Os acertos e erros de Caetano no Flamengo e Mattos no Palmeiras.

Rodrigo Caetano, do Flamengo, e Alexandre Mattos, do Palmeiras – Foto: Reprodução

ESPN: De
um lado, o “nosso rei”. De outro, o “Mittos”.

Rodrigo
Caetano e Alexandre Mattos não entram em campo, mas, ainda assim, são adorados
pelas torcidas de Flamengo e Palmeiras. Os executivos estão nos dois clubes
mais ricos do Brasil desde 2015 e se notabilizam pela “fome” no
mercado: em menos de três anos, já são 85 contratações da dupla.
No
Flamengo, Caetano, diretor executivo, foi aclamado no aeroporto Santos Dumont,
na terça-feira, pela contratação de Everton Ribeiro. “Ei, ei, ei, o
Rodrigo é o nosso rei”, gritaram os torcedores que foram recepcionar o meia,
a última de 34 contratações rubro-negras sob a gestão do executivo.
Já no
Palmeiras, Mattos, diretor de futebol, cai nas graças da torcida alviverde
desde que chegou, protagonizando até comercial de televisão para promover o
programa de sócios da equipe. Só em 2015, foram 25 contratações, em um total
que mais do que dobrou para chegar em 51 até junho de 2017.
OS ACERTOS
A
chegada de Dudu, em 2015, foi um marco para o Palmeiras. O jogador era
disputado por São Paulo e Corinthians, mas acabou fechando com a equipe
alviverde, em negócio que transformou Mattos em Mittos. Mais do que os títulos
que conquistou, o atacante mexeu com os ânimos do torcedor logo após um ano do
centenário sofrido, que quase acabou com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
Já o
primeiro ano de Caetano no Flamengo foi marcado pela chegada de Paolo Guerrero,
com alto investimento após sua saída do Corinthians. Depois do atacante, o
patamar de contratações rubro-negra subiu, como com as chegadas de Diego em
2016 e Dario Conca e Everton Ribeiro em 2017.
– Flamengo
Guerrero – Chegou a preço de
ouro e, apesar dos altos e baixos, é um dos principais atacantes do país, tendo
sido decisivo em vários jogos em 2017
Kayke – Foi contratado para
ser “sombra” para Guerrero e correspondeu. Muito lamentam até hoje
sua saída
Pará – Desacreditado na
chegada, demorou a engrenar, mas conquistou a torcida no Brasileiro de 2016
Alan Patrick – Foi
decisivo em diversos momentos e titular até a chegada de Diego
Réver – Melhor opção entre
todos os zagueiros que Flamengo tentou
Willian Arão
Capitão em vários jogos, foi um dos melhores do Brasileiro de 2016
Rodinei – Assumiu a
titularidade quando chegou e, com o crescimento de Pará, mostrou ser opção
jogando mais avançado
Diego – Assumiu o papel de
craque do time desde que chegou
Trauco – Pouco conhecido, deu
resposta rápida desde a chegada em 2017
– Palmeiras
Zé Roberto
Embora tenha caído de desempenho, assumiu papel de liderança em momento
importante
Moisés – Apesar das lesões,
foi um dos pilares do título brasileiro em 2016
Dudu – Resgatou a confiança
da torcida e ainda correspondeu em campo
Gabriel – Caiu nas graças do
torcedor e só perdeu espaço pelas lesões
Jackson – Fundamental no
título da Copa do Brasil
Jean – Foi eleito melhor
lateral-direito do Brasileiro de 2016
Mina – Impressiona na
defesa e ainda contribuiu no ataque, não por acaso deve reforçar Barcelona
Robinho – Torcedor não esquece
os gols de cobertura em Rogério Ceni
Rafael Marques
Embora tenha perdido espaço, foi decisivo em clássicos
Róger Guedes – Deu
resposta rápida no Brasileiro de 2016 e atraiu interesse do futebol europeu
Tchê Tchê
Aposta, foi outro pilar do meio-campo no título brasileiro de 2016
Thiago Santos
Pouco badalado, correspondeu sempre que foi exigido e agora ameaça Felipe Melo
Vitor Hugo
Fundamental nos títulos da Copa do Brasil e Brasileiro, ainda rendeu bom
dinheiro ao ser vendido em 2017
Willian – Apesar do pouco
tempo, já se demonstra importante pela polivalência no ataque
Guerra – Melhor da
Libertadores de 2016, já dá toque de qualidade ao meio-campo
OS ERROS
Nem
somente acertos, porém, marcam as contratações de Caetano e Mattos. No
Flamengo, por exemplo, quem se lembra de Antônio Carlos ou Arthur Henrique, que
sequer entraram em campo? O primeiro, inclusive, hoje está no Palmeiras, que
também fez apostas para lá de questionáveis como o volante Rodrigo ou o
zagueiro Roger Carvalho…
– Flamengo
Almir – Destaque pelo Bangu
no Carioca de 2015, jogou pouco e não convenceu
Armero – Velho conhecido no
Brasil, foi pouquíssimo aproveitado
Emerson Sheik
Aposta para que pudesse repetir o sucesso da primeira passagem, não foi mais o
mesmo
César Martins – Até
teve bons momentos, mas não deixou qualquer saudade
Jonas – Chegou como aposta,
mas não convenceu
Antônio Carlos
Sequer jogou
Arthur Henrique
Também não entrou em campo
Chiquinho
Nunca agradou à torcida, não deixou saudades
Marcelo Cirino
Chegou cercado de expectativa, mas ficou longe de corresponder
Bressan – Excesso de erros
acabou com a paciência da torcida
Leandro Damião
Aposta arriscada, não consegue ganhar espaço e ainda tira espaço do jovem
Felipe Vizeu
– Palmeiras
Alan Patrick – Era
aposta para o meio-campo, mas foi pouco aproveitado
Amaral – Primeira contratação
de 2015, foi campeão da Copa do Brasil, mas nunca se firmou
Arouca – Contratado para ser
solução, não repetiu atuações de Santos e ainda se lesionou
Cleiton Xavier – Não
ficou nem perto de repetir sucesso da primeira passagem
Erik – Comprado por R$ 13
milhões, não consegue aproveitar as chances que tem
Fellype Gabriel
Passagem pelo clube foi de 20 minutos em campo
João Paulo
Sofreu com lesões e nunca se firmou
Leandro Almeida
Abusou das falhas e irritou a torcida
Lucas Barrios
Contratado a peso de ouro, teve importância no título da Copa do Brasil, mas
ficou longe de valer o investimento
Régis – Fez apenas quatro
jogos com a camisa do Palmeiras
Rodrigo – Só foi estrear no
último jogo da temporada, após título brasileiro
Roger Carvalho – Fez
apenas sete partidas e feito mais marcante foi um gol contra
Ryder Matos
Promessa, durou apenas três jogos no Palmeiras
Fabrício – Devolvido ao
Cruzeiro, pouco jogou e não justificou permanência
Vagner – Quando teve chance,
não aproveitou
Victor Ramos
Começou bem, mas logo perdeu espaço e não deixou saudade
NA MÉDIA
Entre
erros e acertos, Caetano e Mattos fizeram contratações que, se não empolgaram o
torcedor, também não decepcionaram. Talvez pudessem render mais, mas, ao menos
em algum momento, mostraram importância…
– Flamengo
Ayrton – Apesar de não ter
tido tantas chances, não comprometeu
Muralha – Chegou à seleção
brasileira, mas está longe de ser unanimidade
Donatti – Seu potencial ainda
é uma incógnita, já que pouco jogou
Mancuello – Fez
bons jogos, mas alterna altos e baixos
Juan – Já foi titular, mas
perdeu espaço no time
Fernandinho
Longe de ser unanimidade, fez gols importantes
Ederson – Mostrou potencial,
mas excesso de lesões atrapalha
Rafael Vaz
Também não é unanimidade, mas segue como titular
Cuéllar – Com potencial, ainda
luta para mostrar a que veio
– Palmeiras
Alecsandro
Nunca se firmou, mas foi vice-artilheiro do time em 2016
Aranha – Contratado para ser
reserva de Fernando Prass, não fez mais do que isso
Edu Dracena
Reserva na campanha do título brasileiro, ganhou espaço em 2017
Egídio – Alterna altos e
baixos quando tem chance como titular
Andrei Girotto
Pouco badalado, fez gol importante na campanha do título da Copa do Brasil
Fabiano – Apesar das poucas
chances, não compromete quando entra
Kelvin – Viveu bom momento,
mas não conseguiu manter
Leandro Pereira
Teve mais sucesso na primeira passagem, mas também fez gols importantes no
Brasileiro de 2017
Lucas – Alternou altos e baixos
até ser cedido ao Cruzeiro
RECÉM-CHEGADOS
Entre
as contratações de 2017, estão grandes apostas tanto de Caetano, quanto de
Mattos. No Flamengo, chegaram Conca e agora Everton Ribeiro, que podem formar
um meio-campo para lá de estrelado com Diego. No Palmeiras, Borja já chegou com
status de ídolo e, ao contrário dos rubro-negros, já entrou em campo. O trio
conseguirá corresponder às expectativas?
– Flamengo
Berrío – Cercado de
expectativa, ainda está devendo
Rômulo – Começou como
titular, mas foi atrapalhado por lesão
Conca – Ainda não estreou
Everton Ribeiro
Chega com status de craque
Renê – Ainda não teve tempo
de mostrar a que veio
– Palmeiras
Antônio Carlos
Pouco utilizado em 2017
Michel Bastos
Cedo para dizer se foi um erro ou acerto
Borja – Talvez o reforço
mais badalado da “era Mattos”, batalha para não virar maior erro
Felipe Melo
Mostrou qualidade, mas também ainda é cedo para dizer se foi um acerto
Hyoran – Teve poucas chances
de mostrar seu futebol
Juninho – Fez apenas dois
jogos pelo Palmeiras
Keno – Começou bem o ano,
mas acabou perdendo espaço
Luan – Ainda não estreou
Mayke – Também fez apenas
dois jogos pelo Palmeiras
Raphael Veiga
Outro que teve poucas chances até aqui

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