sábado, setembro 26, 2020
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O Flamengo acordou.

Arte: Flamengo

BUTECO DO FLAMENGO: 1995. Primeiro ano em que comecei a acompanhar futebol e a viver
de um centenário Flamengo.

No
auge dos meus 8-9 anos recém-vividos, acompanhei a chegada do Romário e toda
festa realizada pela Nação rubro-negra. Era um torcedor inocente, que só queria
saber de bola na rede para poder comemorar bem alto o gol e tirar onda com os
amigos na escola.
Quando
viajava ao Rio ficava no apartamento dos meus avós e gostava de comprar tudo
que existisse sobre o Flamengo. Boné, bermuda, camiseta, regata, caneta,
estojo, agenda, mochila, CD e até aqueles adesivos gigantes que até hoje vendem
em bancas de jornal.
Não
ligava se era de marca, se era oficial, se tinha o logo da Umbro, não
interessava. O importante era que fosse vermelho, preto e tivesse a palavra
F-L-A-M-E-N-G-O escrita bem grande.
Fui
crescendo e ao passar dos anos comemorei muitos títulos estaduais, fiquei
eufórico com a Mercosul vencida em cima do Palmeiras, fui as lágrimas com o gol
do Pet em 2001 e me sentia o dono do mundo quando o Flamengo vencia títulos
importantes como a Copa do Brasil em 2006 e o Brasileirão em 2009.
Ao
mesmo tempo em que aprendi a amar um Flamengo dono da maior torcida do mundo,
dono das festas e com uma Nação maior do que muitos países vizinhos, aprendi a
conviver com expressões como Flalido e a ouvir que o clube sempre foi sinônimo
de zona, de bagunça, de salários atrasados e outras irresponsabilidades
atribuídas ao mais querido.
E isso
incomodava! A bola na rede e a zoação com os amigos já não eram suficientes
para eu me sentir orgulhoso de ser Flamengo. “O Flamengo finge que me paga e eu
finjo que jogo” – como odeio essa frase.
Além
de ser o time da bagunça, o Flamengo passou a ser o time das páginas policias.
Love, Adriano, Bruno, todos ajudavam a arranhar cada vez mais uma marca que já
não tinha mais o prestígio de outrora.
Eis
que entre o acaso das conquistas e a rotina de barbáries do departamento de
futebol do Flamengo, surgem os blues com uma proposta única, diferente do que
todos estavam habituados. Apesar de não votar, acreditei, apoiei e comemorei a
vitória nas eleições quase como um título.
Sabia
que nos últimos anos o Flamengo precisaria dar um ou dois passos para trás para
poder caminhar firmemente para frente, sem parar nunca mais. Depois de
convivermos com alguns anos de vacas magras, finalmente estamos colhendo os
frutos.
Não
sei se podemos dizer que estamos próximos do famoso “ano mágico”, mas com
certeza estamos no caminho certo. Se as conquistas ainda não chegaram como
deveriam, pelo menos no final do ano teremos um CT à altura do clube e um
esboço de time com capacidade de honrar as tradições rubro-negras.
Não é
a toa que o Flamengo pelo segundo ano consecutivo realiza a principal
contratação do futebol brasileiro sem comprometer uma vírgula de seu orçamento.
Problemas como a escalação do Marcio Araújo e Chiquinho são microscópios se
compararmos com a revolução que está sendo realizada fora das quatro linhas
pelo clube.
Em
breve poderei dizer aos meus futuros filhos que vivenciei os anos da revolução
e de que eles poderão comemorar os próximos gols e títulos bem alto, no volume
máximo que a garganta aguentar, sem precisar se incomodar com mais nada.
O
gigante Flamengo acordou e dessa vez veio para ficar.
Ricardo
Mattana

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