domingo, setembro 27, 2020
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Perder, perder, perder…

MAURO
CEZAR PEREIRA – Flamengo e Fluminense têm o mesmo número de derrotas dos
vascaínos, na lanterna do Brasileiro: 16 cada. Os três cariocas perderam 48 nas
96 vezes que foram a campo, ou seja 50%. Derrotados em metade das partidas.
Deprimente.
Se o
hino rubro-negro aborda o “vencer, vencer, vencer”, o slogan dos três
em 2015 deveria ser “perder, perder, perder”. Trajetórias pífias que
envergonham as torcidas e mostram que há várias maneiras de se fazer as coisas
erradas.
O
Flamengo paga dívidas e é exemplo de gestão, mas passa longe disso no futebol.
Reformulou e qualificou o elenco, se desfez de jogadores que não davam retorno
e contratou um candidato a ídolo. Mas o time perde e parece nem ligar.
Falta
de “DNA vencedor”? Pouco empenho? Conformismo? Um pouco de cada. Fato
é que embora não tenha time para ser campeão, o elenco rubro-negro deveria não
perder tanto. Assim lutaria pelo menos pelo quarto lugar, que se distancia.
A
exemplo do rival, o Fluminense também se reestrutura administrativamente, faz
belo trabalho de base, aproveita os meninos e sobrevive bem sem a Unimed a
apoiá-lo. Mas ainda assim tem campanha que sequer o livra do risco de queda.
Sim,
pode faturar a Copa do Brasil, o elenco é capaz, apesar de contratações ruins
simbolizadas pela aventura “R10”. Mas troca de técnico mais do que o
Flamengo, que já chegou a três em 2015. Eduardo Baptista é o quarto no ano
tricolor.
O
Vasco vendeu ilusão à torcida. A idéia do respeito que teria voltado, maquiada
pela conquista do cada vez menos relevante estadual. Luta contra o terceiro
rebaixamento em sete anos e vive o choque de realidade imposto pela Série A.
Cada
um a seu jeito, os três erram e envergonham seus torcedores. São 16 derrotas
para cada, enquanto o Corinthians perdeu quatro vezes em 32 rodadas, o Sport
sete, Atlético Mineiro e Grêmio oito cada, e Ponte Preta nove.

elencos mais baratos, bem colocados e que não perdem com o gosto que os
cariocas parecem demonstrar pelo fracasso neste ano. Não admitir isso será mais
uma derrota, que prepararia para outras tantas em 2016. Seja la em que série
for.
A matemática vascaína
Em
2014 os times do chamado “Z4” tinha mais pontos somados do que os
quatro últimos do momento, na rodada 32. Eram 128 contra os atuais 124, número
idêntico ao de 2009, ano do “milagre tricolor” que levou o Fluminense
a escapar com uma incrível arrancada final.
A
questão para os vascaínos hoje é: qual será a pontuação necessária para
sobreviver na primeira divisão? Se for como em 2009, a luta será terrível, pois
o Fluminense escapou com 46 pontos. Já no ano passado míseros 40 bastaram para
livrar o Palmeiras de nova queda. Drama até o final.

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