sábado, setembro 19, 2020
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O futebol do Flamengo continua manco!

LIVRO
A NAÇÃO – O Flamengo do Brasileiro 2015 foi o time do Stop and Go. And Stop!
Ninguém dava muito pelo time no 1º turno. De repente chegaram Oswaldo de Oliveira
e algumas contratações e o time emplacou incríveis seis vitórias consecutivas;
esperança! Arrancadas como em 2007 e 2009? Na sequência, porém, seis derrotas
em sete jogos, e o time não tinha condições de brigar seriamente por nada, não
dava para sonhar nem com vaga em Libertadores.

O dia
28 de outubro, na cidade do Rio de Janeiro, foi declarado como o Dia do
Flamenguista, por ser este o dia de São Judas Tadeu. E o dia 28/10/2015 foi
extremamente simbólico para definir o momento do Clube de Regatas do Flamengo.
No campo administrativo-financeiro o Flamengo se tornou, nesta data, o primeiro
clube do Brasil a aderir à Lei de Responsabilidade Fiscal do Futebol, o Profut.
Aprovação com louvor no campo da gestão administrativa. No mesmo dia, mesmo
após uma sequência de derrotas, uma festinha durante a madrugada recheada de
bebidas alcóolicas e prostitutas envolveu cinco jogadores, que acabaram
afastados: Marcelo Cirino, Éverton, Alan Patrick, Paulinho e Pará. A gestão
futebolística seguia deixando a desejar. Por mais que o triênio 2013-15 tenha
trazido avanços em profissionalização, o que se via, ainda, era uma larga
caminhada até um padrão mínimo de qualidade.
A
gestão do futebol do Flamengo continuava manca. Por que? Porque a estrutura de
gestão do futebol ainda tinha muito a se aperfeiçoar. Um bom trabalho no
futebol depende de uma boa escolha das peças de trabalho (jogadores e comissão
técnica) e de uma boa liderança para manutenção da ordem dentro do vestiário e
do Centro de Treinamento. Paulo Pelaipe deixou a desejar na escolha das peças,
mas tinha um excelente comando do grupo, bastou para levar ao título da Copa do
Brasil de 2013 (lembrem-se dos jogadores jogando-o para o alto após a conquista
do título). Rodrigo Caetano é bom na escolha das peças, mas deixa a desejar no
comando do grupo. O que é o ideal? Ter um profissional responsável por montar
elenco e fazer escolhas (Diretor de Futebol) e um profissional responsável pela
ordem e comando da tropa (Gerente de Futebol). O ideal é que este profissional
que impõe respeito dentro do vestiário seja um ex-jogador.
O nome
que eu gostaria de ver nesta função é o da maior liderança de campo que vi de
um jogador que defendeu a camisa do Flamengo desde que acompanho futebol. Nasci
em 1977, e acompanho futebol desde 1986-1987. A maior liderança que vi ser
exercida na Gávea foi a do ex-zagueiro Fábio Luciano. Gostaria de vê-lo botando
ordem na casa e colocando a Gávea nos eixos.
Mas só
isto não basta. Gostaria de ver um CEO como Leonardo. Um cara com pensamento moderno,
experiências importantes a frente de Milan, Internazionale e Paris St-Germain.
Um cara que quer encontrar uma oportunidade de ajudar o clube que o projetou
para o futebol. Sua função, remunerada: integralizar todo o processo de
profissionalização do clube, unindo a gestão do futebol às boas práticas de
gestão empresarial, com eficiente captação de recursos, transparência,
modernização, trazendo verdadeiramente o padrão europeu de desempenho para o
futebol do Brasil.
Mas eu
ainda queria mais. Uma revolução integralizada em toda a estrutura
futebolística, integralizando o trabalho nas divisões de base ao profissional.
Um Vice-presidente de Futebol que não seria responsável direto na gestão do
futebol, mas que faria parte dela. Um cara que liderasse um grupo de
ex-jogadores como Adílio, Andrade, Jayme de Almeida, Júlio César, um time de
responsáveis por dar um padrão de qualidade à formação de jogadores. A função
que Zico espera. O nosso maior ídolo não é um bom formador de time, não tem a
liderança necessária para comandar o vestiário de hoje em dia, nem tem o perfil
empresarial de gestão. Mas teria tudo para fazer a revolução de qualidade da
formação de jovens que o clube tanto anseia.
Chega
de escutar o discurso “aprendemos a lição e não repetiremos mais o
erro”. Não há mais margem para erros. Chega de termos que escutar os
Milton Neves, os Netos, os Renato Maurício Prados achincalhando-nos. Muito já
foi feito, sim! Mas precisamos de muito mais!
Ter um
Diretor e um Gerente no futebol não é novidade, basta revisitar Uma Breve História da Política do Flamengo.
SRN
Marcel
Pereira

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