terça-feira, setembro 29, 2020
Início Notícias Patrocínios da CBF poderiam estar nos clubes.

Patrocínios da CBF poderiam estar nos clubes.

Lancenet
– Os números financeiros de 2014 dos clubes e da CBF começaram a ser divulgados
e uma realidade que há uma década venho alertando se torna cada dia mais clara
no futebol brasileiro.

Enquanto
na Europa os grandes clubes abocanham as maiores receitas com patrocínios na
comparação com suas confederações nacionais, no Brasil ocorre exatamente o
contrário. Os valores recebidos com os patrocinadores pela CBF são
infinitamente superiores aos contratos assinados pelos maiores cubes
brasileiros.
Em
2014, tivemos a ascensão do Flamengo, que atingiu R$ 80 milhões com
patrocínios, um número extraordinário, considerando que em 2012 os patrocínios
do clube da Gávea foram de R$ 34 milhões. O Corinthians na segunda colocação
gerou R$ 64 milhões com seus patrocinadores. Os demais clubes brasileiros
quando muito conseguem R$ 35 milhões por ano.
A CBF
em 2014 atingiu o incrível número de R$ 359 milhões, um aumento de R$ 81
milhões em relação a 2013, crescimento de 29%. Desde que o Brasil foi escolhido
com sede da Copa de 2014 em 2007, as receitas com patrocínio da CBF subiram
452%.
Um
contrato de patrocínio da CBF, como o da Ambev, por exemplo, que rende mais de
R$ 31 milhões por ano e equivale a toda a receita com patrocínios de boa parte
dos clubes brasileiros. 
Os
ganhos da CBF com seus patrocinadores representam o faturamento somado com
patrocínios de Corinthians, Flamengo, Santos, São Paulo, Internacional, Vasco
da Gama, Atlético-MG, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro e Fluminense. Mas qual o real
motivo para tamanha discrepância nos valores?
A
resposta é que desde o início da gestão de Ricardo Teixeira, a CBF focou suas
atenções e principalmente decisões no fortalecimento da seleção brasileira, a
sua galinha dos ovos de ouro. A relação com as federações com os falidos
estaduais, o Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil sempre foram renegados a um
segundo plano pela entidade máxima do futebol nacional.
Nossas
competições são desorganizadas, seus resultados são definidos no tapetão, não
têm apelo comercial, as audiências televisivas estão despencando e para piorar
nossos times e competições são inexpressivas globalmente. Essa é a consequência
do descaso da CBF com o produto futebol brasileiro e do silêncio dos clubes com
tudo isso.
Bem
diferente do mercado europeu, em que os grandes clubes faturam muito mais que
suas Confederações Nacionais. O exemplo da Espanha é emblemático, já que Real
Madrid e Barcelona vivem o oposto dos nossos clubes. O Real fatura R$ 686
milhões com marketing, enquanto que a Real Federação Espanhola R$ 113 milhões.
Já o Barça gera mais de R$ 573 milhões.
Isso
se repete nos mercados que as Ligas são fortes como Inglaterra, Alemanha e
Itália. Os clubes são infinitamente mais importantes para o mercado
publicitário que suas seleções.
Infelizmente
nossos clubes permanecem umbilicalmente ligados à CBF, mas não perceberam que
boa parte de sua baixa receita com patrocínios está diretamente atrelada ao
enfraquecimento mercadológico dos clubes frente ao fortalecimento da Seleção,
totalmente internacionalizada.

Qualquer
mudança depende dos clubes. Resta saber quando vão perceber tudo isso.

MAIS LIDOS

Grupo City fica perto de contratar Lincoln

O Fla hoje possui uma das bases mais promissoras do futebol sul-americano. Ao longo dos últimos anos, vários atletas de muita qualidade técnica foram negociados...

Agente se revolta e não descarta a saída de Lincoln

O Flamengo mediu forças diante do Palmeiras, na tarde deste domingo, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. O time Rubro-negro foi a campo com...

Segundo Fábio Sormani, Flamengo usou de “laranja” para se beneficiar

Na tarde desta segunda-feira, o grande e responsável jornalista Fábio Sormani soltou mais uma daqueles declarações complicadas de se ingerir numa rede de televisão....

Presidente do Sport admite interesse em contratar atacante do Flamengo

O Flamengo possui uma das bases mais qualificados do futebol sul-americano. O Rubro-negro se acostumou a fazer grandes negócios com o mercado da Europa,...