segunda-feira, setembro 28, 2020
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Novas Arenas arrecadam oito vezes a média dos antigos.

Globo
Esporte – A final do Campeonato Paulista, nesta semana, se tornou um exemplo do
abismo entre os clubes que atuam nas novas arenas e os que continuam jogando nos
seus estádios históricos. As diferenças entre a exuberante Arena Palmeiras,
usada no primeiro jogo da final, e a clássica Vila Belmiro, que recebe a
finalíssima, refletem o que se está vendo em todo o país: as novas instalações
construídas na última década estão arrecadando em média oito vezes a bilheteria
dos velhos estádios e recebendo quatro vezes a média de público.
A
diferença só não é maior porque a Arena das Dunas, em Natal, tem média de 2.821
pagantes, e a Arena Pantanal, de 958 torcedores, com ocupação média de 2% nas
17 partidas lá realizadas neste ano, reunindo 15 dos 20 piores públicos
cadastrados em 2015 no Brasil, sendo o menor deles 106 pagantes (Cuiabá 1 x 0
Poconé) para uma capacidade de 43.600 lugares.
O
GloboEsporte.com está acompanhando diariamente a ocupação de estádios em jogos
de clubes que disputarão neste ano as séries A, B e C do Campeonato Brasileiro.
A diferença impressiona. Dos bons e velhos estádios brasileiros, o que conta
com a melhor média de público é o Arruda, em Pernambuco, com 15.586 pagantes em
cada uma das cinco partidas lá disputadas. A marca apareceria na oitava
colocação entre as médias das novas arenas.
Com
média de 9.198 pagantes em cada um dos sete jogos disputados, a Vila Belmiro
tem a oitava marca entre os “velhinhos”, ocupando a 17ª colocação no
geral. No primeiro jogo da decisão, o Palmeiras vendeu 39.479 ingressos, com
renda bruta de R$ 4.181.281,00, a maior do país no ano. Para o jogo decisivo,
foram disponibilizados 14 mil entradas para a Vila.

O
desempenho das equipes pouco tem a ver, por enquanto, com o “Padrão
Fifa” de estádios, desde que o gramado esteja bem cuidado. Mas no médio e
longo prazos, a diferença na arrecadação permitirá aos clubes montarem elencos
mais fortes, desde que saibam usar os recursos. A Arena Pantanal está aí para
deixar claro que apenas um belo estádio não é suficiente para atrair uma massa
de torcedores. É preciso muito mais.
Nos
estádios modernos, o tíquete médio (o valor arrecadado dividido pelo número de
ingressos vendidos) é o dobro do obtido pelos estádios antigos, R$ 43 contra R$
21. A Arena Palmeiras tem renda bruta média de praticamente R$ 25 milhões por
jogo, enquanto a da Vila Belmiro está em R$ 2,3 milhões e vai subir um pouco
graças à decisão do Paulistão.
A
média de público dos campeonatos revela a importância dos novos estádios
brasileiros. A Libertadores tem média de público de 28.143 pagantes. Nas novas
arenas, a média é de 32.043 enquanto nos estádios mais antigos, 20.341 (veja
gráficos abaixo).
No
Paulistão, a média geral está em 7.560 pagantes. A marca dos estádios de
Corinthians e Palmeiras é de 28.875 enquanto a de todos os outros juntos,
incluindo Morumbi, Pacaembu, Vila Belmiro etc. é de 5.336 pagantes. Em Minas,
as diferenças são ainda maiores, chegando a seis vezes enquanto em São Paulo é
de cinco vezes.

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