quarta-feira, setembro 30, 2020
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O Flamengo em 2016.

Buteco
do Flamengo – Salve, Buteco! O Flamengo tem um campeonato brasileiro pela
frente e sete meses (porque abril está acabando) restantes do (primeiro?)
triênio dos “Blues” na diretoria do clube. Por outras palavras, isso
significa sete meses de campeonato brasileiro em ano eleitoral. O cenário já
costuma ser complicado, mas para mim esse ano há um ingrediente a mais: tudo
isso ocorrerá às vésperas de um 2016 que promete ser muito difícil, talvez tão
difícil quanto os momentos mais duros desse triênio de Eduardo Bandeira de
Mello na presidência, na medida em que o Maracanã, ou essa versão moderna dele,
como queiram, não estará disponível por cerca de oito meses.

Puxando
pela memória, nas duas vezes em que o Maracanã esteve paralisado por obras
realmente longas e antes da construção do Engenhão, que ocorreram no segundo
semestre de 1992, devido à tragédia no desabamento de parte das arquibancadas,
e oito meses em 2005, com as obras de demolição do setor popular ou
“Geral”, o Flamengo andou mal das pernas. Em 1992, recordo-me do
campeonato estadual sendo disputado e tendo São Januário como palco principal,
inclusive da final; em 2005, para quem não se lembra, ano de várias partidas no
Raulino de Oliveira e talvez da mais dramática “fuga do rebaixamento”
que o torcedor rubro-negro já teve o desprazer de vivenciar.
Em
2016 não haverá Maracanã nem Engenhão durante a maior parte do ano, por conta
das Olimpíadas. Não sei ao certo por quanto tempo o Engenhão também ficará
indisponível e nem se será pelo mesmo período do Maracanã, eis que se fala
agora em obras que atingiriam e reduziriam a capacidade do “Setor
Norte” do Maracanã, logo o setor tradicionalmente ocupado pela torcida do
Flamengo. Portanto, não é certo se o Engenhão também será reformado e se o
tempo de disponibilização de ambos para o Comitê Olímpico Internacional será
exatamente o mesmo. O certo é que, se o Flamengo quiser mandar jogos em sua
cidade, durante a maior parte do ano, terá que recorrer a alternativas como
Moça Bonita ou Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, pois imagino que São
Januário não seja uma opção cogitável. A perda técnica será inevitável.
O
contexto de cada época influiu no desfecho dos acontecimentos, não tenho a
menor dúvida. Em 1992, o time, embora houvesse acabado de se sagrar campeão
brasileiro, era formado em grande número por jogadores recém egressos da base,
embora se tratasse de uma das gerações mais talentosas da história das divisões
de base do clube, e o Vasco da Gama era um rival muito forte, além do próprio
Botafogo, vice-campeão brasileiro e presidido por um notório
“banqueiro” da contravenção penal. Em 2005, o clube ainda vivia a
“herança maldita” da gestão Edmundo dos Santos Silva e de uma
tentativa na gestão Márcio Braga de gerir o Departamento de Futebol com
austeridade, a qual porém não foi bem sucedida e levou Kleber Leite a assumir a
vice-presidência de futebol. O resto é história.
Falando
em história, com “h”, é curioso como algumas situações e contextos se
repetem, quase que por obra do capricho de forças sobrenaturais, além da
compreensão humana. A nefasta criatura responsável pelo futebol do Vasco da
Gama em 1992 é agora seu presidente e 2016 novamente promete ter um campeonato
estadual com São Januário sendo o estádio central da competição. Acho que é
desnecessário gastar mais de uma linha abordando as relações da criatura com o
atual presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro – FERJ -,
tal como ocorria naquela época com um cidadão de nome Eduardo Viana, vulgo
“Caixa D’Água”.
Se
contextos históricos volta e meia se repetem, a forma pela qual diante deles
nos comportamos e enfrentamos as adversidades que trazem consigo não necessitam
ser as mesmas.
***
Chegando
ao fim do (primeiro?) triênio da administração dos “Blues”, é hora do
Departamento de Futebol do clube parar de dar sustos em seu torcedor. O futebol
é a alma do Clube de Regatas do Flamengo. Se o remo fez o clube nascer, o
futebol lhe deu identidade e a razão de sobreviver aos anos, décadas e séculos.
Dado o nível de progresso administrativo e profissional já atingido fora das
quatro linhas, é hora, senão de apresentar os mais altos resultados, de
finalmente deixar o vexaminoso e incômodo passado recente (primeira década do
Século XXI) para trás.
O
Departamento de Futebol do Flamengo, como um todo, ou seja, desde o
vice-presidente de futebol, até a comissão técnica, passando pelo elenco, tem a
responsabilidade, além de profissional, mas sobretudo de natureza moral, de, no
campeonato brasileiro desse ano, manter o time, no mínimo, um pouco acima do
meio da tabela, muito distante da “Zona do Rebaixamento”, e de ao
menos disputar uma vaga na Taça Libertadores da América, e deixo claro que por
disputar entendo chegar às rodadas finais com chances de classificação. Não
estou cobrando sequer a vaga, quanto mais o título. Porém considero
inconcebível e inaceitável a repetição do sufoco de anos anteriores e da maior
parte da década passada. Já é mais do que hora desse passado ficar para trás.
O 2016
do Flamengo começa agora, nesse campeonato brasileiro, nas próximas
contratações, no trabalho que será desenvolvido daqui até dezembro no
Departamento de Futebol. 2016 exigirá do Departamento de Futebol um salto de
qualidade maior do que o paulatinamente 
dado desde 2013 até o momento. 2016 exigirá elenco e time bem mais
fortes do que o de 2015, sob pena de revivermos desnecessariamente um passado
nada nostálgico.
***
Todos
os campeonatos brasileiros do Flamengo guardam um ponto em comum: o time
possuía ao menos um craque ou gênio, ou seja, ao menos um jogador absolutamente
acima da média nacional, e em todos os times campeões havia ao menos um jogador
nessa categoria (craque ou gênio), veterano ou não, revelado pelas categorias
de base do clube, ainda que tivesse atuado posteriormente no exterior ou mesmo
em outros clubes do país.
Nos
dois últimos campeonatos (1992 e 2009), e eu me recordo muito bem disso, a
quantidade de torcedores que acreditavam no título era menor do que a torcida
do América. Indago a vocês quem seria o “tiro certeiro” ou “os
tiros certeiros” ideais para a Diretoria esse ano.
Bom
dia e SRN a [email protected]

Gustavo
Brasília

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