quinta-feira, outubro 1, 2020
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Para Tostão, Flamengo pode evoluir bastante.

Foto: Jorge William /Agência O Globo

FOLHA DE SÃO PAULO: Pelas entrevistas dos técnicos
brasileiros, parece que todos os times jogam um futebol moderno. Não é o que
vemos na prática, por causa da pouca qualidade individual, da incompetência dos
treinadores em fazer com que os jogadores executem bem o que foi planejado,
porque alguns técnicos escutam o galo cantar, mas não sabem onde, pelos vícios
acumulados durante um longo tempo ou por tudo isso.

Houve várias evoluções, mas continuam, com frequência, o
excesso de chutões, de bolas lançadas na área, os enormes espaços entre os
setores, a pouca aproximação dos atletas para trocar passes e os zagueiros
encostados à grande área, mesmo quando o meio-campo avança. Pelas tantas
críticas a Marcelo Oliveira, parece até que o Palmeiras é o único time que
comete erros na maneira de jogar.
Outra deficiência do Palmeiras e de várias equipes é a má
distribuição dos jogadores no gramado. Seja quem for escalado ou qual o sistema
tático utilizado, o Palmeiras tem sempre um atacante pela esquerda, que volta
para marcar, e não tem um pela direita. O armador escalado por este lado marca,
mas não avança como um ponta. O lateral direito Lucas, que apoia bem e tenta
ocupar o espaço mais à frente, não tem ninguém para trocar passes. Aí, joga a
bola na área.
Contra o Tricordiano, o Cruzeiro cometeu o mesmo erro.
Havia um atacante pela esquerda (Alisson), uma dupla pelo centro (De Arrascaeta
e Willian), um trio no meio-campo, e ninguém avançava pela direita. O lateral
Fabiano, sozinho e sem habilidade, se limitava a jogar a bola na área, para
contar com a sorte.
O Flamengo pode
evoluir bastante, pois tem três bons jogadores no meio-campo. Porém, contra o
Fluminense, o argentino Mancuello, excepcional nas bolas paradas, não sabia se
atuava como um meia de ligação, à frente dos dois volantes, ou mais recuado e à
esquerda, na linha do armador pela direita (Willian Arão). O volante mais
recuado e pelo centro, Cuéllar, marca bem e tem bom passe.
Prefiro, no meio-campo, em vez de dois volantes, um ao lado
do outro, e mais um meia-de-ligação, o que é mais habitual, um trio formado em
um triângulo invertido, com um volante, pelo centro, e um armador de cada lado,
que marcam e atacam, como jogam o Corinthians, o Barcelona e outras equipes.
Quando o time perde a bola, tem três para marcar no meio, em vez de dois, e,
quando a recupera, avança com dois armadores, em vez de um.
Independentemente do sistema tático, há uma tendência de
jogar com apenas um volante e de ter cinco jogadores que marcam no meio-campo
(um volante, um armador de cada lado e dois pontas que voltam) e de atacar com
cinco (dois armadores, dois pontas e um centroavante).

Não há mais razão para definir a maneira de jogar pelo
sistema tático desenhado na prancheta, já que os jogadores não param de correr,
ocupam mais de uma posição e executam mais de uma função durante a partida. O
sistema tático muda a cada momento e, algumas vezes, independe das orientações
do técnico, embora parte da imprensa insista em explicar tudo o que acontece no
jogo por uma sacada genial ou uma besteira cometida pelo técnico.

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