quarta-feira, setembro 30, 2020
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O Flamengo é o nosso final de semana.

Boteco
do Fla – Dessa vez o Boteco do Fla nem precisava, mas foi de véspera para São
Paulo, posto que a carne de porco TEORICAMENTE fica melhor se temperada um dia
antes. Firulas literárias à parte, fato é que A Melhor Banda do Planeta,
Matanza, brindou São Paulo com toda a sua agressividade musical no sábado e eu,
como não trabalho na zaga do Flamengo, não dei mole e fui lá conferir o show
pela enésima vez.

Fora
a boa música, o bom clima (apesar de esquisito) que permeia a Avenida Paulista,
e provavelmente o melhor ravioli que degustei na vida, servido em uma padaria
(??!!), o objetivo mor da viagem foi se aproximando. Seis e meia da matina e eu
já de pé, andando pela Consolação, sentindo-me quase em casa em cidade que
tanto critico.
Metrô
com os amigos que tinham acabado de encarar a estrada. Daí entram uns 6000
caras da Mancha Verde. Além das nossas caras assustadas e não poder falar para
não sermos denunciados pelo sotaque, nossas vestes eram uma profusão de cores.
Uma mistura que ia do preto ao rosa, sem por um único momento passar perto do
verde. Como seguro morreu de velho e a gente não tava tão seguro quanto o
sistema defensivo do Flamengo, o mais acertado foi mesmo descer e fazer o resto
do percurso de táxi.
Notícias
vindas dos arredores do estádio davam conta de que, apesar dos ares fifenses da
nova arena, a recepção continuava como dantes. Correria, bombas, confusão,
tentativas de invasão ao nosso lado de entrada. Apesar do semi-caos instalado,
eu e minha pequena trupe chegamos com relativa tranquilidade. Sem tumulto para
entrar, não se pode dizer o mesmo da Nação Sampa, que formava uma fila
interminável e imóvel na tentativa de comprar ingresso.
Ao
entrar no Allianz Parque o que eu já temia se tornou realidade. Lindo. Uma
palavra resume bem. Com requintes de crueldade. Não bastasse a beleza, o
banheiro da joça é mais limpo que os pratos da minha casa; a lanchonete serve
boa comida, com o requinte de ter até hot dog vegetariano dentre as opções;
eles tocam Metallica no sistema de som, uma humilhação só. Talvez a arquitetura
não seja das mais inventivas, tendo descaradamente copiado parte da estrutura
do nosso estádio. Epa… Espera… Acho que copiaram das nossas maquetes, já
que três em cada dois Patetas Candidatos andam, MAIS UMA VEZ, prometendo erguer
castelos de areia “e que as coisas já estão até encaminhadas”.
Começa
o jogo. Escanteio pros caras e deu o que tinha que dar, posto que corner pro
adversário em dias atuais é que nem falta pro Zico na década de 80. Meio gol,
se não for mais. Apesar disso, o Flamengo faz um primeiro tempo consistente.
Tudo bem que esse papo de evoluindo e melhorando já deu no saco, mas que do meio
pra frente o treco tá bom, lá isso tá. Queria falar disso não. Primeiro porque
é coisa de botafoguense, e depois porque o jogo não foi perdido apenas por
isso, mas que o Guerrero apanhou que nem gente grande na área adversária e
ficou por isso mesmo, é um fato.
Daí
veio o intervalo e com o fim dele o meio-dia, hora do almoço propriamente dita.
O Flamengo, que já vinha jogando bem, volta avassalador. Ederson entra como
quem está disposto a mostrar pro mundo que há um 10 em campo. Um 10 de verdade.
Viramos o jogo e calamos a Arena… Mas não por muito tempo. Se a hora era do
almoço, o domingo, pra quem tem já certa idade, é dia de Os Trapalhões. Nossa
defesa ruiu por terra e rendeu justas homenagens ao programa humorístico,
protagonizando cenas bizarras de péssimo gosto. Um gosto tão ruim que gerou
problemas digestivos em todo o nosso sistema defensivo. Daí… Foi uma merda
só. É… Bem que minha mãe dizia que esse negócio de comer carne de porco e
ficar no sol só pode mesmo dar problema.
Dois,
Três, Quatro para o Palmeiras. Nas redes sociais a histeria coletiva da Nação
acusava, punia. Fomos do “acaba com essa desgraça de três volantes”
para um “como pode deixar a defesa tão exposta” em dois tempos…
Bem, na verdade em um tempo só.
Foi.
Saída também com certo grau de adrenalina. Faço isso de ver jogo contra o
Palmeiras lá faz tempo. Estou aqui. Talvez uma prova de que a sensação de
insegurança seja infinitamente maior que 
própria insegurança… Mas que o bagulho é tenso, lá isso é.
Estrada.
Volto me divertindo com os faniquitos múltiplos nas redes sociais e nos grupos
de whatsapp. Acho que a frase campeã e mais proferida foi: “O Flamengo
estragou o meu domingo”. Entendo essa porra não. Ser Flamengo me basta
MESMO, não é só um jogo de palavras. Quero ganhar?  Claro que sim. Mas me resigno com a
adversidade de maneira quase religiosa e canônica.
No
ônibus… Risos, gargalhadas, babaquices múltiplas. O que me dá a certeza de
que encontrei o povo certo para as minhas viagens. O Flamengo nunca vai
estragar nosso final de semana. O Flamengo é o nosso final de semana.
PS: o subconsciente e
seus truques. Comi carne de porco na parada da volta. De tão indigesto ao
meio-dia, estava tenro e saboroso dessa vez. Quarta tem mais. O bacalhau há de descer
melhor.
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