sábado, setembro 26, 2020
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No erro…

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

GILMAR
FERREIRA
: A questão é simples: mais do que omitir de Muricy Ramalho o fato de
que o time não teria um estádio na cidade do Rio de Janeiro para mandar seus
jogos, a diretoria do Flamengo, quando o contratou, desenhava um outro cenário
para 2016.

Desde
sempre, esteve muito claro para o treinador a ideia de que dois times seriam
montados para o cumprimento do primeiro semestre: um para a disputa do
Estadual, com reservas e ex-juniores, e outro, principal, para a valorização e
conquista do Torneio da Primeira Liga e participação na Copa do Brasil.
O
trabalho concomitante daria a Muricy e seus pares as condições ideais para a
montagem do time do Brasileiro.
A
decisão de jogar o Estadual com o time alternativo, então, escorou o
planejamento do departamento de futebol.
O
elenco foi dimensionado levando em conta a necessidade de um número maior de
jogadores, e foram investidos recursos na conclusão e modernização de boa parte
das obras do CT.
Projeto
revisto a partir do aviso de que o clube não “deveria” deixar o
Carioca em segundo plano _ sob pena ver confiscada a cota de TV.
Por
isso, destoo dos que sentenciam o fracasso do 4-3-3 de Muricy e condenam o
alinhamento Sheik, Guerrero e Cirino na mesma linha.
Pode
ser até que o time venha a produzir mais e melhor no 4-4-2 (dois volantes, dois
meias e dois atacantes) e que o trio ofensivo não consiga jogar junto. Ainda
assim, sustento que o erro maior foi alardear a estratégia de desvalorizar o
Estadual sem avaliar riscos e consequências.
Pois o
Flamengo poderia disputar a competição com um time alternativo se não o fizesse
por retaliação política _ faria como o Botafogo em 2014.
Vejamos
agora como o time se sairá hoje e neste período em que Cuellar e Guerrero
estiverem cedidos respectivamente às seleções de Colômbia e Peru.
CORTE.
O
Fluminense também volta a campo. Mas a notícia é a liberação de Diego Souza,
menos de cem dias após seu retorno ao clube.
Pois
afirmo que é apenas a parte da parte mais visível de um orçamento mal
planejado.
No
barato, o retorno ao Sport alivia a folha de 2016 em cerca de R$ 6 milhões.
De
quebra, dá a Levir Culpi a liberdade para escalar o Fluminense a seu modo.
Resta
ver o que Fred terá a dizer…

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