O Flamengo pode se concentrar em si mesmo.

Por: Fla hoje

Arte: Falando de Flamengo / Divulgação

FALANDO DE FLAMENGO: Por Felipe Foureaux

Precisamos
nos concentrar em nós mesmos. Precisamos, sim, observar os outros. Como
aprendizado, como direcionador de escolhas, como modelo a seguir (ou a não
seguir). Mas para por aí. Precisamos nos concentrar em nós mesmos. Se
progredirmos sempre, se traçarmos estratégias e objetivos de crescimento, se
cumprirmos à risca (mesmo que nos doa) as etapas indicadas de evolução, ninguém
pode nos parar. Para isso, precisamos, apenas, nos concentrar em nós mesmos.
Essa
introdução poderia servir para qualquer pessoa ou empresa. Mas ela não é
verdadeira para qualquer um. Essa é a dura realidade. Poucas são as pessoas ou
instituições capazes de traçarem um caminho de crescimento realmente
autossustentável e independente. Acrescento mais um ponto: O crescimento
autossustentável é o único verdadeiramente saudável. Doloroso. Longo e
vagaroso. Mas perdura, engrandece e enobrece.
Quando
levamos essa realidade para o futebol brasileiro e mundial, é ainda mais fácil
perceber tais regras. Observamos, no universo futebolístico, inúmeras parcerias
de clubes com empresas, milionários, governos. Injeções de recursos, vantagens
financeiras, mudanças abruptas de patamar. É o sonho dourado do torcedor, que
vai do lixo ao luxo, da fila por títulos à supremacia momentânea. O torcedor,
antes humilhado, agora é soberbo: “é tudo nosso”, brada aos quatro cantos. E
ele está certo, momentaneamente certo! Pois é torcedor!
As
tais parcerias não costumam sempre ter finais felizes. Na verdade, poucas vezes
os tem. Parmalat, Unimed, ISL. São tantos exemplos que não precisamos nem ir no
exterior para falar, basta ficarmos com os clubes daqui. Dão resultado, quase
que imediato, mas deixam resquícios que costumam duplicar as dificuldades
pós-parceria. Os críticos logo interpelarão: “Os títulos ficam para a história”.
Cabe lembrar que os rebaixamentos também.
Hoje,
a máquina brasileira, o “Bayer do Brasil”, segundo parte da imprensa, é o
Palmeiras. A parceria com a Crefisa é, atualmente, a maior, disparada, em
relação a valores, no futebol brasileiro. Ainda envolve doação de jogadores,
prêmio milionários e a participação dos dirigentes da empresa na direção do
clube. O time é fantástico e se renova de maneira impressionante: Campeão
Brasileiro em 2016, já é favorito a tudo esse ano. Os palmeirenses vibram. Com
toda razão. O final da história, só o tempo dirá. E essa história não é nossa,
é deles.
Nós
rubro-negros, não tivemos investidores dessa condição. Não estou julgando se é
bom ou ruim. Mas não tivemos. Possuímos, sim, patrocinadores que, por conta de
termos um clube reestruturado, bem gerido, saneado e uma torcida de 40 milhões
de potenciais consumidores em todo mundo, nos trazem cotas de patrocínio
maiores. Geramos mais visibilidade, então recebemos maiores cotas de
transmissão. Reestruturamos nossas finanças para recebermos incentivos fiscais
no esporte olímpico, investimos em estrutura, para atrairmos bons jogadores, já
que não possuímos muitos recursos para contratação. Contratamos, nos últimos 3
anos, um craque por ano, de forma a encorpar o time sem cometer loucuras com as
nossas não mais combalidas (mas ainda frágeis) finanças. E com isso crescemos.
Aos poucos. Mas crescemos.
Dessa
forma, depois de anos de árduo trabalho, chegamos em 2017 em condições de
disputar, em campo, em igualdade de condições, com o time do Palmeiras. E é
isso. Nada mais que isso. Esqueçam os modelos. A tal conta pode chegar, mas se
ela não é nossa, larguem ela de mão. Basta apenas entender que, o caminho
escolhido pelo Flamengo também nos proporciona disputar, em igualdade de
condições, os campeonatos que disputamos. No final, o que fará o torcedor
sorrir são os títulos. É hora da nossa torcida ser o 12º jogador, ser o algo a
mais que decide os jogos e os campeonatos. Fazer a diferença para o Flamengo.
Pelos
lados de cá, a sustentabilidade e a gestão responsável foram os caminhos
escolhidos.  Eu, pessoalmente, tenho
orgulho disso. Porque os anos de experiência, os cabelos que perdi com o tempo,
me fizeram acreditar que esse caminho era o melhor. Mas de nada vale apenas ser
o melhor caminho, porque nem todos são competitivos se o seguirem. A grande
notícia é: o Flamengo, pela sua grandeza, como poucos no mundo, pode se
concentrar em si mesmo. Sorria, rubro-negro!

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