segunda-feira, setembro 28, 2020
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O Flamengo vai de novo se impor na segunda partida da final?

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

RODRIGO
MATTOS
: Não esqueçamos que a última decisão entre Flamengo e Fluminense há 22
anos terminou com a vitória do time tido como mais fraco na época: o tricolor
de Renato Gaúcho era franco atirador. Repetia-se ali uma regra que marcou o
clássico com resultados surpreendentes desde a sua primeira edição.

O
primeiro jogo da final o Estadual de 2017 não foi diferente. O Flamengo é o
elenco mais forte do Rio de Janeiro neste momento, mas tinha sido dominado pelo
Fluminense na Taça Guanabara. Um esquema de pontas velozes de Abel Braga tinha
tornado o rubro-negro vulnerável e a vitória veio nos pênaltis. Daí surgiu uma
presunção natural de que o jogo tricolor parecia se encaixar melhor ao do
rival.
Mas o
Flamengo apresentou um tal domínio no primeiro tempo da decisão que nem
pareciam os mesmos times. Isso se deve em parte a uma percepção do técnico do
técnico Zé Ricardo dos pontos fortes tricolores, e da maior experiência e
variedade do elenco rubro-negro.
O
Flamengo entrou com dois ponteiros abertos que sabem voltar e dobram a marcação
nos seus setores (Everton e Berríon), somados a três jogadores (Márcio Araújo,
Arão e Rômulo) que dão presença e toque de bola no meio. O resultado foi um
domínio no campo de ataque no primeiro tempo e o bloqueio da jogada forte
tricolor com Wellington Silva e Richarlisson pelos lados. Sem Scarpa, o Flu
penava.
Somado
a isso, Guerrero tinha mais uma atuação de ótimo nível em que consertava e
centralizava todas as bolas perdidas rubro-negras, transformando-as em ataques
reais. Assim, melhorava todo o time do Fla. A falha de Renato Chaves e o gol de
Éverton foram consequências da superioridade rubro-negra que sufocava o rival.
Poderia ter sido mais.
O
segundo tempo teve um Fluminense bem mais presente no ataque, mas ainda sem
saber se livrar do bloqueio a seus ponteiros. Richarlison é tão bom que às
vezes escapava da sua marcação. Mas a defesa rubro-negra esteve melhor do que
na Libertadores, inclusive com um preciso Rafael Vaz. A pressão tricolor durou
20min, mas não foi tão efetiva a ponto de empatar o jogo. O perigo era quase
igual aos contra-ataques rubro-negros.
A
superioridade tática tricolor da final da Taça Guanabara sumiu no Maracanã. O
que se via era um elenco mais forte do Flamengo, bem postado, que soube superar
de forma mais eficiente a falta de seu craque Diego do que o Flu a de Scarpa.
Há a
certeza de que o Flamengo vai de novo se impor na segunda partida da final e
ser campeão Estadual? Obviamente que não. Se um clássico já tem mudanças de
rumo constantes, imagine um Fla-Flu de eternas reviravoltas. A Libertadores
para os rubro-negros no meio de semana, a velocidade dos jovens tricolores e
insondáveis fatores podem mudar tudo em um Fla-Flu. Certeza só de que a
vantagem é rubro-negra.

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