segunda-feira, setembro 28, 2020
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Plano de segurança não foi cumprido em Flamengo x Palmeiras.

Foto: Divulgação / PMDF

ESTADÃO:
Os organizadores do jogo entre Flamengo e Palmeiras, que acabou em confusão na
tarde de domingo, 5, não cumpriram o detalhamento de precauções apresentado à
Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal. A briga
entre membros das organizadas ocorreu porque uma torcida ficou “muito
próxima” da outra no estádio Mané Garrincha, em Brasília, conforme
informações da SSP e da Polícia Militar.

Coube
ao mandante da partida, no caso o Flamengo, a organização do evento. A empresa
que o clube contratou para fazê-lo terá de “arcar com os gastos
provenientes do mau uso do local”, afirmou a secretaria, já que, de acordo
com o contrato, as instalações deveriam ter sido entregues da mesma forma que
estavam antes do jogo. Os prejuízos no estádio ainda estão sendo calculados.
No
detalhamento apresentado pela empresa à secretaria, havia previsão de
isolamento de cinco blocos de cadeiras nas arquibancadas, cada um com 1,1 mil
lugares. Porém, alguns assentos foram ocupados indevidamente pelos torcedores.
O mesmo ocorreu com os corredores de acesso às arquibancadas, que tiveram os
isolamentos derrubados pelos torcedores palmeirenses envolvidos na briga.
O
Flamengo não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O Estado também
tentou contato com a administração do Mané Garrincha, mas não obteve retorno.
Até a
noite de segunda-feira, o torcedor rubro-negro Evandro Gatto, de 47 anos,
seguia internado em estado grave, mas estável, no Hospital de Base. Conforme
boletim médico, não há previsão de alta. Ele está na Sala Vermelha, onde há
equipamentos semelhantes aos de uma UTI.
De
acordo com a Polícia Civil, a condição de saúde do torcedor não permitiu sequer
que ele se manifestasse sobre seus agressores. Outras duas vítimas tiveram
ferimentos no rosto e também “não conseguiram verbalizar qualquer
informação”, diz o boletim de ocorrência ao qual o Estado teve acesso.
A
confusão generalizada começou no intervalo e teve prosseguimento após o fim da
partida do Campeonato Brasileiro, que terminou em 2 a 1 para o Palmeiras.
Seguranças do estádio tentaram conter o confronto, mas não conseguiram. Cerca
de 350 policiais foram acionados e usaram gás de pimenta e bombas de efeito
moral para dispersar a briga. Os torcedores reagiram invadindo a área de bares
do estádio e arremessaram lixeiras contra os policiais. Três sargentos saíram
feridos – um com o nariz quebrado.
Foram
conduzidos à delegacia 21 palmeirenses, de idades entre 18 a 31 anos, que foram
identificados e logo liberados, já que não houve flagrante. A Polícia Civil
informou que alguns deles, mesmo com ferimentos, não aceitaram ser submetidos a
exames periciais. As investigações devem apontar os crimes que cada um,
individualmente, cometeu. A maioria deve responder por lesão corporal.

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