quarta-feira, setembro 23, 2020
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Para a alegria do senhor Eurico Miranda.

Ser
Flamengo – A primeira semifinal entre Flamengo e Vasco, no último domingo, já
tinha sido um jogo travado, sem tanto futebol, ou quase nenhum e mais pancadas
do que toques de bola. Jonas ficou marcado pela entrada desnecessária naquele
jogo, mas com a confiança de Luxemburgo, foi a campo neste domingo mais uma
vez.
E
infelizmente ou felizmente – porque com o jogo ainda fervente em sua mente, é
difícil fazer uma análise fria e tranquila -, o Maracanã quase lotou para ver
um clássico com mais destemperos e agressividades verbais e físicas do que o
mais puro futebol.
Luxemburgo
mandou o Flamengo num 4-3-3 com três volantes. O que pratica e literalmente foi
um recado ao Vasco da sua ingenuidade. O típico “pode vir pra cima porque o meu
time não terá cabeças pensantes”. Eram Jonas, Márcio Araújo e Luiz Antônio.
Inclusive o terceiro saiu no intervalo sem sequer ser notado. Apenas cobrou uma
falta em que a bola passou com certo perigo pelo gol de Martín Silva.
O
Vasco jogou no 4-4-2 com uma marcação insuportável – verdade seja dita – e um
ataque que não tem tanta qualidade assim, mas o fato de o Flamengo estar
acéfalo no meio-campo ajudou bastante.
E o
gol da classificação do Vasco, saiu aos 16 minutos do segundo tempo. Serginho
entrou na área em arrancada e disputou na velocidade com Wallace. O zagueiro
rubro-negro encostou e Serginho ao chão se foi. Pênalti mal marcado, que
Gilberto bateu e converteu, fazendo o único gol do jogo.
Luxemburgo
ainda fez mais alterações durante o jogo. Saíram Marcelo Cirino e Everton, para
as entradas de Eduardo da Silva e Gabriel respectivamente. Ele trocava seis por
meia dúzia, mas como não tinha ninguém que o “avisasse” isso, vida que segue.
Do outro
lado, o Vasco seguiu fazendo seu jogo. Tinha total domínio da partida, tocava a
bola, marcava muito forte e, para sua sorte também, tinha um Flamengo
atordoado. Wallace que reclamara muito do pênalti, seguiu em ânimos enfurecidos
até o fim do jogo, o time não funcionava, Paulo Victor por vezes abandonava o
toque ao jogador mais próximo e disparava chutões pra frente na esperança que
alguém resolvesse. E o time em si foi isso: chutão pra encontrar alguém que
pudesse decidir. Marcelo Cirino, Gabriel, Everton, quem fosse. Foi com certeza
uma das piores atuações do Flamengo nesta temporada até aqui.
Suposições
e mais suposições em relação ao campeonato e à federação permeiam e ainda irão
martelar mais ainda na cabeça de torcedores de Flamengo e Fluminense até que o
campeonato acabe e seja “esquecido”. Wallace continuará com a imagem do cartão
recebido por um pênalti que não cometeu; Luxemburgo provavelmente não esquecerá
de seus três volantes e seu medo de vencer,; o árbitro do jogo.. bem, ele tem
consciência do que fez(ou não fez) – como por exemplo, ao não punir com cartão
amarelo Gilberto por ter ido comemorar seu gol junto à torcida, subindo a
escada posta atrás do gol de Paulo Victor. E o mais feliz no fim das contas é o
senhor Eurico Miranda, que conseguiu hoje o que o faz mais feliz: bater no
Flamengo(não importa como).
Germano Medeiros

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