar vilão e sucumbir à pressão.
Não
sou o maior fã que o EBM tem, e a maioria do pessoal aqui sabe disso, mas seria
leviano da minha parte criticar uma administração que escolheu profissionais,
que eu mesmo teria escolhido, como Muricy e Rodrigo Caetano.

Pelo
mesmo motivo, que me perdoem os discordantes, não posso criticar o Caetano.
Precisávamos
de um técnico? Veio o Muricy.
Precisávamos
de um goleiro? Veio o Muralha.
Precisávamos
de um lateral direito? Veio o melhor do Brasileiro do ano passado.
Precisávamos
de volantes? Vieram Cuellar e Arão.
Precisávamos
de um meia? Vieram Ederson e Mancuello.
Precisávamos
de um Matador? Veio o MAIS badalado do país.
Precisamos
ainda de zagueiros, é verdade, mas trouxemos o Juan, que, cntrariando
previsões, vem se mostrando bastante útil. O problema é que dispensamos dois
incompetentes, o outro se demitiu, e bons zagueiros no mercado estão mais
difíceis que cesta básica na Venezuela. Não está faltando empenho para resolver
esse problema, além de existir grana pra bancar esse investimento. O que falta
mesmo é um nome em quem realmente valha a pena investir.
Neste
momento os resultados são PAVOROSOS, sem dúvida. Nosso time demonstra
insegurança, desarrumação e um claro abatimento.
Mas
rejeito TOTALMENTE a tese da falta de dedicação. Pode estar faltando
organização, assimilação tática, aproximação dos setores, velocidade na
recomposição do sistema defensivo e até um tostãozinho de sorte. Dedicação NÃO!

poucos dias atrás, lembro que nossa equipe de basquete recebeu uma avalanche de
críticas de todos os tipos, pela sua incapacidade de converter lances livres e
acabar sendo eliminada na Liga das Américas. Foi taxada de incompetente, sem
sangue, sem alma, sem cara de Flamengo e ofendida de todas as formas possíveis.
Mas bastou a torcida comparecer em massa, e dar SHOW nas arquibancadas, para
contagiar essa mesma equipe, reverter totalmente o quadro e hoje já estarmos
TODOS aqui “abanando o rabinho” para ela novamente.
Se
esse apoio funcionou tão bem com o basquete, será que não poderia funcionar
também no futebol?
Entendo
o nosso torcedor criticar, reclamar, vaiar e xingar todos os departamentos do
clube. O momento atual acaba levando a isso, especialmente quando influenciado
por alguns XIITAS das Redes Sociais, que costumam eleger um “Cristo” por
semana.
Só que
já temos gente DEMAIS trabalhando e torcendo contra e, como torcedores do
Flamengo que somos, não me parece inteligente fazer coro com esse pessoal.   
Tenho
plena consciência que faço parte de uma minoria com essa visão e vou receber
críticas de todos os lados. Sem problemas, não será a primeira vez. Sei também
que o Flamengo não vai ter “casa” pra jogar na maior parte desse Brasileiro,
vai se desgastar mais do que seus adversários, começar um novo trabalho com o
treinador que virá e talvez por isso não chegue a ser Campeão.

Mas
continuo absolutamente convicto de que, com dois bons zagueiros, temos um
elenco qualificado o bastante para, apesar de todas essas dificuldades, chegar
MUITO mais alto na tabela do que alguns “intendidos” estão imaginando. 

Meu
maior receio é que essa ansiedade por bons resultados no campo acabe
sacrificando um grupo com possibilidades reais de se tornar vencedor, como
teria acontecido com a geração mais vitoriosa da nossa história (não fosse o
gol do Rondinelli) e acabou acontecendo com a segunda mais qualificada que
tivemos (de Dijalminha, Marcelinho, Paulo Nunes, Junior Bahiano etc).
Alguém
que se intitule Torcedor do Flamengo, e que possua um mínimo de conhecimento da
nossa história, NÃO TEM o direito de se entregar ou desacreditar. Com alguns
pequenos ajustes, nós VAMOS superar essa fase e dar a volta por cima. Podem me
cobrar isso no final do ano.

PRA
CIMA DELES, MENGÃO!!!
Ricardo
Perez

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