sexta-feira, setembro 25, 2020
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Painel Tático: Recuado, Alan Patrick melhora o Flamengo.

Painel
Tático – O Flamengo é um dos clubes mais complicados do mundo. A exigência é
alta, o que acaba “cegando” a análise para a realidade. Pra piorar, craques do
passado criaram entidades como a camisa 10, que parece congelada no tempo.
A
rejeição pela qual Cristóvão Borges passa tem motivo: mexidas desastrosas e
proposta não entendida. O 4-3-3 de início (imagem da esquerda) tinha como
princípio ter meiocampistas versáteis que entram na área, têm bom passe e
ajudam na marcação. Com Alan Patrick, um 4-2-3-1 mais móvel (na direita):
Cristóvão poderia ter mantido ele contra Santos e Ponte.

Não
eram 3 volantes. A palavra “volante”, no Brasil, causa espanto e rejeição.
Têm-se como conceito que todo volante é destruidor e ofensivo. Balela. Sobra
clichê e misticismo, falta entendimento.
Contra
o Atlético-PR, Cristóvão mostrou boas ideias: manteve o 4-2-3-1 e recuou Alan
Patrick, com Araújo e Éverton pelas pontas. Sheik e Ederson tiveram liberdade
de movimentação e compromisso de marcação. Time coeso, que dominou o jogo – e
falhou pelo alto nos 2 gols tomados.

É
simples: com um jogador de bom passe e visão mais recuado, o Flamengo ganhava
tempo e qualidade na transição. Observe a imagem. Ederson, Éverton, Sheik e os
laterais estão na frente de Alan: são opções de jogo. O camisa 19 está livre de
marcação. Isso significa que ele tem tempo pra dominar a bola, levantar a
cabeça e escolher o companheiro mais bem posicionado. Isso é…armar o jogo.

Não
apenas armar: mais recuado, um jogador de visão dá opções de ataque. Basta ver
nesse lance, onde Ederson funciona como pivô de apoio a Márcio Araújo, que
passa livre e recebe na ponta esquerda. O camisa 10 armou? Não! Ele fez parte
de um sistema organizado, onde a jogada nasce lá atrás e chega no gol de forma
rápida.

Ok,
sabemos que a nova disposição do Fla deixa o time mais ofensivo, “leve”. E a
marcação? Não fica frouxa? Afinal, não tem o “cão-de-guarda”? Outra balela. O
futebol de hoje passa por uma mudança de conceitos: marcar não depende de
jogadores defensivos, mas sim de movimentos coletivos. Basta ver como o Fla
tentava abafar a saída do Atlético, com pressão no meio e zagueiros “livres”
para não ter opção a não ser o chutão.

Ou
como o time se defendeu de forma compacta, com 2 linhas de 4. Quando todo mundo
tá junto não precisa de pitbull dando carrinho pois o adversário não tem
ESPAÇO. Entender o futebol como um jogo de espaços e não de atributos
individuais é a chave!

Mas
como não existe perfeição no futebol, o Flamengo abusou dos encaixes individuais.
Vamos explicar: encaixe individual é quando um time marca no “cada um pega o
seu”. O meia pelo lado, por exemplo, acompanha o lateral do adversário até
determinada faixa. Qual o problema disso? Se o adversário tem uma movimentação
bem coordenada, consegue tirar todo mundo da posição e abrir espaços. Observe
na imagem abaixo.

A
evolução é lenta e tudo tem seu tempo. Futebol não é vestibular pra ter certo
ou errado: é algo dinâmico, feito por humanos. Formar uma equipe requer
paciência, empatia, apoio…coisas que Cristóvão Borges, seja por má vontade,
racismo (que coisa mais deplorável) ou antipatia, não tem. Mas precisa ter.
Hora de repensar conceitos.

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