quarta-feira, setembro 23, 2020
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Oito técnicos que trocaram o certo pelo duvidoso.

GLOBO
ESPORTE – A dança das cadeiras no futebol brasileiro é assunto antigo. E que
não sai de moda. Mas também há casos de mudanças forçadas, provocadas pela
saída do próprio treinador. Como aconteceu nesta quarta-feira. Doriva, que
comandava a Ponte Preta desde a 17ª rodada do Brasileirão, recebeu o convite do
São Paulo para a sequência da temporada e rumou para o Tricolor paulista. O
clube do Morumbi vivia uma certa crise de relação interna com o técnico Juan
Carlos Osorio. O colombiano se desligou no início desta semana. Assim sendo,
Doriva foi procurado e acertou a sua transferência.

Doriva
já tem identificação com o São Paulo. Pelo clube, ainda como jogador, foi
campeão mundial em 1993, quando o Tricolor paulista derrotou o Milan por 3 a 2,
no Japão. Agora, em ascensão na carreira de treinador, ele ganha uma
oportunidade ímpar. Além da grandeza são-paulina, que já fala por si só, o
treinador deixa o nono colocado da Série A para comandar um time que está na
quinta posição, brigando por G 4, e segue em busca do título da Copa do Brasil,
já que fará uma das semifinais contra o Santos.
Outros
dois casos semelhantes de mudança de ares aconteceram no Campeonato Brasileiro
deste ano. Argel Fucks treinou o Figueirense até a 18ª rodada e seguiu em um
estalo de dedos para o Internacional, também em um caso de alguém que passou
pelo clube como atleta. Na época, a troca foi da 15ª para a 11ª colocação. E o
tempo mostrou que a decisão valeu a pena. O Figueira agora figura na zona de
rebaixamento, no 18º lugar. E o Inter, sob a batuta de Argel, é oitavo
colocado, com boa chance de beliscar um lugar na Libertadores.
Mais
recentemente, Eduardo Baptista decidiu descer um degrau na classificação para
alçar voos maiores na curta e promissora carreira de treinador. Deixou o então
décimo colocado Sport na 26ª rodada para assumir o Fluminense, time que estava
na 11ª posição e com certa crise interna e ameaça de torcedores em chegadas de
aeroportos. Ainda assim, a troca se justifica. Afinal, o Tricolor costuma
brigar por títulos expressivos com mais frequência (recentemente ganhou o
Brasileiro duas vezes) e está na semifinal da Copa do Brasil, onde vai
enfrentar o Palmeiras.
Outros
casos recentes de técnicos que aceitaram convites mesmo estando em um bom
emprego:
NEY FRANCO
Em
2014, Ney Franco deixou o Vitória após a quarta rodada do Brasileiro para
aceitar um convite do Flamengo. Mas a mudança não deu muito certo para o
treinador, que pouco durou no novo clube. Foram sete jogos pela Série A nessa
passagem pelo Rubro-Negro, com três empates e quatro derrotas. A trajetória
teve início numa derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no Maracanã. E se encerrou
após a goleada de 4 a 0 do Internacional, em Porto Alegre. Num toque de ironia,
Ney Franco voltou ao Vitória 40 dias depois de deixar o Rubro-Negro carioca e
caiu para a Série B com um clube baiano.
PAULO AUTUORI
Um ano
antes, Paulo Autuori tinha cargo estável no Vasco, mas decidiu rumar para o São
Paulo já que o Cruz-Maltino não vivia momento de saúde financeira,
independentemente da grandeza dos clubes. A mudança causou ira na torcida
vascaína, que torcer contra o antigo treinador no novo desafio. E realmente
Autuori não durou muito no Tricolor paulista. Ficou lá por 12 jogos do
Brasileirão e obteve duas vitórias, quatro empates e seis derrotas. Foi
demitido após a 19ª rodada, deixando o São Paulo na zona de rebaixamento, na
18ª posição. No fim das contas, os paulistas se salvaram. O Vasco caiu para a
Série B.
GILSON KLEINA
Apesar
de mudar de patamar em relação a tamanho de clube, Gilson Kleina deixou a Ponte
Preta para assumir o Palmeiras em um desafio mais do que arriscado. A Macaca
estava no 11º lugar. O Palmeiras, por sua vez, amargava a penúltima colocação.
Kleina teve 13 jogos para tentar salvar o time no Brasileirão, mas não logrou
êxito. Teve retrospecto de quatro triunfos, dois empates e sete derrotas e só
conseguiu avançar uma casa na tabela de classificação. Ou seja, o Verdão foi
rebaixado naquele ano.
JOEL SANTANA
Em
alta no Bahia desde setembro de 2011, Joel Santana decidiu por deixar o clube
baiano seis meses depois quando foi contactado pelo Flamengo, clube com peso e
visibilidade bem maiores. Ao contrário de outras temporadas, a passagem pela
Gávea desta vez foi decepcionante. O treinador não conseguiu fazer o
Rubro-Negro avançar às oitavas de final da Taça Libertadores e ficou fora das
finais dos dois turnos do estadual. Com isso, o Fla ficou mais de um mês sem
atuar até que o Brasileirão iniciasse. Foi demitido após 11 rodadas do
campeonato nacional, com o Flamengo na décima colocação. Voltou ao Bahia nove
meses depois em passagem que durou pouco mais de 30 dias.
CELSO ROTH
Na
parada para a Copa do Mundo de 2010, o Campeonato Brasileiro e a Taça
Libertadores foram paralisados. Celso Roth comandava o Vasco na ocasião e
figurava na crítica 19ª colocação após sete rodadas da competição nacional.
Mesmo assim, a sua demissão não era ventilada. Mesmo assim Roth saiu da Colina.
Tudo porque o Internacional, classificado para a semifinal continental, fez um
convite logo que demitiu o uruguaio Jorge Fossati. Seduzido pela possibilidade
de uma conquista grandiosa, o treinador vestiu Colorado e teve sucesso em seus
planos iniciais. Despachou o São Paulo na semifinal e superou o Chivas-MEX na
decisão. O maior título da carreira do treinador, que nem Brasileiro e Copa do
Brasil tem no currículo. No fim do ano, o Internacional foi surpreendido pelo
Mazembe, do Congo, e caiu na semifinal do Mundial. Este vencido pela
Internazionale-ITA.

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