domingo, setembro 27, 2020
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Foto: Divulgação

BUTECO
DO FLAMENGO
: Luiz Filho trouxe um belo texto na terça “dissecando” o
Zé Ricardo, Melo elencou os treinadores feitos em casa, tanto os que deram
certo quanto os que foram fracassos retumbantes, Luiz Eduardo, sucinto, desejou
todo sucesso ao nosso novo treinador, interino que seja. Não tenho muito a
acrescentar sobre ele, não tenho nenhuma base para tentar prever como o seu
Flamengo jogará a partir de amanhã. Talvez o 4-1-4-1 que ele usou no sub-20 mas
eu não apostaria. Os jogadores que temos no elenco para fazer esse trabalho de
recomposição pelos lados não seriam meus titulares, no caso Gabriel pela
direita e Everton pela esquerda.

Ao
contrário da grande maioria, eu gosto do 4-3-3. O problema não é o esquema, é a
má execução dele. Com poucos jogadores no meio, muitas vezes em desvantagem
numérica, não dá para William Arão e Mancuello desguarnecerem a posição juntos,
abrindo uma cratera enorme para o coitado do Cuéllar cobrir. Cansei de ver o
argentino no seu ex-clube atuar como segundo volante, criando as jogadas a
partir da defesa, não como meia ofensivo que só Muricy e seu fiel escudeiro
Tata entendiam.
Hoje,
com tudo que eu vi do nosso elenco nesses cinco meses do ano, eu trabalharia
com duas variações, 4-3-1-2 e 4-3-2-1, dependendo do adversário e da
disponibilidade dos jogadores.
Outra
questão importante para mim nessa reformulação meia-boca do departamento de
futebol é o gerente. Também ao contrário da maioria, eu não demitiria o Rodrigo
Caetano. O mercado de executivos nessa área é muito restrito, pouquíssimas
seriam as opções para substituí-lo. Minha solução, a longo prazo, é formar
profissionais de “pele rubro-negra” para trabalhar no clube. Enquanto
isso não acontece, podemos aproveitar o que cada um tem de bom. Todos dizem que
o Rodrigo é excelente negociador mas fraco de vestiário. Nada mais razoável do
que adicionar ao departamento um profissional para fazer essa ponte entre
diretor, treinador e jogadores.
Dos
nomes ventilados nessa semana, o mais preparado talvez seja o Alessandro, que
já faz esse trabalho há alguns anos no Corinthians. Eu, particularmente, não
gosto do Fábio Luciano e Ricardo Rocha e Rodrigo Paiva são piadas.
Para
começar a sair desse buraco em que estamos, Zé Ricardo não terá uma tarefa
fácil. Enfrentaremos a Ponte Preta no domingo de manhã e nossa última vitória
sobre a Macaca foi em agosto de 2005, uma vitória no Luso-Brasileiro com gol do
Jônatas. Pior: desde 1999, foram dezessete partidas e apenas esse triunfo, com
sete derrotas e nove empates. No ano passado, derrota por 1 a 0 em Campinas e
empate no Mané Garrincha.
Bruno
Trinkenreich

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