quarta-feira, setembro 30, 2020
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Poderá Luxemburgo superar 2014?

Espaço
do Fla – Remando contra a maré de azar (e incompetência) que arrastava o
Flamengo para as profundezas da Série B, Vanderlei Luxemburgo chegou herdando o
cargo de Ney Franco, apenas sete pontos acumulados e a desconfiança depositada
no inoperante Flamengo do Brasileirão do ano passado, com um discurso realista
e implorando pelo apoio do torcedor. Como num passe de mágica, o time começou a
vencer (o que só havia feito uma única vez em onze rodadas) e se afastar da
intitulada “zona da confusão”. Agora, o treinador, mais ambicioso, quer, no
mínimo, a vaga para a Copa Libertadores do ano que vem. A torcida, no entanto,
ficou reticente após o fracasso retumbante do Estadual que abriu caminho para o
Bacalhau sair da fila. Seria utópico objetivar o gê-quatro? A verdade é que em
2014 o Flamengo de Luxemburgo por pouco não alcançou “índice” para tal.
Lembremos
que de forma messiânica Vanderlei resgatou o Flamengo da lanterna e o colocou
numa sincera décima colocação tendo em mãos um elenco reconhecidamente pior que
o atual, mesmo sem os aclamados “tiros certos”. Foram quarenta e cinco pontos
conquistados em vinte e sete rodadas, um aproveitamento superior a cinquenta e
cinco por cento, mais que o Atlético Mineiro (54%), quinto colocado. Se
considerada a competição apenas após a estreia de Luxemburgo, o Flamengo foi o
sexto melhor time do Brasileirão em 2014. E olha que perdeu pontos para São
Paulo e Palmeiras em partidas que poderia ter ganhado.

Claro
que Vanderlei não foi o único responsável pela façanha somente comparada ao
Flamengo de Joel Santana em 2007 (que inclusive classificou o time para a
Libertadores saindo da zona de descenso, mas contava com jogos a menos que os
demais e em casa). Houve um alinhamento de fatores mais ou menos importantes: o
trabalho nos bastidores do ex-diretor de futebol Felipe Ximenes (sim, ele foi
fundamental ao trazer jogadores como Canteros e Eduardo da Silva e absorver o
desgaste do departamento e a guerra de vaidades que resultou na sua demissão),
a chegada de Alexandre Wrobel à vice-presidência do Futebol (com uma proposta
mais conciliatória e decisões mais gerenciais e menos passionais se comparado
ao antecessor Wallim Vasconcellos), a ascensão de Paulo Victor e Everton
(principais jogadores no segundo semestre) e, essencialmente, o apoio da
torcida rubro-negra, que abraçou o time durante a reação.
A
maior parte dos torcedores compara o Flamengo com os demais concorrentes ao
gê-quatro. Eu prefiro comparar o time de hoje com o de ontem e, assim, concluo
que o elenco está mais forte, com mais opções, mais equilibrado e competitivo.
Claro que há carências mas não existe equipe perfeita no futebol brasileiro. O
problema é justamente o principal jogador de Luxemburgo: o décimo-segundo, que
no ano passado entrou em campo e com a eliminação no Estadual está reticente.
Mesmo sem confiança tem de haver esperança. Afinal se o Flamengo de 2014 pôde o
de 2015 pode mais.
Mauro
Sant Anna

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