domingo, setembro 27, 2020
Início Notícias P. Victor e Kayke falam de cuidados com luvas e caneleiras.

P. Victor e Kayke falam de cuidados com luvas e caneleiras.

SITE
OFICIAL DO FLAMENGO – O futebol reserva muitas histórias curiosas que por vezes
não são contadas. Os torcedores estão acostumados a assistir seus ídolos
durante noventa minutos, e não imaginam tudo que envolve a preparação deles
para estarem ali dando a vida pelo clube. Para os atletas, não se resume a
entrar em campo. É preciso carregar consigo uma crença, um utensílio que
concede sorte ou realizar um ritual antes do apito inicial. Faz parte do jogo.

Os
roupeiros costumam ser as principais testemunhas destes bastidores da bola.
Moisés trabalha no Mais Querido há 23 anos, passou por todas as categorias
antes de chegar ao profissional, e, por isso, já presenciou de tudo um pouco.
Atletas que usam sempre a mesma sunga nas partidas; a chuteira especial; o
meião da sorte. No elenco atual, conta que há muitos destes casos, mas cita
dois com uma mistura de carinho, admiração e respeito, pois envolve pessoas que
viu iniciarem suas carreiras no clube.
Moisés:
“Kayke usa as mesmas caneleiras desde o mirim”
Uma
delas é Kayke. Moisés esteve nos primeiros treinos e jogos dele vestindo o
Manto Sagrado, em 1998, no mirim. “Presunto”, como é carinhosamente
chamado pelo atacante, diz que é de praxe as categorias inferiores pegarem
material dos atletas mais velhos, quando estes não querem mais, e repassar aos
mais novos. Só não imaginava que, ao entregar um par de caneleiras ao Kayke,
estaria ajudando a iniciar uma relação duradoura.
“As
caneleiras eram mais usadas nos juniores. E as dele vieram por este processo,
não queriam mais e repassaram. Chegaram até a gente, demos para ele, que
gostou. Aí marquei com o nome dele. Agora, quando retornou ao clube, fiquei até
surpreso em ver que está com elas até hoje. E faz questão de deixar dentro da
rouparia para não desgastá-las. É o amuleto dele (risos)”, divertiu-se.
Sobre o apelido, explicou. “Ele me chama assim desde a época do juvenil.
Todo mundo chamava o outro de ‘presunto’, de brincadeira. Eu mesmo chamava ele
assim também (risos). Marcou, ficou até hoje e ele brinca comigo. Conheço o
Kayke desde o mirim, fui o primeiro roupeiro dele”.
O
camisa 27 afirma que só se deu conta de que estava com as caneleiras por tanto
tempo quando chegou ao profissional. Mais de 15 anos depois, garante que
continuam sendo muito úteis e que nunca o deixaram na mão. No entanto, também
sabe que não tem como escapar das brincadeiras dos colegas.
“Até
demorei para perceber esta curiosidade (das caneleiras). Comecei com elas no
mirim, aqui no Flamengo. E foi o Moisés quem me deu, que hoje é nosso roupeiro
no profissional, coincidentemente. Trabalhamos juntos por muitos anos. Eu me
dei conta que elas ainda estavam comigo quando eu já estava no profissional. Aí
eu pensei ‘já que ainda estão comigo…’ Não era uma coisa que levava como
superstição antes dos jogos. Vou fazer de tudo para que durem o máximo de
tempo. O pessoal tira sarro, porque elas não estão nas melhores condições
(risos). Eu tento fazer o máximo para cuidar. Não gosto nem de treinar com elas
para preservar e terem durabilidade maior. Treino com outras, inclusive”,
disse Kayke.
A
respeito do retorno ao clube, não esconde a felicidade por reencontrar amigos
que foram fundamentais no seu crescimento pessoal e profissional. “Essa
minha volta tem sido muito boa, estou muito feliz em reencontrar muitas
pessoas, como o Valtinho (Valteriano), Jorginho (Jorge), Russo (Esmar), Moisés,
Baratinha (Cláudio), Clebinho (Cleber). É bacana, porque a galera do staff é a
mesma de quando comecei. Conviver com essas pessoas é muito gratificante”,
elogiou.
Paulo Victor muda par de luvas com
frequência
O
titular do gol rubro-negro também tem seu ritual de preparação. Todo jogo ou,
no máximo, a cada dois jogos, abre um par de luvas novas. Antes de ir a campo,
porém, usa-as nos treinos com objetivo de testa-las. De acordo com Paulo
Victor, elas chegam com bastante conservante para que a palma esteja boa, e que
o hábito é importante para sentir o máximo de segurança possível durante a
partida. Essa mudança frequente foi acordada com o patrocinador pessoal, a fim
de que possa sempre estar com luvas boas, feitas sob medida, e que melhore cada
vez mais a performance individual. E também para ajudar a perpetuar um gesto
nobre.
“O
pessoal que cuida do nosso material até sabe, o Clebinho, o Baratinha e o
Moisés. Não é superstição nenhuma. E após o jogo, uso bastante no treino e
depois abasteço a rapaziada da base, porque outros goleiros já fizeram isso por
mim também. E que possam, mais à frente, continuarem fazendo com os mais
novos”, ensinou. Moisés faz questão de reconhecer as qualidades do atleta
cuja carreira acompanha de perto há 11 anos. Elogios e torcida para que
continue por muitos anos no clube, não faltam. “É um lutador, guerreiro,
já passou por muita situação difícil, mas hoje vemos quem é o Paulo Victor. Deu
a volta por cima, correu atrás. É muito dedicado com tudo. Está até hoje com a
gente aí, graças a Deus”, comemorou.
Com a
humildade costumeira, Paulo Victor reconhece a importância dos roupeiros na
rotina do CT e retribui cada palavra de carinho.
“Tenho
amizade com todos os roupeiros nestes 10 anos de profissional. Quando cheguei
ao clube, ainda na base, tinha o Moisés e o Baratinha. É gostoso ser querido
por essas pessoas. Vemos a felicidade deles com as nossas conquistas
profissionais. Procuro sempre estar junto, naquelas brincadeiras internas que
sempre existem, com essa alegria que trazem para a gente. Ficamos felizes pelo
carinho que eles têm pelo material, e com certeza o futebol não é só as pessoas
dentro de campo. Essas outras pessoas fazem com que tudo esteja de acordo: as
chuteiras em boas condições, as camisas. Eles limpam minha luvas, sabem que não
gosto que passe nenhum produto, que não sequem no sol. Sabem de tudo que a
gente gosta e fazem da melhor maneira possível para deixarem o atleta sempre
bem para a partida”.
Moisés: ‘cada um com seu xodó’
Desde
o início dos anos de 1990 no Flamengo, Moisés viu algumas promessas vingarem, e
outras, ficarem pelo caminho, mas as histórias, ainda bem, nunca têm fim. E as
conta com gosto. Como disse o goleiro do Mais Querido, pessoas como Moisés são
essenciais para o futebol andar. E enriquecer as resenhas.
“Cada
um tem seu zelo, seu xodó, seu amuleto. Vida que segue (risos)!”, concluiu
Moisés.

MAIS LIDOS

Lincoln cutuca o Palmeiras após grande atuação

O Flamengo entrou em campo na tarde deste domingo, em jogo contra o Palmeiras. O confronto pelo Campeonato Brasileiro por pouco não saiu do...

Hugo Souza encanta torcida do Flamengo

O Flamengo jogou na tarde deste domingo diante do Palmeiras, em jogo válido pelao Campeonato Brasileiro. O Rubro-negro só soube que teria jogo minutos antes da partida começar,já que a...

TST derruba decisão e teremos partida!

O TST acabou de derrubar a decisão anterior de outros dois tribunais, sendo assim teremos partida daqui a pouco diante do Palmeiras, pelo Campeonato...

Delegação do Flamengo embarca para o Allianz Parque

Apesar da decisão da justiça comum, o Flamengo embarca neste momento para o estádio Allianz Parque. A decisão final do TST ainda não saiu...