quarta-feira, setembro 23, 2020
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Perguntas e respostas sobre a gestão do Flamengo.

Buteco
do Flamengo – No post de semana passada, fiz perguntas para os butequeiros
sobre suas impressões sobre o futebol do Flamengo. No total, 25 responderam,
muitos outros comentaram sobre este e assuntos diversos. Tentarei fazer um
apanhado e dar minha versão sobre as perguntas, sobre o clube. Não sei se por
sorte ou azar, não consegui assistir ao clássico de domingo (e nem assistirei),
e pra ser sincero, em pouco ou quase nada influenciou em minhas respostas.

A
primeira questão foi: Rodrigo Caetano é
um bom nome? Você o manteria para 2016? Por que?
Para
minha surpresa, 22 dos 25 disseram que sim, manteriam. Juro que não esperava
por esta resposta. Penso que nesta enquete, 88% de aproveitamento algo muito
considerável. Duas pessoas disseram talvez e apenas um, mandaria Rodrigo
Caetano embora no final da temporada. Boa parte destas respostas ressaltaram a
autonomia ou falta dela, além disso outra resposta bastante comum foi a limpa,
e a esperança sobre a barca de 2016. Ressaltaram muito, também ser um dos
melhores profissionais disponíveis.
Foi
dito durante esta e outras perguntas sobre a autonomia do Diretor-Executivo.
Tenho dúvidas sobre esta autonomia, acho que ele teve sim, mas responderei
melhor nas próximas questões. Restringindo-me à questão, sim, Rodrigo Caetano
foi aprovado pelo Buteco. Minha resposta é TALVEZ. Não tenho certeza se
manteria Rodrigo Caetano. Não sei qual é a dele. Francamente, ele no penúltimo
dos casos é o profissional responsável por tudo o que acontece no departamento
de futebol. É pago, e muito bem pago, para gerir o departamento. Ele é o 01, o
responsável. Em último caso, o comitê do futebol (com o presidente incluso) são
os responsáveis pelas diretrizes, por apontar os caminhos, a execução passa por
ele. Vejo que pouco da responsabilidade é jogada sobre seus ombros. Por isso,
não sei se o manteria.
A
segunda questão foi: Falta algum cargo
ou nome em alguma posição de comando entre o diretor executivo e o treinador?
Qual? E por que?

muita confusão sobre funções, até pela falta de conhecimento. Das 25 respostas,
11 disseram que sim, falta gente; oito disseram que não falta ninguém e seis
disseram que ão sabem ou talvez. Minha resposta? Sim. Faltam três funcionários
no departamento de futebol. Falta a integração com os outros setores do clube,
dividiria o departamento de futebol em dois: desportivo e administrativo. Minha
ideia seria ter um gerente desportivo que fizesse a integração entre o Diretor
e o treinador, além de promover uma transição melhor entre base e
profissionais. O ideal é que esta pessoa seja “do mundo do futebol”, bem
preparada para assumir o cargo e não necessariamente ex-atleta do Flamengo.
O
diretor administrativo, como já disse faria a integração entre o departamento e
administração e lidaria com funcionários “híbridos” entre os setores. Cuidaria
de administração, jurídico, marketing, comunicação, etc., específicos para o
futebol. Além destes, precisa de um supervisor melhor, que possa avaliar o
desempenho de todos, constantemente, um que possa implementar processos de
avaliação com maior firmeza e qualidade.
A
terceira questão foi: O que você faria
para melhorar os processos internos hoje e o que faria para 2016 (governança,
avaliações, organograma…)?
Esta é
a resposta mais difícil das perguntas aqui. E ela consta no questionário de
propósito. Muitos foram os conceitos exemplificados como melhorias para os
processos internos e citarei: Agilidade foi o principal, o mais pedido; comitê
do futebol também teve destaque, com uns contra, outros à favor, eu entre os
quais; negociação, cobrança, métrica, desempenho, metas, avaliações,
imprecisão, investimento em estrutura física, definição de papéis. Outro
conceito muito reproduzido foi a falta de conhecimento sobre o departamento,
justo. Em minha visão, a resposta está em dois conceitos complementares:
GOVERNANÇA e TRANSPARÊNCIA.
Com
estes dois conceitos, se evoluídos, fica mais fácil para todos, de fora e de
dentro, remarem para o mesmo lado. Esta resposta cabe não apenas para o
futebol. No nível macro, o Flamengo é um clube dos mais transparentes do
Brasil, se não for o mais, porém não o suficiente. Não se trata de interferir
nas funções de cada funcionário, mas em um lugar melhor organizado pode se
exigir maior transparência. E o Flamengo faz esta transição se mostrando uma
empresa organizada. Um passo a se considerar.
A
questão da transparência também é muito cara a mim e a boa parte dos
interessados (não somente a torcida). O Coritiba, por exemplo, tem um ótimo
portal da transparência, o do Flamengo é bom, porém necessita de maiores
informações, como por exemplo o Manual da marca do clube, que pode e deve estar
exposto no site, para qualquer um. Organograma do clube é um outro aspecto
relativamente simples, que abre a todos o funcionamento do clube, incluindo as
‘job discriptions’ para que conheçamos as funções de cada setor,
independentemente do funcionário que esteja a executando no momento. Quem são
onde e como trabalham os funcionários do Flamengo?
A
medida de informar com transparência acabaria com boa parte do disse me disse
entre sócios e torcedores, já que o Flamengo é um clube social de interesse
público. Ficaria no mínimo simpático a torcedores e parceiros (futuros e
presentes). Um Plano de metas também deve ser disponibilizado, já que o clube
já é tocado por profissionais no dia a dia. Abaixo do Fred Luz são todos
profissionais, ou seja, somente os VPs, o Presidente, além dos conselhos, são
amadores. Isso é claro, porém não “nítido”, “palpável”. Onde o Flamengo quer
chegar? Como e quando?
Detalho
melhor a resposta em um post sobre governança e avaliação de desempenho no
futebol do Flamengo. Para quem quiser ler e relembrar clique aqui.
A quarta
questão foi: Você está satisfeito com o
trabalho de Oswaldo Oliveira? Você o manteria para 2016? Por que?
Tentarei
ser o mais rápido e objetivo nesta questão. O Buteco disse SIM. Com ressalvas.
Dos 25 que responderam, 17 gostariam da permanência do treinador, oito disseram
ter dúvidas, mas ressalvaram positiva ou negativamente e nenhuma opinião foi
contrária. A minha é não. Eu NÃO manteria Oswaldo de Oliveira. E nada tem a ver
com o jogo de ontem, que repito, não assisti. Penso que o Flamengo tem que dar
um salto de qualidade no departamento. Não acho que seja um nome ruim, mas
precisamos de excelência. Que se comece pelo comandante.
Encontrar
a esse nome não é tarefa das mais simples. Manter este nome encontrado, também.
Precisamos dar respaldo, segurar, planejar e executar. Acabar com essa troca de
técnicos, mas tem que ser um nome forte, que possa dar o salto junto com o
clube. O nome “nacional” seria Levir Culpi. Minha preferência é para um
estrangeiro e o Flamengo tem um histórico de treinadores estrangeiros que
trazem ar fresco para as ideias no futebol. O intercambio sempre funcionou em
nosso caso.
Aguirre,
ex-Inter, seria um nome de transição, para quando as finanças ficarem melhores
ainda, para quando pudermos trazer nomes como Sampaoli ou um nome Europeu,
mesmo de clube médio que tenha bom trabalho no velho continente. Todos esses
caras teriam que contar com a estrutura, a confiança e a paciência dos
dirigentes, pra não acontecer o que aconteceu com o Osório no São Paulo, que
seria um bom nome, também. Aliás, trocaria Oswaldo por Osório, por exemplo.
A
quinta questão foi: O que falta no
futebol do Flamengo? O que você faria nesta semana? O que você faria para 2016?
Como implementar e por que?
Para a
semana que passou, a exigência básica foi treinamento intensivo e preparação
para o classico, mas parece que não adiantou… tem uma tese do Grande Mouta,
que começa a me convencer: “Quanto mais o Flamengo treina, pior fica”… Para
2016 muitos foram os conceitos, também. Conceitos como: ambição, base,
identidade, reformulação do elenco, jogadores de peso, responsabilidade (dos
atletas), profissionalismo, mudança de perfil do elenco. Teve um curioso, “mais
treinamentos na praia”, que vinha seguido de “cobrança”, o que faz mais
sentido, pois se pensou no contato com a torcida. Também teve sugestão de nomes
para o elenco e “Tratar o futebol como as finanças”.
A
resposta mais esperada por mim e citada por alguns foi o término do Centro de
Treinamento. Pode não parecer, apesar de ser uma exigência cada vez mais citada
pela torcida, mas o clube precisa terminar as instalações dos profissionais. Na
minha opinião, precisa definir o que deseja de um CT e cortar o que for
supérfluo. Mas tem que acabar! Deve saber qual o caminho. Falo sobre isso em
duas outras colunas, para quem quiser reler e conferir. Vale buscar: Aqui e aqui.
A
sexta questão foi: Sem o Maracanã, onde
poria o Flamengo pra disputar as partidas? Qual seria decisão?
Essa é
uma resposta de caráter mais pessoal do que técnico. Eu sou fissurado neste
assunto, como os que acompanham sabem, não consigo enxergar possibilidades
políticas de resolução desta questão. Essa é minha maior frustração. O tempo
vai passando e não vislumbramos solução. Tecnicamente, já dei diversas
sugestões. A maioria deseja uma solução na cidade do Rio de Janeiro, outros um
clube itinerante. Faria um modular na Gávea para 20.000 pessoas e depois um
projeto consistente. Com ou sem Maracanã. Este modular seria um belo teste para
se pensar e cobrar coisas maiores para o futuro.
A
última pergunta, como já ressaltado semana passada é uma questão de um dos
grupos postulantes à presidência do clube, em dezembro: O que privilegiar em 2016: Finanças, Futebol ou Patrimônio? Como e por
que?
A
resposta dos sócios foi Finanças. Com certa vantagem sobre futebol e
patrimônio. No Buteco houve quem contestasse a esse questionamento, com pessoas
dizendo que a pergunta era ruim. A resposta foi bem distribuída. Dos 25 que
contribuíram, quatro falaram diretamente sobre finanças, quatro sobre patrimônio
e seis sobre futebol. A questão era a mais objetiva de todas, mas as respostas
foram as mais subjetivas possíveis.
Não
fiquei louco ou burro (rs), sei que 4 + 4 + 6 = 14. A maior parte das respostas
foram para EQUILÍBRIO. Vocês são loucos! Não dava pra responder o que
perguntei? Futebol é um esporte apaixonante e o Flamengo, nossa razão de estar
aqui, transformou nossa torcida em uma torcida mais racional, mesmo vindo de
duas derrotas consecutivas (agora três, e uma goleada para um rival). Foram 11 pessoas
que responderam equilíbrio, e mesmo assim, muitos dos que ão responderam
equilíbrio tocaram no conceito de alguma maneira.
Como
podem perceber, as respostas são mais complexas do que se poderia imaginar.
Futebol não é tão simples e os fatores que podem influenciar uma vitória ou uma
derrota no futebol brasileiro são muitos, o que se comprova na multiplicidade
de respostas que recebi, e inclusive, nas minhas próprias respostas, já que
elas se entrelaçam nos temas das outras perguntas. O todo é complexo e
entrelaçado, um aspecto influencia diretamente no outro. Isso não nos
transforma em “selfie boys” ou em “coxinhas”. Os tempos são outros e teremos de
conviver com isso. O Flamengo é múltiplo e uno. Desejamos um clube mais forte,
o mais forte. Obrigado à rapaziada que respondeu! E a todos os leitores
silenciosos ou não.
Luiz
Filho

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