quinta-feira, outubro 1, 2020
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O dedo de Eurico Miranda no título.

Bruno
Voloch – Criticado pela maioria, o campeonato carioca chega ao fim. Termina com
um desfecho absolutamente inesperado. Maracanã lotado, recorde de público, uma
linda festa, sem briga, paz e vitória na bola sem interferência alguma da
arbitragem.

Botafogo
e Vasco eram os ‘azarões’ no início da temporada. Ninguém em sã consciência
apostaria numa final entre as duas equipes e simplesmente aconteceu. A dupla
Fla-Flu, por razões óbvias, era muito mais credenciada.
Pode
se discutir uma ou outra vitória do Vasco. O fanatismo leva o torcedor a
lembrar o pênalti inexistente contra o Flamengo e os vários outros marcados a
favor do campeão. Os fatos não tiram porém o brilho da conquista do Vasco.
Se
clube se reforçou nos bastidores com Eurico Miranda de volta, o presidente do
Vasco foi corajoso ao apostar em Doriva, fez contratações pontuais como
Gilberto que estava encostado e deu estabilidade interna ao grupo.
Dentro
de campo, Doriva montou um time que se não encanta tecnicamente, e está longe
disso, tem padrão, jogadas ensaiadas, uma bola alta perigosa e atua de maneira
segura e eficaz. O técnico teve o mérito de arrumar o Vasco após os 5 a 4
contra o Friburguense. Cresceu na hora certa. Fato. Passou por Flamengo e
Botafogo sofrendo apenas 1 gol em 4 jogos. Foi corajoso quando necessário e
cauteloso quando podia.
O
Vasco tem um goleiro de alto nível e confiável, uma defesa sólida com a
experiência do regular Rodrigo e o ótimo Luan, revelação do campeonato. A
juventude e força física de Madson foi outro ponto determinante.
Contestado,
o ‘botinudo‘ Guiñazu surpreendeu nos jogos contra o Botafogo e quem diria,
acabou sendo peça fundamental no gol de Rafael Silva na segunda partida.
Serginho idem. Dos seus pés nasceram gols importantes contra Flamengo e também
Botafogo.
Dagoberto
disse pouco. Tem estrela, é malandro, experiente, mas bola que é bom, ainda não
jogou, pelo contrário, não foi expulso desde que chegou pela incompetência dos
árbitros.
Gilberto
foi decisivo. Artilheiro nato, personalidade e presença de área com faro de
gol.
Rafael
Silva teve estrela de campeão e o nome da decisão.
Marcinho
e Julio dos Santos viveram de altos e baixos.
Eurico
se gaba de que com ele o ‘respeito voltou’.
Não
creio. Discordo. Assim como é injusto creditar o título do Vasco aos erros de
arbitragem e pênaltis discutíveis.
Com a
volta do atual presidente, o Vasco formou um time de razoável para bom, jogou
mais futebol que os adversários e saiu campeão.
Eurico
teve sim a competência de montar um elenco competitivo, sair da mesmice e
apostar na nova geração de técnicos brasileiros.

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