domingo, setembro 27, 2020
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NBB: Flamengo e Brasília se enfrentam visando Final Four.

Foto: Reprodução/Facebook

GLOBO ESPORTE: Se Bauru e Mogi tiveram que se preocupar
apenas em vencer seus adversários em quadra para assegurar suas vagas no Final
Four da Liga das Américas, Flamengo e Brasília terão que suar dobrado para
fazer o mesmo e garantir uma inédita decisão com quatro times brasileiros. Isso
porque as duas delegações foram obrigadas a encarar uma verdadeira maratona
para chegar a Barquisimeto, cidade venezuelana que sediará a segunda semifinal
da competição. Entre voos, conexões, fuso horário e uma dose extra de paciência
entre uma decolagem e outra, os dois únicos campeões do NBB levaram quase um dia
para chegar ao local do clássico desta sexta-feira, às 18h40 (horário de
Brasília), pela primeira rodada do Grupo F, que ainda contará com os donos da
casa do Guaros de Lara e o Correcaminos Colon, do Panamá. O SporTV 2 transmite
ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha ponto a ponto, em Tempo Real.

Para ganharem um dia de descanso, os rubro-negros optaram
em embarcar 24 horas antes que os rivais. A maratona que começou na madrugada
de terça-feira, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, ainda
passou por Panamá e Caracas, e terminou aproximadamente 20 horas depois na
cidade mais populosa do estado de Lara, no oeste da Venezuela.
– Nós já tínhamos vindo para cá e sabíamos das dificuldades
que sempre é. Foi uma decisão tomada junto com a diretoria de ter um dia a mais
para nos adaptarmos e tirarmos um pouco do cansaço de uma viagem muito longa de
quase 20 horas. O clube está nos dando todas as condições para nos preocuparmos
apenas com os jogos e deixar que o nosso foco fique dentro da quadra. É um
grupo muito difícil assim como o que disputou a outra semifinal em Bauru. As
equipes chegam com mérito. Essa competição tem se caracterizado assim, a cada
ano que passa a competitividade aumenta. Nós vimos isso na primeira fase quando
algumas grandes equipes ficaram de fora, como o Gimnasia y Esgrima e o
Capitanes de Arecibo, de Porto Rico, que investiram bastante e poderiam
tranquilamente estar aqui – explicou o técnico José Neto.
Se nos bastidores o campeão de 2014 pode até ter levado
alguma vantagem, dentro de quadra todos sabem que os confrontos serão
duríssimos e disputados em igualdade de condição. Principalmente na estreia
diante do Brasília, adversário que o Flamengo já venceu no primeiro turno do
NBB 8. Mas nada disso importa para os rubro-negros. Como nesta sexta-feira a
competição e as condições são outras, todo cuidado será pouco diante de um
velho conhecido.
– Qualquer fase semifinal da Liga das Américas é sempre
competitiva, mas nosso time vem crescendo desde o início da temporada. Não é à
toa que conseguimos uma sequência de 13 vitórias. Acho que muito por méritos do
que temos feito dentro da quadra, e isso nos dá uma confiança muito grande para
enfrentar esse desafio. São quatro equipes em condições de avançar, mas talvez
pelo histórico recente as pessoas tenham nos colocado como favoritos. De
qualquer maneira, isso tem que ficar do lado de fora da quadra. Temos que
entrar no primeiro jogo contra Brasília como se fosse uma final, é um torneio
de tiro curto e cada jogo praticamente vale com se fosse isso. Não dá para
vacilar. Vimos Bauru jogando em casa e lutando até o último minuto do último
jogo para conseguir a classificação. Temos de usar esses exemplos para sabermos
das dificuldades que vamos enfrentar – disse o capitão Marcelinho Machado.
Enquanto o Flamengo desembarcou em solo venezuelano com
força máxima, Brasília não terá o ala Arthur. Com um quadro de hipertensão
craniana ainda sem causa descoberta, o jogador sequer viajou para a Venezuela
uma vez que a altitude e a pressão durante a viagem poderiam complicar a
situação do camisa 4. Já o armador Jefferson e o ala/pivô Ronald, que estavam
com caxumba, se recuperaram e foram liberados para viajar com o restante da
delegação.
Cem por cento recuperado, Ronald treinou normalmente desde
o início da semana, enquanto Jefferson, que apresentou o inchaço no rosto, mas
sem dores ou febre, recebeu a chamada alta condicional e está liberado desde
que outras manifestações da doença não sejam sentidas. O jovem Luiz Edwards, de
21 anos, recém-promovido ao time principal, será o substituto de Arthur.
– Ganhamos um homem para brigar pelas bolas no garrafão,
mas perdemos um ala. Nossa equipe já deu várias demonstrações de que consegue
se impor, mesmo nos momentos de adversidade. Tenho total confiança nesse grupo.
Cada um vai se doar ainda mais para trazer a classificação – comemorou o
técnico Bruno Savignani.
Se Marcelinho acredita que o jogo contra Brasília é o mais
importante, o técnico José Neto faz um alerta. Para o comandante rubro-negro,
todas as partidas têm a mesma importância. Ele cita o exemplo do Mogi das
Cruzes para ressaltar que nem sempre o time que começa vencendo garante sua
classificação.
– Um erro que podemos cometer é achar que tem um jogo mais
importante que o outro. Temos que ter na cabeça que todos são extremamente
importantes. A partida contra o Brasília, nosso primeiro adversário, pode não
valer nossa classificação, mas pode nos deixar mais perto ou talvez mais longe
da classificação. Nem sempre o vencedor está garantido na próxima vaga. O Mogi
perdeu a primeira para o Quimsa e se classificou em primeiro do grupo. No
sistema de disputa da Liga das Américas todo jogo vale bastante, por isso temos
que ter o mesmo foco em todos eles – disse Neto.
Um dos estreantes do Flamengo na competição, JP Batista
minimizou a maratona até Barquisimeto. Acostumado com as longas viagens nas
ligas continentais da Europa, continente no qual viveu e jogou por cerca de uma
década, o ala-pivô destacou a confiança e o entusiasmo com que o grupo viajou
após a excelente atuação diante do triunfo sobre o Vitória, pelo NBB, no último
sábado, no ginásio do Tijuca. 
– Precisamos encarar todos os jogos da Liga das Américas
como uma final. Não existe nenhum jogo fácil. Temos que entrar focados, nos
preocupar com o adversário, é lógico, mas sabendo do que nós somos capazes de
fazer em quadra. Esse time foi montado para disputar o título e acho que temos
todas as condições. Sair daqui com uma vitória como a do último jogo foi ótimo,
eleva muito a confiança de todos e é importantíssimo para entrarmos numa semifinal
de Liga das Américas com a cabeça tranquila e focado na classificação. Foi um
jogo bom e deu moral para o grupo – afirmou o jogador, que sonha com um Final
Four verde-amarelo.
– Acho que é possível sim e seria lindo para o nosso
basquete. Inclusive ouvi boatos de que as finais poderiam ser realizadas num
evento-teste no Parque Olímpico. Seria maravilhoso poder fazer isso aqui no
Rio, seria um final four histórico, mas por enquanto estamos focados em um jogo
de cada vez.

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