terça-feira, setembro 22, 2020
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Nem ajuda do STJD ao Flamengo resolveu.

Foto: Divulgação

COSME
RIMOLI
: Será que o STJD não pode fazer nada para tornar o Brasileiro mais
emocionante? Não adiantou a esdrúxula sentença de Ronaldo Piacente, presidente
tribunal mais importante do futebol deste país. Se recusar até a julgar a clara
interferência externa no Fla-Flu, não adiantou.

O
Palmeiras venceu o Sport por 2 a 1, enquanto o Flamengo não passou de um empate
com o Corinthians no Maracanã, por 2 a 2. O clube de Cuca abriu seis pontos em
relação ao rival carioca. Faltam seis rodadas e os palmeirenses estão com as
duas mãos no título. O jejum de 22 anos sem a conquista do Campeonato Nacional
está para terminar no Palestra Itália.
Seguindo
a lógica, os torcedores não se contiveram. E ao final do jogo, um coro dominou
a arena lotada da Água Branca. “É campeão, é campeão, é campeão.” O
título está mais do que encaminhado.
O
péssimo árbitro Ricardo Marques Ribeiro influenciou no resultado da partida.
Nos seis pontos que o Palmeiras abriu em relação ao Flamengo. Ele teve a
coragem de não marcar pênalti claro de Mina. O zagueiro palmeirense cortou com
a mão quando a partida estava 0 a 0. Ajuda do juiz Fifa ao líder do Brasileiro
foi descabida. E provocou, a justa revolta do time pernambucano. Situação
vergonhosa de um campeonato constrangedor.
“Perdemos
por culpa da arbitragem. O que esse cara fez tinha q ir pra delegacia. Roubou
bonito. Quando é na Ilha, o braço está colado e dão pênalti. Aqui ele está com
a merda do braço desse tamanho e o bosta do árbitro faz uma merda dessa e não
dá a porra do pênalti”, diz, de maneira singela, Rithely.
“Eu
estou de saco cheio de tanto que eu falo. Às vezes, eu fico até marcado pelo
tanto que eu falo. É a mesma coisa do que colocar o nariz de palhaço. A minha
vontade é de sair de campo com dez minutos de jogo. Quero honrar a camisa que
eu visto. Agora, é vergonhoso o que aconteceu hoje. O campeonato está desenhado
para o Flamengo e o Palmeiras, o resto é um campeonato à parte. O juiz tem de
pagar caro pelo o que aconteceu hoje”, desabafava, Diego Souza, diante do
empurrão que Ricardo Marques Ribeiro deu para a vitória palmeirense.
Cuca,
preocupado com as próximas arbitragens dos seis jogos que faltam para o seu
time no Brasileiro, tentou minimizar. Mas até os repórteres que estavam na sala
de imprensa ironizaram sua tentativa de disfarçar a ajuda que seu time teve do
árbitro.
“Quanto
ao Diego Souza, eu entendo. Já fui jogador, hoje mesmo estou cansado sem jogar.
Vocês pegam o jogador no calor do jogo e ele fala algumas coisas que mais tarde
ele vai ver que pegou pesado. O Sport reclama de um suposto pênalti, mas não dá
para dizer que houve maracutaia. É circunstância do jogo. Eu, quando acabou o
jogo, fui falar com o árbitro. Os caras estão apertados, é difícil apitar. Se
não liberarem a TV, os caras vão sofrer mais ainda. São seres humanos, uma vez
erra a seu favor, na outra contra.”
O
treinador do Palmeiras sabe que seu time teve muita sorte. As estatísticas
podem apontar 15 partidas sem derrotas, único invicto no segundo turno do
Brasileiro. Mas outra vez, o time jogou mal. Tenso, nervoso, afobado. Estava
nitidamente sentindo a pressão, a obrigação de vencer. Não teria cabimento
sequer pensar em desperdiçar um ponto na disputa ‘cabeça a cabeça’ contra o
Flamengo. Ainda mais com o Sport, clube que foi abandonado por Oswaldo de
Oliveira na beira da zona do rebaixamento. Com a arena lotada, com mais de 31
mil palmeirenses ensandecidos.
O time
sentiu demais a ausência de Gabriel Jesus, suspenso.
O
Sport, com o ex-jogador Daniel Paulista como treinador, chegou com uma proposta
óbvia. Travar a partida nas intermediárias. Esperar pelo nervosismo dos
palmeirenses para encaixar um ou dois contragolpes e vencer a partida. Cuca
sabia que seu rival entraria no 4-5-1, com fortíssima marcação nas
intermediárias. E tratou de buscar os três pontos na qualidade técnica, buscando
o 4-4-2, liberando Fabiano e Zé Roberto pelas laterais. Sem um volante
‘brucutu’ à frente da zaga. Jean, Tchê Tchê, Moisés para ter uma saída de bola
qualificada, mais ofensiva.
Para
deixar claro o quanto o Palmeiras é carente de meias, o inexpressivo Allione
tentando articular as jogadas ofensivas para Lucas Barrios e Dudu.
Cuca
acreditava que seria suficiente para vencer o jogo. Mas ele não contava que o
seu nervosismo contaminaria o time. A ansiedade era algo palpável. O time
errava passes de um metro. Forçava dribles. Quanto mais a torcida pressionava,
pior a equipe jogava. Os pernambucanos perceberam que o líder do Brasileiro não
era assim tão assustador. Muito pelo contrário. Poderiam sonhar com algo mais
do que o empate em 0 a 0.
Foi
quando Ricardo Marques Ribeiro entrou em ação. Em um lance claro, escanteio,
Rithely cabeceou e Mina com o braço esticado, com um jogador de vôlei,
bloqueou. Pênalti sem a menor discussão. O juiz mineiro nada marcou. Absurdo. O
pior pertence ao quadro nacional da Fifa. Representa a arbitragem brasileira
pelo mundo. Inacreditável…
Para
revoltar ainda mais os pernambucanos, logo em seguida, o Palmeiras marcou 1 a
0. Com o Sport aberto, sentindo que era possível vencer o jogo, se Ricardo
Marques Ribeiro deixasse, se abriu. E Moisés acertou excelente lançamento para
Dudu, livre, marcar, aos 21 minutos. Apenas 120 segundos após o pênalti não
assinalado.
O
lance poderia desestabilizar emocionalmente o Sport. Mas deixou os palmeirenses
ainda mais tensos. Eles queriam a vitória de qualquer maneira, mas faltavam
homens talentosos no meio de campo para acalmar o ritmo, a correria desenfreada
do jogo. O Sport partiu confiante que poderia surpreender. E em um lance bobo,
outro escanteio, Rithely cabeceou de novo livre, a bola bateu na trave e sobrou
para Rogério empatar, 1 a 1, aos 32 minutos.
O jogo
seguia equilibrado, o primeiro tempo terminando, até que houve um lateral
palmeirense. O ‘Cucabol’ funcionou. Moisés cobrou lateral para a área, Lucas
Barrios fez uma das pouquíssimas coisas boas no jogo, desviou a bola. Ela caiu
nos pés de Dudu. Ele foi travado na hora da finalização. A bola sobrou para
Tchê Tchê, que bateu forte, desempatando o jogo. 2 a 1, Palmeiras, aos 45
minutos do primeiro tempo.
A
segunda etapa foi de pânico para a torcida da arena. O Sport foi muito melhor.
Diego Souza, o melhor em campo. O Palmeiras seguiu muito mal. Não conseguia ter
o domínio do jogo. Tomou um grande sufoco. Teve outra fraca atuação.
Principalmente seu inexistente meio de campo. A ausência de Gabriel Jesus foi
sentida demais. Mas o que importa para o torcedor foi a vitória.
Com o
tropeço do Flamengo, empate em 2 a 2, com o Corinthians, o time de Cuca tem
seis pontos de vantagem diante dos cariocas. Faltando apenas seis rodadas.
O
Palmeiras está com as duas mãos no título.
Por
isso a torcida gritava ao final da partida.
“É
campeão, é campeão.”
Lastimável
a ajuda de Ricardo Marques Ribeiro.
As
arbitragens indecentes mancharam esse Brasileiro…

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