O Flamengo viveu um 2020 complicado. O sistema defensivo simplesmente não funcionou. Seja com Domenec Torrent ou com Rogério Ceni. Tanto é que o Flamengo se tornou um dos campeões de piores defesa dos pontos corridos.

Muita coisa pode justificar esse problema crônico de 2020. Geralmente nós observamos  criticamos mais as péssimas atuações de Gustavo Henrique e Léo Pereira, que simplesmente não encaixaram no time.

Gustavo até conseguiu dar resposta positiva nos últimos jogos. Porém o torcedor segue com uma pulguinha atrás da orelha com ele.

A zaga nunca passou confiança, porém o Flamengo viveu em 2020 outra questão que pesou demais no sistema defensivo. O time teve vários problemas físicos depois do surto de covid e da primeira parada na temporada passada.

O sistema de jogo do Flamengo com volantes que descem muito para o ataque, como é com Gérson e Arão e depois Gérson e Diego, requer muita intensidade no meio de campo.

O sistema de marcação com Jesus começava com Gabigol e Bruno Henrique. Diversas vezes víamos o Everton Ribeiro e Arrascaeta roubando bola próximos a área de defesa. Portanto, o sistema de jogo do Flamengo para ser ofensivo como é, exige participação defensiva de todos.

E isso foi um problema durante todo o ano de 2020. Sem querer ser “advogado” de Léo Pereira ou Gustavo Henrique. Mas é fato que mesmo nos jogos que ambos não jogaram , o time levou gols.

A situação física ruim do time “estourava” a zaga, e ver logo de cara nesse 2021 o time com mais intensidade, marcando saída de bola e bem fisicamente, é um ótimo sinal de que 2021 poderá ser mais interessante do que 2020, e que tomaremos menos sustos.

Soma-se a isso uma melhora em Gustavo Henrique, um Arão se acostumando na posição e um Bruno Viana com potencial no time. O Flamengo tende a crescer para conquistar mais títulos.

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