O exterminador de caôs.

Por: Fla hoje

ESPN
F.C. – O Maracanã se vestiu de vermelho e preto mais cedo. A cerveja nos
arredores podia esperar. Só se falava em um nome antes da partida. Paolo
Guerrero, o homem que acabaria com os caôs do Flamengo. Cada um dos mais de 50
mil presentes no ex-Maior do Mundo buscou a melhor posição para acompanhar a
estreia dele com a camisa do Flamengo no estádio, diante do Grêmio.

É
estranho. Não era para ser tão rápido assim. Um misto de carência, falta de
referência e ânsia por bola na rede pôs Guerrero num pedestal muito cedo entre
os flamenguistas. Talvez com um pouco mais de distanciamento (e de tempo), seja
possível entender melhor esse processo. É incrível como a torcida já nutre um
carinho tão grande pelo peruano em tão pouco tempo.
Não
cometerei a loucura de usar termos como “ídolo” para ele, como vi
gente fazendo. Um ídolo do Flamengo esteve, sim, em campo neste sábado, mas
para receber a justa e atrasada homenagem pelo gol do hexa e seus serviços
prestados ao Fla com coração e suor: Ronaldo Angelim (não poderia deixar isso
passar em branco. Valeu, Magro de Aço!).
Fato
é, porém, que a presença de Guerrero em campo mexe com a torcida e com o
próprio time. É como se, com ele, ambos acreditassem que é possível não ser
medíocre. O Flamengo deixa de olhar para os adversários com medo, implorando
por misericórdia. Há uma referência, uma ilha de segurança na qual se apoiar
quando a coisa apertar. Ele é o responsável pelo fim dos problemas, dos caôs
enfrentados pelo Rubro-Negro.
Contra
o Grêmio, o Fla matou o jogo no peito, fez um duelo aberto e equilibrado,
venceu empurrado por sua torcida e conquistou, mais do que uma vitória, um
atestado de sua própria capacidade. Mostrou que pode, afinal, ser feliz em
casa, mesmo contra um dos melhores times no campeonato. Um resultado que nos
faz questionar a justiça da posição do clube na tabela (os próximos jogos devem
tratar de esclarecer essa dúvida).
Há um
motivo pelo qual o Maracanã recebeu esse público, mesmo após aumento injusto do
preço do ingresso e seguidas derrotas do Flamengo dentro de casa. O fato de
Guerrero estar em campo foi suficiente para acreditar que a reação poderia
mudar de sentido e que o Fla deixasse o lado “impotente” da disputa,
como declaradamente se sentiu Cáceres depois da derrota para o Corinthians.

quem se apresse em alertar aos rubro-negros. “Ele não é tudo isso”,
“a atmosfera criada é exagerada”, “não se trata de um
Romário”, dizem. Que seja. Guerrero tira o peso das asas do Fla, dá
confiança para toda uma torcida. E como é mais fácil voar com a alma leve.
Ps:
não haveria melhor maneira de homenagear o jogador do que com um funk,
principalmente um que possa ser entoado pela torcida. Ficou lindo e tem a nossa
identidade.
Ps2: Tomara que essa história de
chamar o peruano de “General” não pegue, por motivos óbvios. Quem
costuma venerar general é o outro clube da Zona Sul.
Matheus
Meyohas

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