segunda-feira, setembro 28, 2020
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Pode ser.

ELEIÇÕES
FLA 2015 – A experiência me ensinou a não emitir opiniões de cabeça quente.
Busco exercitar essa prática sempre que possível. Por essa razão esperei quase
um dia para comentar o jogo do Flamengo na 30ª rodada do Brasileiro. Mais uma
vez nos favoreceram os resultados dos nossos concorrentes diretos pela quarta
vaga na Libertadores. Excetuando a partida do Santos, a se realizar hoje, três adversários
diretos pela vaga foram derrotados na 30ª rodada. O dever de casa do Flamengo,
embora sem o mando de campo, era vencer um clube no Z-4 que não ganhava de
ninguém em casa há várias rodadas. O time rubro-negro não só perdeu mais uma
partida estratégica, como foi humilhado por um placar injustificável de 3 x 0.
Incomoda
mais o fato de estarem descansados, treinados e com os salários em dia. A
ausência do Guerrero não pode ser considerada desculpa. Ganhamos jogos sem ele
e jogaremos outras vezes sem ele. Aliás, jogamos sem o Zico há muito tempo e
continuamos sendo campeões. Continuamos a ver jogadas bisonhas, desinteresse e
irresponsabilidade de jogadores veteranos, como o Sheik, por exemplo. Não
bastasse o número absurdo de cartões recebidos por um quarentão metido a
esperto, agora ele compromete o time perdendo bolas imperdíveis e mortais para
a defesa.
Tudo
indica que faremos parte daquele grupo que “não transa nem sai de cima”, o
chamado “Feliz 2016”. Haverá quem comemore não passar pelos estertores do “cai
não cai”. Eu não pertenço a essa estirpe de torcedor. Fui mal acostumado pelo
Flamengo, a começar pelo hino: VENCER, VENCER, VENCER!  Estou saturado de promessas descumpridas, de
prazos adiados, de desculpas atribuídas à recuperação financeira do clube. Está
evidente ser um problema de planejamento, controle e administração. O
planejamento para 2016 deveria começar em 2015, o controle do futebol deveria
estar na mão de quem entende e a administração superior precisa dar tempo aos
competentes, não aos incompetentes.
Fora
de campo, persiste a queda de braço entre as duas principais chapas postulantes
à presidência em 01/01/2016, com ampla vantagem para a situação. Ambas, porém,
tentam puxar para si as realizações do mandato atual. Mas, que realizações? As
financeiras não se discute.  E as
referentes ao futebol? Logo dirá o exército da blindagem em sua tradicional
“operação abafa”: “está sentindo falta das tetas, saudoso das gestões
perdulárias?”. Não, patrulhadores, quero um futebol melhor, com o mesmo
dinheiro gasto nos três últimos anos. Quero mais competência na gestão do
futebol, mais planejamento e menos contratações desesperadas. Não foi que vi
fazerem nenhum dos três postulantes à presidência, atuando ou representando
agora os mandatos que os trouxeram a concorrer.
É isso
que preocupa. Promessas, promessas, nada mais do que promessas. O ano do
futebol seria 2014, depois 2015, agora talvez seja 2016. E os resultados estão
aí. Dirão os blindadores: houve evolução! É, embora o campeonato ainda esteja
em curso, parece que haverá. Pouca. Quase insignificante do ponto de vista da
grandeza do Flamengo. Mas, as finanças vão bem. Pode ser.
MAGIA
NELES!
Alexandre
Fernandes

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