quinta-feira, setembro 24, 2020
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O que vi e o que projeto…

BUTECO
DO FLAMENGO
: Desde algum tempo eu já achava que o jogo seria difícil, jogar
contra o lanterna, em nossa situação de afirmação ainda é uma dificuldade, por
incrível que possa parecer. O Flamengo ainda está em formação. Sim, em
formação. No meio do campeonato. Falha de planejamento? Sim e não. Nas posições
de zaga, talvez. Mas avencemos, não é o assunto.
O
assunto é o jogo em si. América troca de treinador, organiza um time
“desesperado”, com 8 pontos em 14 jogos, 15 com a disputada. Tudo o que se
“temia”. Mas pensando direitinho, quem vem pra cima do Flamengo jogando fora de
casa? No Brasil, ninguém. O que surpreendeu de fato foi a organização do
América nos primeiros 30 minutos, onde o Flamengo chegou a ter 75% da posse de
bola, mas sem penetrar a defesa. O meio campo girava a bola sem eficácia. A
saída de bola ficava por conta dos zagueiros. Aliás, um primeiro tempo pavoroso,
por todas as circunstâncias dos meias do Flamengo. Todos eles.
– Márcio
Araújo se esconde da bola, e como não tem “atitude positiva” (como se chama na
psicologia), sempre olha para trás, não existe confiança para seguir uma
jogada. Nem qualidade para se desmarcar, pedir a bola e iniciar as jogadas de
ataque. Ele simplesmente se esconde atrás dos jogadores adversários. Nulo
ofensivamente, frágil defensivamente, num dia bom útil. Nos últimos três jogos,
pouco útil. Tenho a impressão de que quanto mais ele joga, piora seu
rendimento. É jogador de elenco NO MÁXIMO.
– Arão
também produziu pouquíssimo num primeiro tempo de grande marcação em bloco, um
time que jogava em linhas próximas e se defendendo nem “parecia o lanterna”.
Pouca efetividade e movimentação. Previsível.
– Mancuello
é um jogador que tenho em minha equipe “ideal”, mas não pode produzir tão
pouco. Não volta para iniciar as jogadas de ataque. É o que se deseja, que seja
um “espelho” de Arão pela esquerda, os dínamos do time. Tenho a impressão de
que com Márcio Araújo isso não será possível. Cuellar é mais móvel e transforma
pelo dinamismo, ou seja, um time com o camisa 8 é mais estático. Mancuello não
pode se esconder ou se ressentir disso. Tem que jogar mais. Além disso, o lado
esquerdo estava num vazio de me fazer raiva. Alan Patrick também “estranhou”
sua presença.
 Alampa foi mal na primeira etapa,
escondendo-se do jogo, bloqueado entre as linhas e num time torto pelo lado
direito. Perdido.
Esse
primeiro tempo que vi, muito provavelmente não será o jogo da maioria. Não me
importo. Ressalto o aumento da produção no final da primeira etapa,
estranhamente nos últimos cinco minutos criamos algumas chances. Muito
provavelmente, também, aos poucos deixaremos de sofrer nos finais dos jogos,
onde o Flamengo “morre em campo”. Esse jogo foi uma partida bem estranha. O
time dominava, quase sofreu o primeiro gol em duas oportunidades, criou algumas
tantas. Fez o gol, poderia ter goleado, também. Passemos.
Apontei
algumas coisas que achei ruins do time, individualmente, porém acho que
coletivamente cresceremos com peças novas, oxigenar e qualificar. Vejo o
Flamengo forte e brigando pelo título sim. Mas depende somente de nós. Não
podemos mais deixar pontos bobos pelo caminho, temos que vencer jogos grandes
contra rivais qualificados. Na condição que for, como fizemos com o
Atlético-MG.
Tem
Diego, Donatti, Damião, Ederson e Everton (hoje suspenso) pra rodar o elenco. A
perspectiva é ótima. Temos duas competições e isso manterá o time ativo e
elenco em atenção, ligado, pressionado a lutar por fazer história. Essa pressão
nos alimenta e fragiliza os adversários, que podem não admitir, mas se cagam de
medo do DCF… Vivemos entre o caos e o oba-oba, sempre fomos assim.
Voltando
à partida, Juan voltou mal, Vaz seria meu titular. Grande jogo do útil Pará.
Partida gigante de Paolo Guerrero. Temos elenco e equipe pra brigar, temos
torcida pra empurrar, como mostrou Cariacica. Aparentemente teremos Maracanã
nas últimas seis rodadas em casa (Cruzeiro, Santa Cruz, Corinthians, Botafogo,
Coritiba e Santos). Precisamos de um time organizado, competitivo e
principalmente concentrado o tempo inteiro. Isso vem com o tempo, entrosamento
e CONFIANÇA a partir de vitórias, bons resultados.
Estando
no bolo nas últimas 12 rodadas brigaremos com força, com a força da nação. Tudo
leva a crer que estaremos com um time mais redondo e com as melhores peças em
campo. A longa temporada faz a melhor peça se sobrepor. Tem ainda a
Sulamericana, não dá pra esquecer. Saindo da rasa subjetividade de um torcedor
nervoso e querendo apenas os três pontos no momento, farei um campinho com meu
11, meu time titular. E convido aos Butequeiros que projetem o seu.

Essa formação teria variações de 4-3-3, 4-1-4-1 e 4-2-3-1 – Arte: Divulgação
Luiz
Filho

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