terça-feira, setembro 29, 2020
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Não tem meio-termo para o Flamengo.

ESPN
F.C. – Inspirador do meio para frente, aterrador do meio para trás, o Flamengo
encerra o 1º turno do Brasileirão ainda à procura de identidade. O trabalho até
a terceira rodada, na derrota para o Avaí, vinha num ritmo preguiçoso e mais
falado que jogado.
Fim
da linha para Vanderlei Luxemburgo, que insistia no “momento melhor”,
sempre “mais para frente” (e que nunca chegou), e que, ao ser
demitido, deixou para trás o elenco que montou, o Flamengo perto da zona de
rebaixamento e 16 rodadas para a reorganização completa do ano.
Cristóvão
Borges tomou para si a missão de mudar o que os doutos chamam de
“estrutura tática” da equipe herdada de Luxemburgo. As chegadas de
Sheik, Guerrero, Allan Patrick, Ayrton, César Martins, Kayke, e Ederson, o
bendito camisa 10 que povoa os sonhos de 11 em 10 rubro-negros, em parcelas, a
partir da décima rodada, ajudaram Cristóvão a desenhar um time que preza a
posse e a troca de passes quase que obsessiva.
Enquanto
não consolida esse modelo, e enquanto não encontra melhor posicionamento para a
zaga, Cristóvão e o Flamengo caminham sem meio-termo, sem fazer uma partida
inteira com controle, intensidade e solidez defensiva. Ou dá tudo certo ou dá
tudo errado.
Por
exemplo: deu certo na vitória contra o Atlético Paranaense, mas deu errado
contra a Ponte Preta. Deu certo no primeiro tempo contra o Santos, em casa, mas
terminou dando errado no segundo tempo da mesma partida. Contra o Palmeiras,
para citar o caso mais recente, deu certo no primeiro tempo e nos 15 primeiros
minutos do segundo. Mesmo perdendo, mais uma vez com gols de bolas alçadas na
área, Flamengo teve a posse (no 2T chegou a 75%) e finalizava à vontade (21
vezes no jogo todo). Duas falhas individuais na defesa comprometeram, mais uma
vez, o embalo que o time nunca pega. Ou tudo certo ou tudo errado, portanto.
O
Flamengo imaginado por Cristóvão, pelo menos no primeiro turno, perde como time
da zona de rebaixamento (10 derrotas), ganha, sobretudo fora de casa, como time
digno de G-4 e quase não empata – apenas duas vezes.
No
ritmo destrambelhado do Campeonato Brasileiro, o Flamengo ou mata ou morre.
Filipe
Quintans

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