domingo, setembro 27, 2020
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Ponte da esperança?

Fotos: Rodrigo Coca

CANELADA:
Todo filme americano de desastres naturais que destroem o país, terrorismo ou
de super-heróis que acabam com tudo para destruir os vilões, tem quase como uma
personagem principal a ponte de San Francisco, sendo destruída, ou usada para
chegar a um objetivo maior do filme.

É de
se pensar quantas perseguições de carros seguidos de acidentes cinematográficos
já vimos na bendita. Quantas cenas importantes. Muito mais que uma ponte. Uma
entidade. Uma ponte, transformada em mito.
Pontes
ligam algo a algo. Cidades a cidades, Rios a Niteróis, Juazeiros a Petrolinas.
Enfim…
A
ponte de Manhattan é vermelha, mas uma Ponte Preta acabou ligando hoje uma
Nação inteira ao que estávamos precisando quase que desesperadamente:
Esperança
e mística!
Não é
nem preciso provar. Você sabe meu amigo, bastou uma vitória pra você aí, lá no
fundinho da alma, ter aquela esperança mística nesse resultado.
Admite!
Vencer
a Ponte Preta não é nenhum mérito enorme, coisa de outro mundo, mas há 17 anos
não os vencíamos lá! Querendo ou não, era um tabu, e nos tempos de hoje meu
amigo, qualquer vitória é uma coca-cola no deserto.
Admite
que você tá aí se tremendo por dentro, sem querer expôr muito pra não ser
enganado novamente, com o técnico interino que chegou desacreditado pra
comandar o time, primeira vitória no seu primeiro jogo, virada fora de casa,
prata da casa, técnico flamenguista na pura definição.
Você
lembrou de 2009, pode admitir!

esse braço a torcer!
Tenho
certeza que você já falou “Rumo ao Hepta” depois do jogo.
Não há
coisa mais flamenguista que essa mística, sabia?! Isso move o flamenguismo
desde que o Flamengo se deu por Flamengo. A crença da Nação permeia o senso
lógico dos pés-no-chão, destrói as projeções dos exatos e embaralha a mente dos
bons-sensos, fazendo-os ficarem desacreditados e incrédulos em como o Flamengo
quebra paradigmas. Em 2009 foi assim!
Andrade
chegou, foi ganhando, ganhando, ganhou o vestiário, ganhou a Nação. A torcida
sentiu que era ele, que era o momento, gritou seu nome, agarrou a sua causa, e
mandou: “Fica Andrade”. A torcida sentiu e abraçou como quem diz, “É agora!”. E
foi.

Ricardo fez todos nós atravessarmos essa Ponte Preta, vencemos de virada na
casa do adversário, e com um golaço do Jorge hein! Sapatada, com raiva, pra
virar e falar: “Aqui é Flamengo!”.
Sabemos
que não vai demorar muito pra ele botar pra jogar os caras que a torcida não
gosta, e ai começarem a aparecer os cornetas de “Fora Zé”. Mas o cara é da casa
e sabe muito bem como é a Nação, como é a pressão e como funciona o sistema
vermelho e preto.
Agora
nos resta sentir essa mística até o final do campeonato, ou até daqui a cinco
jogos, ou talvez até a próxima rodada.
O que
importa, é sentir, pelo menos por uma rodada, que o Hepta Vem! Porque pelo
menos por hoje, é Flarcelona, Jorge Alba e Zé Ricardiola.
Mengão
Sempre!
Twitter
→ @GabrielLucasOC

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